Portal da USP Portal da USP Portal da USP

CONSIDERAÇÕES SÔBRE A FASE LARVÁRIA DA INFECÇÃO ANCILOSTOMÓTICA. SÔBRE DOIS CASOS CLÍNICOS DE ANCILOSTOMÍASE AGUDA

João Alves Meira, A.L. Ayrosa Galvão

Resumo


Os A.A. apresentam 2 casos clínicos com os característicos descritos para a ancilostomíase aguda e consequentes à infecção maciça com larvas de Ancylostoma dzwdenale. Ambos os casos foram observados em crianças pertencentes a famílias abastadas, uma com 9 anos e meio, do sexo masculino, e outra de 10 anos e do sexo feminino.Nos 2 casos. a ancilostomíase foi adquirida na praia, num caso na Praia Grande, em São Vicente, e noutro no Guarujá. Clinicamente observou-se em ambos os casos a mesma sequência sintomatológica. Inicialmente prurido cutâneo, intenso, em seguida tosse sêca e persistente e por fim sintomas agudos gastrointestinais.Dentre êste; últimos destacaram-se: a dor abdominal, intensa, contínua,localizada na região periumbilical e epigústrica; inapetência, náuseas, vômitos e diarréia por vêzes sanguinolenta. Num caso havia, ainda, fehrícula. Em ambos observou-se emagrecimento. Em ambos os casos houve por parte de outros médicos, suspeita diagnóstica de apendicite, sendo um dos paciente~ submetido à apendicectomia. Hematològicamente foi verificado anemia intensa, num caso requerendo emprêgo de várias transfusões sanguíneas, e moderada no outro. Nos 2 pacientes o quadro leucocitário se caracterizou por hiperleucocitose, com elevada eosinofilia. Num dos casos foi possível verificar que se tratava de infecção pura por Ancylostoma duodenale e, no outro, em que o exame de fezes foi também positivo para grande número de ovos de ancilostomídeo, não se conseguiu, após a medicação antihelmíntica, identificar os helmintos. O desaparecimento dos sintomas clínicos só foi observado após a adminitração, repetida várias vêzes, do vermífugo. As alterações hematológicas persistiram durante todo o tempo de observação, máxime no que diz respeito à leucocitose e eosinofilia. Os A.A. documentam seus casos com os exames subsidiários correspondentes, incluindo várias contagens de ovos nas fezes, antes e durante o tratamento, e exames hematológicos repetidos. Tecem ainda considerações sôbre os casos clínicos, frizando particularmente as possibilidades de êrro diagnóstico em casos semelhantes. Chamam a atenção para a raridade da ancilostomose aguda e fazem, a respeito, uma revisão da literatura do assunto, discutindo a etiopatogenia dêstes casos, atribuída, consoante estudos recentes, à fase larvária da infecção ancilostomótica.

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2358-792X.v3i1p29-52

Métricas do Artigo

Carregando métricas...

Metrics powered by PLOS ALM

Apontamentos

  • Não há apontamentos.