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REVISÃO DE DADOS DA EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA DO SARAMPO E SUBSíDIOS PARA A VACINAÇÃO CONTRA A DOENÇA

Ricardo Veronesi, Ary Walter Schmid, Roberto de Almeida Moura, Renato P.S. Carvalho, Waldermar A. Zuccas, Mário Camargo

Resumo


Os coeficientes de mortalidade por sarampo são alarmantes no Brasil. A doença ocupa, em diferentes municípios, elo segundo ao quarto lugar como causa ele morte entre as doenças infecciosas e parasitárias. O sarampo mata, entre nós, mais que a difteria, poliomielite, tétano, coqueluche e varíola. A maioria elos óbitos ocorre no grupo etário de O a 2 anos. Foi recapitulada a evolução dos conhecimentos sôbre a ;prevenção elo sarampo até as vacinas que os A. A. experimentaram. As relações entre o vírus do sarampo e o da cinomose foram comentadas, inclusive as experimentações conduzidas nesse sentido por um dos autores do trabalho. Foram realizados estudos comparativos sôbre a sensibilidade das provas ele inibição da hemaglutinação e ele neutralização, demonstrando-se grande reprodutibilidade de resultados. Os estudos sorológicos em vacinados com vacinas com vírus atenuados ou ínativados demonstraram maior percentagem ele conversões com a primeira. Por outro lado, não foram observados, com a vacina com vírus inativado, os efeitos indesejáveis (febre e exantema) que foram constatados com a vacina com vírus atenuado. Foi recomendada a necessidade da aplicação de 3 doses de vacina com vírus inativado para atingir maior percentagem de conversões. A despeito da febre e discreto exantema, as crianças vacinadas com a vacina viva podiam brincar, sem fenômenos catarrais ou grande indisposição. Estudos eletrocardiográficos e radiográficos dos vacinados com vacina viva não revelaram alterações atribuíveis à vacina. A incidência de sarampo na creche onde trabalharam caiu de 30 a 50 casos por ano (média de 1 O anos) para zero durante o ano de 1962 (ano em que iniciaram a vacinação) . Somente 3 casos de sarampo discreto foram observados entre os vacinados durante os 5 primeiros meses ele 1963. O restante das crianças não contraiu sarampo quando em contacto com doentes internados na creche.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2358-792X.v17i2p135-204

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