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ESTUDO DAS CONDIÇÕES SANITARIAS DA REPRÊSA BILLINGS

Samuel Murgel Branco

Resumo


A Reprêsa Billings, cobrindo uma área de 127 milhões de metros quadrados e situada em São Paulo, a uma altitude de 746,5 m foi construída com o propósito de gerar energia hidroelétrica e é preenchida com águas altamente poluídas, que recebem «in natura» os esgotos da cidade. Nos pontos localizados nas proximidades (até 1.000 m) da barragem de recalque, as condições são permanentemente sépticas, verificando-se, entretanto, uma apreciável capacidade de auto-depuração que promove a sua recuperação, já, na primeira quarta parte de sua extensão. A reprêsa foi estudada sob dois aspectos: 1) Visando a utilização de alguns de seus braços para abastecimento público, mediante isolamento através de barragem; 2) Visando a utilização de sua capacidade depuradora, para estabilização final de esgotos submetidos a tratamento primário. A capacidade estabilizadora da reprêsa parece ser devida, principalmente, à atividade fotossintética de algas (principalmente Microcystis aeruginosa) que proliferam em abundância, nas suas águas. A introdução de esgotos «in natura», entretanto, retarda essa estabilização, que poderia ser antecipada e muito mais eficiente se fôsse removida antes, a maior parte de seu material sedimentável. São sugeridas novas pesquisas, visando determinar a produção de oxigênio pelo fitoplâncton pelo método dos frascos claros e escuros, comparado com o método de concentração de clorofila e estudos das correntezas, visando determinar a distribuição do oxigênio no interior da massa dágua. É sugerido, ainda, o estudo da influência dos lodos e das algas nas concentrações de DBO.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2358-792X.v20i1p57-86

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