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Geologia e caracterização tecnológica do minério de manganês da mina Córrego do Cocho, Itapira (SP)

Nelson Angeli, Henrique Khan, Gabriel Mineo Ito, Sebastião Gomes de Carvalho, Jairo Roberto Jimenez-Rueda, Ulisses Cyrino Penha

Resumo


Três jazimentos de manganês e uma mina geneticamente resultantes da lateritização de gonditos (espessartita quartzitos) foram pesquisados. Estas concentrações encontram-se hospedadas em metassedimentos do Grupo Itapira (Paleoproterozoico) e apresentam recursos em torno de 2,0 x 10(6) Mt, com teor médio de 23% MnO2. Os principais minerais de minério são constituídos por criptomelana, pirolusita, litioforita, espessartita e psilomelana. O minério apresenta arranjos texturais dos mais variados, bem como se concentra em distintas frações granulométricas, quando beneficiado e concentrado. O estudo permitiu definir variadas formas no contorno dos grãos associados a distintos arranjos texturais e, a associação do grau de liberação do minério aos mesmos. Empregaram-se ensaios por separação em líquido denso a fim de caracterizar o minério e seu grau de liberação, posto que a fração granulométrica mais fina, (0,074 a 0,84 mm) era perdida no processo de beneficiamento. Assim, o teor médio muito baixo no concentrado (28% MnO2) se devia à perda para esta fração granulométrica (-0,074 mm), que contém teor elevado, próximo de 40% MnO2. Isto indica que seu emprego é adequado apenas para produção de fertilizantes (sulfato de manganês). Estudo comparativo com outras jazidas, principalmente a Mina de Caneleiras, em Ouro Fino (MG), indicou que o maior grau de liberação ocorre associado à granulação mais grossa (0,84 a 0,074 mm com teor de 38% em MnO2), que permite seu emprego na indústria de ligas Fe-Si-Mn.

Palavras-chave


Depósitos de manganês;Gonditos;Grupo Itapira;Grau de liberação;Tecnologia mineral;Sulfatos de manganês

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z1519-874X2011000300007

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