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Florestan Fernandes e o conceito de patrimonialismo na compreensão do Brasil

Aristeu Portela Júnior

Resumo


O conceito de patrimonialismo é central nos modos habituais de se interpretar e analisar o Brasil. Sujeito a uma utilização nem sempre rigorosa, objeto de contestações quanto à sua validade analítica, ele precisa ser retomado de modo sistemático para que se possam delinear seus potenciais e suas limitações quanto à compreensão da sociedade brasileira e de sua história. O presente trabalho busca iniciar esse esforço, retomando tanto a conceituação original de Max Weber quanto a análise que Florestan Fernandes realiza do processo de constituição de nossa sociedade nacional. Buscou-se, assim, mostrar que Fernandes, ao apontar para o caráter não monolítico do Estado brasileiro, ao qual se associa, muitas vezes, a noção de patrimonialismo, supera limitações presentes nos modos mais habituais de utilização do conceito, abrindo novas possibilidades analíticas.


Palavras-chave


Estado; Florestan Fernandes; Max Weber; patrimonialismo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2176-8099.pcso.2012.74433

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