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Quem guarda sempre tem algo para revelar

Helio Herbst

Resumo


Em  setembro  de  1951,  a  imprensa  brasileira  noticiou  a inauguração da  I  Bienal  de  São   Paulo.  Diversos  periódicos  enalteceram  a magnitude  do  evento  e  sua  importância  para   a  difusão  de conhecimentos.  Outros,  em  contrapartida, questionaram  a  validade da   iniciativa,  a  seleção  e  a  premiação  dos  trabalhos.  Algumas publicações,  sensíveis  aos   embates  então  existentes  entre figuração e  abstração,  veicularam  sátiras  indicativas  da   incompreensão  dos conteúdos  expostos  na  seção  de  artes.  Certa  dificuldade  de  entendimento  também  permeou  a  leitura  dos  projetos  apresentados na  Exposição   Internacional  de  Arquitetura,  especialmente  em jornais  e  revistas  de  grande   circulação.  Levando-­‐se  em  conta  a fortuna  crítica  sobre  as  mostras  e,  mais   particularmente, a documentação  amealhada  no  Arquivo  Histórico  Wanda  Svevo  da  Fundação  Bienal  de  São  Paulo,  o  presente  artigo  pretende enunciar  a  recorrente   dificuldade  de  aceitação  ante  o  desconhecido.  Para tanto,  apresenta  uma  breve   contextualização  das  Bienais,  seus resultados  e  polêmicas,  ressaltando-­‐se,  para  além   da  recepção das  obras,  no  sentido  proposto  por  Hans  Robert  Jauss,  os interesses  dos   agentes  responsáveis  pela  construção  de  uma representação oficial  dos  fatos,  tal  como   propõe  Roger  Chartier

Palavras-chave


Arte, Arquitetura Moderna, Bienal de São Paulo, Recepção, Representação

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2525-8354.v0i2p61-82

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