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O conceito de  ruína e o dilema da conservação em arte  contemporânea

Mário Anacleto de Sousa Júnior

Resumo


Sabe-­‐se  que  a  arte  contemporânea  tem  se  concentrado  mais  na tríade  constituída   pela  figura  do  artista,  a  poética  dos  materiais  e o  mercado  de  arte,  tornando  a   produção  artística  em  produtos culturais  únicos,  avaliados  de  acordo  com  a   demanda  do  novo  e da  necessidade  de  um  material  duradouro  e  inovador  em   relação à  ideia.  É  cada  vez  menos  aceitável  a  possibilidade  de envelhecimento  da   obra,  a  tal  ponto  que  esta  pode  aproximar‐se da  ruína  devido  à  impossibilidade   técnica  de  restauração, conservação  e  preservação  que  temos atualmente  à  nossa  disposição. A  partir  deste  ponto  propomos  uma  discussão  sobre  o conceito  de  ruína   na  arte  contemporânea  por  meio  das representações  pictóricas  de  séculos   anteriores  com  um  olhar  para a  história  da  conservação  e  restauração  de  bens   culturais  até  o presente.  Com  esta  contribuição  ao  conceito  de  ruína,  no  que  se  refere  à  matéria  como  valor  discursivo  e  estético,  indagamos  qual a  relação, ou   quais, existem  entre  a  arte  contemporânea  e  este conceito  ante  o envelhecimento,   até  o  ponto  mesmo  de degradar‐se,  levando  inexoravelmente  a  uma  perda   irreversível com  a  possibilidade  iminente  da  morte  da  ideia

Palavras-chave


Arte contemporânea, conservação, deterioração, ruína e morte da ideia

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DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.2525-8354.v0i2p133-157

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