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					<journal-title>Revista online de comunicação, linguagem e mídias</journal-title>
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					<publisher-name>Revista online de comunicação, linguagem e mídias da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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				<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.1982-677X.rum.2022.200384</article-id>
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						<subject>EDITORIAL</subject>
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					<article-title>Ética e política na cultura midiática</article-title>
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					<day>26</day>
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<p><bold>RuMoRes</bold>, revista dedicada aos estudos de comunicação, linguagem e mídias, propõe, neste número, indagar como as diversas práticas culturais podem nos ajudar a resistir e insistir em meio às situações extremas e aos permanentes desafios de nossos tempos. Os estudos apresentados nesta 31ª edição nos convidam a pensar a respeito das variadas narrativas midiáticas e do papel que a crítica a obras sobre o tema pode desempenhar em momentos de crise, especialmente na relação entre mídias e política. No que tange ao lugar ocupado pelas universidades brasileiras nesse cenário, vemos cada vez mais a importância de investigações que contribuam para a geração de conhecimentos e a propagação de informações que visem, ainda, a ação e a intervenção social.</p>
<p>Assim é que publicamos o <bold>Dossiê</bold> “Celebridades, política e engajamento público”, organizado por Terezinha Silva, Denise Prado e Paula Simões, propondo um quadro de disputas e conflitos na constituição da imagem pública das celebridades, bem como um debate sobre os regimes de visibilidades midiáticas contemporâneas. Ao olharmos as mídias, especialmente aquelas de alcance popular, massivo ou global, percebemos o quanto as celebridades despertam a atenção cotidiana de milhões de pessoas e, cada vez mais, suscitam o interesse de diferentes pesquisadoras e pesquisadores no mundo. No Brasil, esses estudos têm se consolidado, sobretudo, na última década, com pesquisas que abordam a fama sob olhares diversificados. Os onze <bold>Artigos</bold> aqui reunidos englobam distintos vieses temáticos, conceitos teóricos e objetos empíricos que corroboram a configuração desse cenário complexo e multifacetado. Os resultados dessas reflexões são apresentados pelas editoras convidadas na abertura do <bold>Dossiê</bold>. Agradecemos a elas a colaboração e empenho nesse minucioso trabalho de organização, bem como às autoras e aos autores publicados.</p>
<p>Além desse conjunto de textos, a edição traz um<bold>Ensaio</bold> e quatro <bold>Artigos</bold>, que abordam diferentes aspectos das mídias em formato verbal, audiovisual e digital. O Ensaio “Influenciadores, intelectuais, mediadores simbólicos”, de Renato Ortiz, dialoga diretamente com os <bold>Artigos</bold> do <bold>Dossiê</bold> e tem como objeto a figura do “influenciador”, personagem recente da esfera digital, em contraste com outras figuras da literatura em ciências sociais: o intelectual, os mediadores simbólicos, as celebridades.</p>
<p>Na seção de temas livres, por sua vez, temos três <bold>Artigos</bold> que lidam com <italic>imagens de presente</italic> – e seu enfrentamento crítico frente a violências de diferentes formas –, indo da literatura ao cinema, tangenciadas pelas narrativas jornalísticas. Em “Distopia e gêneros narrativos: a hipertrofia do presente”, de Vera Lúcia Follain de Figueiredo e Eduardo Miranda Silva, os autores abordam as relações entre arte e cultura de massa no uso de matrizes de gênero e na composição de um quadro distópico do país e do mundo atual. Também voltado a questões sociais, “As faces do trabalho: representações sociais nas telas <italic>Trabalhadoras e Operários</italic> e no filme <italic>Nomadland”</italic>, escrito por Lucas Gamonal Barra de Almeida, Valmir Moratelli e Tatiana Siciliano, investiga possíveis interpretações do trabalhador, debatendo as alterações nas formas de trabalho e sua precarização, representada de modo melancólico nas telas analisadas.</p>
<p>Por fim, o texto “A violência doméstica no relato jornalístico”, de Mayra Rodrigues Gomes, procura captar o espírito das narrativas jornalísticas nos relatos de casos de violência contra as mulheres e compreender como o jornalismo está descrevendo esses casos de violência – como reforço ou neutralização de estereótipos negativos, ou de modo ativo e posicionado.
Com esse conjunto de temáticas, teorias e metodologias, encerramos mais uma edição, agradecendo a cada uma das pessoas – editoras, autoras/es, pareceristas, revisores, diagramadores, leitoras/es – que contribuíram para essa realização. Agradecemos, ainda, à Universidade de São Paulo, representada pela Escola de Comunicações e Artes e pelo Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais, pelo apoio e incentivo à produção e divulgação científicas.</p>
<p>Atravessando as aparentes separações entre cultura e política, técnica e estética, realidade e ficção, os <bold>Artigos</bold> desta edição se desdobram entre análises discursivas e narrativas, empreendendo um gesto crítico para sua interpretação e transformação. Que por meio desse esforço constante e persistente, revelado nas diversas facetas do incansável trabalho realizado em nossas instituições, possamos desafiar futuros e sonhar outros mundos, vislumbrando esperanças e renovando utopias. Boas leituras!</p>
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<sig><italic>Rosana Soares</italic></sig>
<sig><italic>junho de 2022</italic></sig>
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