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<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Publishing DTD v1.1 20151215//EN" "https://jats.nlm.nih.gov/publishing/1.1/JATS-journalpublishing1.dtd">
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                    <journal-title>Revista online de comunicação, linguagem e mídias</journal-title>
                    <abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">Rumores</abbrev-journal-title>
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                <issn pub-type="epub" publication-format="electronic">1982-677X</issn>
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                    <publisher-name>Revista online de comunicação, linguagem e mídias da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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                <article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.1982-677X.rum.2022.200400</article-id>
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                        <subject>DOSSIÊ</subject>
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                    <article-title>
            Claudia Leitte e a indiferença na pandemia: jornalismo e celebridades na ambiência de um ciberacontecimento
                    </article-title>
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              Claudia Leitte and indifference amidst the pandemic: journalism and celebrities within a cyber event
                        </trans-title>
                    </trans-title-group>
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                            <surname>Prado</surname>
                            <given-names>Denise Figueiredo Barros do</given-names>
                        </name>
                        <xref ref-type="aff" rid="aff1">
                            <sup>1</sup>
                        </xref>
                        <xref ref-type="corresp" rid="c1" />
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                            <surname>Tavares</surname>
                            <given-names>Frederico de Mello Brandão</given-names>
                        </name>
                        <xref ref-type="aff" rid="aff2">
                            <sup>2</sup>
                        </xref>
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                    <institution content-type="original">Docente e pesquisadora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), onde atua no curso de Graduação em Jornalismo e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). É Doutora em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com estágio doutoral na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS, França). Realizou Pós-Doutorado em Comunicação junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com bolsa concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). É líder do GIRO – Grupo de Pesquisa em Mídia e Interações Sociais (UFOP/CNPq)</institution>
                    <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Ouro Preto</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Graduação em Jornalismo e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação</institution>
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                    <institution content-type="original">Docente e pesquisador da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), onde atua no curso de Graduação em Jornalismo e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 2. É líder do GIRO – Grupo de Pesquisa em Mídia e Interações Sociais (UFOP/CNPq). Realizou Pós-Doutorado junto à Universidad Nacional de La Plata (UNLP, Argentina). Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos)</institution>
                    <institution content-type="orgname">Universidade Federal de Ouro Preto</institution>
                    <institution content-type="orgdiv1">Graduação em Jornalismo e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação</institution>
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                <author-notes>
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                        <label>E-mail:</label>
                        <email>denise.prado@ufop.edu.br</email>
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                        <label>E-mail:</label>
                        <email>frederico.tavares@ufop.edu.br</email>
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                        <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença 
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                <abstract>
                    <title>RESUMO</title>
                    <p>A partir de uma fala insensível de Claudia Leitte com relação ao contexto brasileiro durante a pandemia de covid-19 no programa 
                        <italic>Altas Horas</italic> (Rede Globo), em maio de 2021, houve intensa reverberação nas redes sociais, seguida de retratação da artista e cobertura noticiosa. Estimulados por essa ocorrência, neste artigo, problematizamos como o cenário de reverberações e afetações do evento na cobertura noticiosa é capaz de revelar traços associados às formas de presença, ao posicionamento político dos célebres no contexto brasileiro e às relações entre jornalismo e ciberacontecimentos na contemporaneidade. Mapeamos e analisamos 19 publicações relacionadas ao tema, coletadas entre 22 de maio de 2021 e 29 de maio de 2021, período de emergência do caso, nas quais observamos como o processo interacional entre artista e público é estabelecido e se constitui como fenômeno no âmbito jornalístico.
                    </p>
                </abstract>
                <trans-abstract>
                    <title>ABSTRACT</title>
                    <p>Claudia Leitte’s insensitive statement regarding the Brazilian context during the COVID-19 pandemic in the TV show 
                        <italic>Altas Horas</italic> (Rede Globo), in May 2021, sparked intense debates on social media, followed by the artist’s retraction and news coverage. Based on this incident, this essay investigates how the ensuing reverberations and affectations from the event in the news coverage can reveal traits associated with the forms of presence, the political standing of celebrities in the Brazilian context and the relations between journalism and cyber events in contemporaneity. It mapped and analyzed 19 news on the topic, collected between May 22, 2021, and May 29, 2021, the period when the case emerged, in which one can observe how the interaction process between artist and audience is established and constitutes a phenomenon within journalism.
                    </p>
                </trans-abstract>
                <kwd-group xml:lang="pt">
                    <title>Palavras-chave:</title>
                    <kwd>Celebridade</kwd>
                    <kwd>ciberacontecimento</kwd>
                    <kwd>Claudia Leitte</kwd>
                    <kwd>política</kwd>
                    <kwd>pandemia covid-19</kwd>
                </kwd-group>
                <kwd-group xml:lang="en">
                    <title>Keywords:</title>
                    <kwd>Celebrity</kwd>
                    <kwd>cyber events</kwd>
                    <kwd>Claudia Leitte</kwd>
                    <kwd>politics</kwd>
                    <kwd>COVID-19 pandemic</kwd>
                </kwd-group>
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        </front>
        <body>
            <p>Em 22 de maio de 2021, a cantora brasileira Claudia Leitte participou, junto da atriz Deborah Secco e da apresentadora de TV Ana Maria Braga, do programa 
                <italic>Altas Horas</italic>, da Rede Globo, apresentado por Serginho Groisman. Na ocasião, o apresentador questionou a cantora: “Claudinha, qual é a sua indignação?”. Em resposta, ela disse: “A minha indignação? Eu tenho um coração pacificador, Serginho. Eu me indigno, sou capaz de virar tudo pelo avesso, de chutar as barracas, mas todo mundo tem um lugar onde pode brilhar uma luz para desfazer o que está acontecendo. E se essa luz se acende, obviamente, não vai ter escuridão”. Na sequência, o apresentador pede à atriz Deborah Secco, também convidada da emissão (participando de forma remota), que comente sobre a questão. Prontamente, a atriz afirma, em tom incisivo, sua perspectiva, contrastando com a posição de Claudia Leitte e destacando uma certa passibilidade diante dos casos: “A gente não pode continuar sendo ‘é isso mesmo…’”. Neste momento, a atriz é interrompida por Ana Maria Braga, que cita a falta de vacinas para a população brasileira. Em seguida, Deborah Secco fala ainda: “É impressionante! São os meninos que desapareceram e ninguém sabe onde estão; é o psicopata que mata gays no Sul e a gente mal fala sobre isso. É tudo, tudo muito normalizado. É tanta coisa ruim acontecendo e a gente vai ‘seguindo’, sabe? Eu fico realmente indignada”.
            </p>
            <p>O programa foi ao ar cerca de um ano após a formalização da pandemia de covid-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – ocorrida em março de 2020 –, e o contexto da discussão protagonizada pelas três celebridades carregava reflexos dos acontecimentos acumulados e significados ao longo dos meses precedentes àquela edição do 
                <italic>Altas Horas</italic>. O cenário brasileiro (social, político e midiático) estava marcado por uma intensa crítica e insatisfação com o governo Bolsonaro, em face do atraso na vacinação da população, bem como de diversos escândalos relacionados à compra das vacinas; à limitação das políticas públicas e sociais para dar suporte à população diante da crise sanitária, ao progressivo aumento dos índices de desemprego, além da escalada de violência nas grandes cidades, com operações policiais marcadas por um alto índice de letalidade. Assim, diante de tantas questões prementes no tecido social, a fala de Claudia Leitte repercutiu mal nas redes sociais digitais, mobilizando um debate imediato, no qual emergiram valores e afetos relacionados à pandemia e ao papel de figuras públicas em cenários de crise.
            </p>
            <p>Diversas pessoas manifestaram-se contrárias à fala da cantora, acusando-a de se pretender “isentona”, “gratiluz” e mesmo “alienada”. A tônica das falas compartilhadas nas redes sociais fez com que o episódio extrapolasse sua condição de acontecimento “restrito” ao programa televisivo e se transmutasse em um ciberacontecimento (
                <xref alt="AQUINO BITTENCOURT, 2015a" rid="ref-b2" ref-type="bibr">AQUINO BITTENCOURT, 2015a</xref>; 
                <xref alt="ARIAS, 2008" rid="ref-b4" ref-type="bibr">ARIAS, 2008</xref>; 
                <xref alt="HENN, 2013" rid="ref-b15" ref-type="bibr">HENN, 2013</xref>) marcado pela circulação de sentidos na ambiência digital e, ao mesmo tempo, por tensionamentos do universo cultural contemporâneo relacionado a celebridades, fãs e a aproximação deste ambiente interacional a temas controversos da sociedade (
                <xref alt="PAIXÃO-ROCHA; SIMÕES, 2021" rid="ref-b20" ref-type="bibr">PAIXÃO-ROCHA; SIMÕES, 2021</xref>). Desta forma, a repercussão negativa da fala de Claudia Leitte ocorre em um contexto particular: celebridades vêm sendo, mais e mais, instadas a se posicionarem sobre questões relacionadas ao contexto sociopolítico, de forma que falas imprecisas ou esquivas tendem a ser criticadas (
                <xref alt="PRADO; MONTEIRO; SARMENTO, 2020" rid="ref-b22" ref-type="bibr">PRADO; MONTEIRO; SARMENTO, 2020</xref>).
            </p>
            <p>As primeiras matérias acerca do ocorrido, publicadas no dia seguinte (23 de maio de 2021), em sites sobre figuras públicas do entretenimento, tiveram como foco a movimentação das redes e ampliaram a visibilidade do acontecimento inicial. Essas primeiras matérias jornalísticas captam a repercussão como valor-notícia importante, relatando o debate nas redes e a discussão no 
                <italic>Altas Horas</italic>, dando destaque às falas críticas postadas das redes sociais.
            </p>
            <p>Nesse ínterim, entre a exibição do programa, repercussão (ciberacontecimento) e as publicações noticiosas (acontecimento jornalístico), Claudia Leitte teve uma atitude estratégica (que já vem sendo tomada por vários artistas, em ocasiões semelhantes, como Anitta, durante a Campanha #Elenao em 2018, ou mesmo Daniel Cady – marido de Ivete Sangalo – em 2020, já na pandemia de covid-19), postando um vídeo, em suas redes sociais oficiais, no dia 24 de maio, com sua versão sobre o caso, e desculpando-se com os fãs.</p>
            <p>No vídeo, ela declara: “[…] mais do que um momento de desabafo, era um momento que eu precisava ter muita consciência do meu papel social e eu não tive. Eu não sei por que cargas d’água, eu falei… eu dei uma resposta evasiva naquele momento e desde que eu saí do programa eu tô reflexiva […]”. Mais adiante, Claudia Leitte reafirma que se sente comprometida com o público: “se eu tenho um microfone ligado, eu continuo representando aquelas pessoas, servindo aquelas pessoas”. Depois disso, ela procura sinalizar quais ocorrências do social a indignam (as aglomerações, o número de mortos na pandemia, a fome, a violência doméstica e a dificuldades do setor artístico durante a crise sanitária) e finaliza reafirmando que “eu vim aqui pedir desculpas por isso, porque eu não usei da ferramenta que eu tenho para fazer alguma diferença e eu quero me redimir disso. […] Eu posso ser um agente de mudança. Eis-me aqui”.</p>
            <p>Após a publicação desse vídeo, o caso reverberou com mais fôlego em sites de notícias sobre celebridades, cotidiano e televisão. Os aspectos abordados foram, prioritariamente, a crítica e a repercussão negativa da fala da artista no programa 
                <italic>Altas Horas</italic> e como o vídeo emerge enquanto uma resposta da artista à cobrança do público, além de uma “oportunidade” para que ela se posicionasse e apresentasse, nesse espaço alternativo, críticas ao quadro social brasileiro.
            </p>
            <p>Jornalisticamente, pode-se dizer que a construção do quadro noticioso se dá em dois momentos. No primeiro, circunscrevendo-o enquanto um “ciberacontecimento”, relata-se que o caso foi catalisado pelos julgamentos circulantes nas redes sociais, alguns dos quais de entonação mais crítica, sinalizando que a fala de Claudia Leitte, no 
                <italic>Altas Horas</italic>, tinha suscitado uma repercussão negativa e uma reprimenda coletiva: os públicos vinham questionando a atuação da artista tanto pela sua pretensão de suposta neutralidade quanto por sua ambiguidade, ao não se mostrar “indignada” com o cenário político e social brasileiro.
            </p>
            <p>O segundo momento se dá quando a postagem de Claudia Leitte no Instagram é tomada como um posicionamento da artista em face da convocação dos seus públicos – reafirmando as lógicas de contato nas redes sociais entre ela e seus fãs – e como um ensejo para que ela exponha suas eventuais críticas, revelando-se um espaço aberto à retificação da sua fala anterior. Há, nesse segundo instante, uma tentativa de fechar a discussão, reorganizando os sentidos e ao mesmo tempo endereçando um significado dominante para a questão, no caso, a retratação da cantora e a proposta de “encerrar-se” a polêmica.</p>
            <p>A interpelação dos/pelos públicos e o posicionamento da artista podem ser vistos como um jogo interacional de convocação e posicionamento (
                <xref alt="HALL, 2003" rid="ref-b13" ref-type="bibr">HALL, 2003</xref>), no qual as ações dos sujeitos no mundo são marcadas por gestos ideológicos e carregados de sentido, que se tornam manifestos pelas ações tomadas no decurso das interações. Em tal jogo interacional, revelam-se, ao mobilizar cadeias de significados circulantes, perspectivas em disputa sobre o mundo social.
            </p>
            <p>Ora, este caso não se trata de uma ocorrência isolada: tem havido frequentes embates nas redes sociais entre célebres e públicos (principalmente no que tange a questões de ordem política), a partir das quais o jornalismo se posiciona. Em ocasiões como essa, o quadro noticioso procura estruturar e encadear formas narrativas, conferindo-lhes ordenamento e modulando as relações de poder ali infligidas, buscando criar formas de participar e/ou intervir na circulação de sentidos envolvidos nesses processos. Em tais contextos,</p>
            <disp-quote>
                <p>independente de as celebridades atuarem como conectores através de sua reputação – ampliando a visibilidade de um acontecimento – ou atuarem como o próprio assunto compartilhado, sendo assim, em muitos casos, objeto de um ciberacontecimento, o fato é que são capazes de potencializar o compartilhamento de um conteúdo. (
                    <xref alt="AQUINO BITTENCOURT, 2015a, p. 354" rid="ref-b2" ref-type="bibr">AQUINO BITTENCOURT, 2015a, p. 354</xref>)</p></disp-quote>
                    <p>
                     Essa potencialização de compartilhamento e visibilidade associada à presença e (des)engajamento dos célebres é associada ao próprio papel social destas figuras: “Na medida em que o sujeito mantém ou ascende em visibilidade, ele o faz através do conhecimento e reconhecimento de suas ações; esse movimento pode ocorrer através dos media e/ou propulsionado pelo próprio célebre nos espaços onde seus celebradores os acessam” (
                    <xref alt="PAIXÃO-ROCHA; SIMÕES, 2021, p. 205" rid="ref-b20" ref-type="bibr">PAIXÃO-ROCHA; SIMÕES, 2021, p. 205</xref>). Nessa ambiência, o ciberacontecimento “é uma expressão das tensões semiosféricas da cultura contemporânea no ambiente das redes digitais: o acontecimento em si, em nós e no mundo, o íntimo tornado público e o público, privado. Um gigantesco campo problemático abre-se nessa profunda singularidade cultural” (
                    <xref alt="HENN, 2013, p. 45" rid="ref-b15" ref-type="bibr">HENN, 2013, p. 45</xref>).
                </p>
            
            <p>Diante disso, analisamos, neste artigo, como a construção do relato noticioso participa, na elaboração narrativa e na configuração das lógicas e ajustamentos interacionais tecidos entre artista e público, de um ordenamento que procura posicionar os atores ao fabricar e articular sentidos sobre o desenrolar das ações mutuamente constituídas.</p>
            <p>A fim de compreendermos a organização do quadro de reverberações e afetações do evento na cobertura noticiosa, realizamos uma busca dirigida por palavras-chave (Claudia Leitte, Altas Horas), circunscrita à época do caso, e recortamos as publicações de diversos veículos on-line que trataram do tema (excluindo-se as repostagens e replicações das mesmas notícias). Foram coletadas 19 publicações
                <sup>
                    <xref ref-type="fn" rid="fn3">3</xref>
                </sup> de caráter jornalístico relacionadas ao tema, entre os dias 22 de maio de 2021 e 29 de maio de 2021, a partir das quais observamos o ordenamento das falas e como um processo interacional é estabelecido entre artista e público e se constitui como fenômeno no âmbito jornalístico. Conforme apresentaremos no decurso deste texto, adotamos uma análise dessa produção midiática, compreendendo as dimensões discursivas acionadas na elaboração das notícias, bem como a constituição de um jogo interacional entre celebridades e público, a partir de um olhar que tensione as formas de visibilidade, presença e posicionamento político dos célebres no quadro político e social brasileiro.
            </p>
            <sec id="celebridades-jornalismo-e-ciberacontecimentos">
                <title>Celebridades, jornalismo e ciberacontecimentos</title>
                <p>No contexto atual de midiatização da sociedade (
                    <xref alt="HJARVARD, 2014" rid="ref-b16" ref-type="bibr">HJARVARD, 2014</xref>), que envolve cada vez mais a sociedade brasileira e o mundo, as redes sociais digitais deixam de ser apenas um espaço de relações e conversações, para se tornarem, também, espaços de eclosão de acontecimentos (
                    <xref alt="HENN, 2013" rid="ref-b15" ref-type="bibr">HENN, 2013</xref>). Nessa ambiência virtual, de sociabilidade cotidiana tensionada por um conjunto de disputas, argumentos e performances, o contato entre as celebridades e seus públicos acontece de forma mais direta, mobilizando afetos e sentidos dos mais diversos, algo possibilitado por novas oportunidades de proximidade, consumo e interação. Disputas discursivas e “negociações públicas” passam a ser o fluxo corrente do cotidiano, que envolve pessoas célebres, seus fãs e aqueles que habitam esse entorno.
                </p>
                <p>Nesse contexto, “as formas como celebridades constroem a si mesmas em seus espaços de sociabilidade digital – no 
                    <italic>Facebook</italic>, 
                    <italic>Twitter</italic>, 
                    <italic>Instagram</italic>, 
                    <italic>YouTube</italic> etc”, dizem Postinguel, Gonzatti e Rocha (
                    <xref alt="2020, p. 7" rid="ref-b21" ref-type="bibr">2020, p. 7</xref>), respondendo e participando desse cenário entrópico e vultuoso de engajamentos, também “[…] passam a acionar semioses capazes de motorizar ciberacontecimentos” (
                    <xref alt="2020, p. 7" rid="ref-b21" ref-type="bibr">2020, p. 7</xref>). Como lembra Simões (
                    <xref alt="SIMÕES, 2014" rid="ref-b27" ref-type="bibr">SIMÕES, 2014</xref>), as celebridades possuem poder de afetação sobre a vida social e isso implica em agendamentos que pautam o cotidiano reflexivamente
                    <sup>
                        <xref ref-type="fn" rid="fn4">4</xref>
                    </sup>. Ainda que, como diz Simões (
                    <xref alt="2014" rid="ref-b27" ref-type="bibr">2014</xref>), as celebridades possuam uma “dimensão acontecimental”, elas também, pelo papel que tal dimensão assume no espaço público, interagem com outros acontecimentos ligados à circulação dos sentidos que envolvem o seu próprio acontecer no mundo virtual e fora dele. As celebridades não estão isoladas “da experiência dos sujeitos que a circundam e que são afetados por ela[s]”. (
                    <xref alt="SIMÕES, 2014, p. 214" rid="ref-b27" ref-type="bibr">SIMÕES, 2014, p. 214</xref>)
                </p>
                <p>Do ponto de vista temático, a partir da cobrança sobre certas falas e de uma demanda por posicionamento sobre questões polêmicas ou de interesse público, “o entrecruzamento entre entretenimento, práticas de consumo e ações políticas estabelece fóruns de interlocução, negociação e disputas que aproximam audiências e celebridades, deslocando a estrela pop de certo pedestal de neutralidade ou isenção presumida” (
                    <xref alt="POSTINGUEL; GONZATTI; ROCHA, 2020, p. 2" rid="ref-b21" ref-type="bibr">POSTINGUEL; GONZATTI; ROCHA, 2020, p. 2</xref>). Assim, fãs e audiência assumem um protagonismo fiscalizador atravessado “pela porosidade entre cultura do entretenimento, práticas de consumo e mobilização política em ambiências digitais” (
                    <xref alt="POSTINGUEL; GONZATTI; ROCHA, 2020, p. 10" rid="ref-b21" ref-type="bibr">POSTINGUEL; GONZATTI; ROCHA, 2020, p. 10</xref>)
                    <sup>
                        <xref ref-type="fn" rid="fn5">5</xref>
                    </sup>. Tal comportamento, além de intervir na própria relação com o célebre, com consequências que indicam mudanças na performance e nos posicionamentos públicos, também faz circular uma série de discursos sobre assuntos diversos, o que não apenas inunda de significados os ambientes virtuais e a própria vida cotidiana, como convoca outros atores e/ou instituições de visibilidade pública a se manifestar e a participar do debate.
                </p>
                <p>A constituição de ciberacontecimentos, como vai dizer Aquino Bittencourt (
                    <xref alt="2015a, p. 343" rid="ref-b2" ref-type="bibr">2015a, p. 343</xref>), relaciona-se não a um ponto de partida dado por um veículo jornalístico na cobertura de um fato, mas às “dinâmicas sociais em torno do ocorrido, que acabam levando a mídia tradicional a dar atenção ao que aconteceu diante da dimensão que o acontecimento ganhou nas redes”. Como chama a atenção Fausto Neto (
                    <xref alt="2013, p. 55" rid="ref-b9" ref-type="bibr">2013, p. 55</xref>), “[…] a circulação desponta como um território que se transforma em um lugar de embates de várias ordens, produzidos por campos e atores sociais”. A dinâmica de compartilhamento das redes sociais digitais e a maneira como tal fenômeno conforma visibilidades e repercussões concretizam características do cenário de midiatização atual da sociedade, no qual a circulação de sentidos e informações é proeminente e do qual os embates, em alguma medida, são constituintes. Assim, ainda que “muito do que é excessivamente compartilhado nas redes nem sempre carrega importância e relevância jornalísticas” (
                    <xref alt="AQUINO BITTENCOURT, 2015a, p. 343" rid="ref-b2" ref-type="bibr">AQUINO BITTENCOURT, 2015a, p. 343</xref>), a própria dinâmica da propagação de conteúdos e informações, bem como o seu alcance, tensiona o jornalismo e adentra a cobertura por ele feita, ajudando a compreender fronteiras e lógicas desse circuito e indicando entendimentos sobre valores e afetos que perpassam enunciações e endereçamentos acerca de personagens, falas e discussões.
                </p>
                <p>O fenômeno da circulação nas redes sociais digitais, portanto, ecoa discussões e temas que movem a vida social em diferentes tempos e espaços e afeta a sociabilidade, os sujeitos e instituições que dele participam. Por exemplo, em estudos que têm observado tal afetação em relação ao jornalismo, modificando formas de produção e consumo, há perspectivas que indicam a existência de um “jornalismo em rede” (
                    <xref alt="ZAGO, 2013" rid="ref-b29" ref-type="bibr">ZAGO, 2013</xref>); (
                    <xref alt="2017" rid="ref-b30" ref-type="bibr">2017</xref>) ou inserido num fluxo comunicacional complexo (
                    <xref alt="AQUINO BITTENCOURT, 2015b" rid="ref-b3" ref-type="bibr">AQUINO BITTENCOURT, 2015b</xref>; 
                    <xref alt="HÖEHR, 2013" rid="ref-b17" ref-type="bibr">HÖEHR, 2013</xref>), que trabalham a ideia de uma “circulação jornalística” propriamente dita (
                    <xref alt="RECUERO; ZAGO; SOARES, 2017" rid="ref-b23" ref-type="bibr">RECUERO; ZAGO; SOARES, 2017</xref>; 
                    <xref alt="ZAGO; RECUERO, 2011" rid="ref-b31" ref-type="bibr">ZAGO; RECUERO, 2011</xref>) ou que refletem sobre uma certa crise do jornalismo, advinda das tensões geradas pelas redes sociais e as práticas de produção de notícias neste meio (
                    <xref alt="ZAGO, 2013" rid="ref-b29" ref-type="bibr">ZAGO, 2013</xref>).
                </p>
                <p>Segundo Recuero, Zago e Soares (2017, p. 2), a circulação jornalística pode ser considerada como uma das etapas do processo jornalístico. Nesse sentido, “através da circulação, o acontecimento transformado em notícia é distribuído pelos diferentes canais de acesso ao jornal. Além da circulação de notícias promovida pelos jornais, a etapa engloba também a participação do público, através da recirculação jornalística”. Oliveira e Henn (2014, p. 40) problematizam essa dimensão e têm foco na compreensão sobre o papel – qualificado ou não – do jornalismo como mediador do espaço público “pela emergência das redes, que passam a protagonizar a própria constituição do acontecimento, e do compartilhamento de sentidos que antes delas não era possível”. (
                    <xref alt="OLIVEIRA; HENN, 2014, p. 40–41" rid="ref-b19" ref-type="bibr">OLIVEIRA; HENN, 2014, p. 40–41</xref>)
                </p>
                <p>Menos que olhar a fundo para essas práticas e suas dimensões acima citadas, interessa-nos pensar de que maneira certos acontecimentos ou ciberacontecimentos pautam o jornalismo e como, ao se inserirem num contexto de cobertura sobre celebridades, afetam a trajetória de uma narrativa sobre um episódio – seu começo, reverberação e “encerramento” –, bem como o próprio jornalismo, incidindo no tipo de mediação que pratica. Ainda que o episódio com Cláudia Leitte tenha chegado ao jornalismo a partir das redes sociais, portanto tendo a repercussão como objeto da cobertura, o protagonismo de uma celebridade como central do acontecimento e do ciberacontecimento em tela faz com que os sites incorporem a lógica de que “nomes de figuras públicas atraem atenção por si só, de modo que independente do grau de ruptura e singularidade, os compartilhamentos [das notícias] são certos” (
                    <xref alt="AQUINO BITTENCOURT, 2015b, p. 354" rid="ref-b3" ref-type="bibr">AQUINO BITTENCOURT, 2015b, p. 354</xref>). Ou seja, o jornalismo repete a lógica das redes e dela se torna, de certa forma, “tributário”, o que afeta o tipo de cobertura e qualifica uma maneira de relação e reverberação sobre e a partir dos célebres. Quanto mais visibilidade uma celebridade possui, diz Aquino Bittencourt (
                    <xref alt="2015a, p. 354" rid="ref-b2" ref-type="bibr">2015a, p. 354</xref>), “maiores são as chances de haver um grande número de compartilhamentos de alguma publicação sobre ela”. O que não significa que a participação do jornalismo nesse contexto seja a de direcionar ou qualificar os conteúdos e sentidos acerca do acontecimento que é objeto de uma cobertura.
                </p>
                <p>No caso do acontecimento/ciberacontecimento aqui analisado, das 19 matérias mapeadas e escrutinadas, quatro foram postadas antes do vídeo no Instagram de Claudia Leitte e 15 foram publicadas posteriormente. Somente um veículo, o 
                    <italic>Hypeness</italic>, publicou matérias nos dois momentos. As 15 matérias que procuram contextualizar o caso integralmente apresentam estrutura semelhante: dá-se ênfase à manifestação de Claudia Leitte no Instagram como algo motivado pela circulação e crítica feita pelos públicos nas redes sociais. Algumas dão mais espaço às falas críticas do público circuladas no Twitter, enquanto outras somente acenam para o contexto e concentram suas atenções no vídeo da artista.
                </p>
            </sec>
            <sec id="a-circulação-de-sentidos-e-a-organização-das-falas-pelas-notícias">
                <title>A circulação de sentidos e a organização das falas pelas notícias</title>
                <p>Partindo da reflexão sobre o processo de organização da textualidade jornalística como marcada pelo estabelecimento de um ordenamento e sequenciamento do caso, observamos que a postagem de Claudia Leitte tem um duplo efeito temporal: ao se oferecer como resposta às críticas do público, marca o encerramento do debate, colocando a fala da artista como a resposta ansiada; e o passado antecedente a esse fato é a presença no programa 
                    <italic>Altas Horas</italic>. A circulação questionadora das falas nas redes sociais é tratada como a reação capaz de fazer desta intervenção da artista algo de relevo nos dizeres sociais, e o vídeo figura como um desfecho, como um esforço de demarcar um posicionamento em resposta frente a esse público que a convoca (muito embora a reação da artista seja vista, por vezes, como uma resposta tardia). Assim, o momento em que o caso se torna 
                    <italic>presente</italic> no texto jornalístico é também o momento em que ele é construído em fase de encerramento.
                </p>
                <p>A implicação desse ordenamento temporal não pode ser outra que não a percepção de que a célebre tem o privilégio da fala: é seu posicionamento, sua disposição em responder, que coloca o tema em evidência para o jornalismo. Ainda que instigada pelo burburinho das redes sociais digitais, é a aparição da artista que incita mais reverberação e espaço no campo noticioso. Além disso, é a fala de Claudia Leitte que é digna de reenvio: é predominante a presença do seu perfil no Instagram nas notícias, convidando o público a ouvir e acessar na íntegra o seu discurso pelos seus canais oficiais.</p>
                <p>Nessa perspectiva, para além da pontuação temporal, a estratégia de organização narrativa ensejada pelas notícias, como se pode observar, estrutura-se de forma a dar espaço à fala ordenada pela artista: se sua fala no 
                    <italic>Altas Horas</italic> é frequentemente transcrita e contraposta às falas de Ana Maria Braga e Deborah Secco (ora transcritas, ora disponíveis como fragmentos de vídeo no corpo dos 
                    <italic>tweets</italic> citados do público), é a transcrição dos dizeres publicados em vídeo que tem predominância. O processo de citação direta de sua intervenção no Instagram (parcial ou total) é objeto de transcrição na maioria dos veículos, bem como o compartilhamento do link que remete ao perfil oficial da artista, numa perspectiva declaratória e de pouca contextualização e apuração (via entrevistas e outros dados).
                </p>
                <p>Além disso, os 
                    <italic>tweets</italic> do público cumprem uma tripla função no processo: tornam-se fonte do discurso direto das artistas presentes no 
                    <italic>Altas Horas</italic>; permitem uma crítica mais incisiva à fala de Claudia Leitte pelo tom que adotam (vide abaixo, nas 
                    <xref alt="1" rid="f1">Figuras 1</xref> e 
                    <xref alt="2" rid="f2">2</xref>), seja pelo deboche, utilizando-se de memes, seja pelo posicionamento declarado dos críticos; e ainda dão pistas ao leitor do contexto de crítica e cobrança a que Claudia Leitte se viu exposta e instigada a se posicionar. Nota-se, ainda, que há uma recorrência no compartilhamento dos 
                    <italic>tweets</italic> de perfis específicos que estão presentes em diversas matérias de veículos diferentes, como em 
                    <italic>Observatório da TV</italic> (
                    <xref alt="SAFNER, 2021" rid="ref-b25" ref-type="bibr">SAFNER, 2021</xref>), 
                    <italic>Notícias da TV</italic> (
                    <xref alt="APÓS CRÍTICAS, CLAUDIA LEITTE ADMITE QUE ERROU NO ALTAS HORAS: ’QUERO ME REDIMIR’, 2021" rid="ref-b1" ref-type="bibr">APÓS…, 2021</xref>), 
                    <italic>NaTelinha</italic> (
                    <xref alt="CLAUDIA LEITTE FALA EM “PACIFICAÇÃO” NA PANDEMIA E IRRITA INTERNAUTAS, 2021" rid="ref-b5" ref-type="bibr">CLAUDIA…, 2021a</xref>), 
                    <italic>Hypeness</italic> (
                    <xref alt="GOMES, 2021b" rid="ref-b11" ref-type="bibr">GOMES, 2021b</xref>), 
                    <italic>Tenho Mais Discos Que Amigos!</italic> (
                    <xref alt="TEIXEIRA, 2021" rid="ref-b28" ref-type="bibr">TEIXEIRA, 2021</xref>), 
                    <italic>O Globo</italic> (
                    <xref alt="CLAUDIA LEITTE PEDE DESCULPAS APÓS “ALTAS HORAS” E LISTA MOTIVOS PARA INDIGNAÇÃO NO BRASIL, 2021" rid="ref-b6" ref-type="bibr">CLAUDIA…, 2021b</xref>) e 
                    <italic>Revista Quem</italic> (
                    <xref alt="CLAUDIA LEITTE SE DEFENDE DE CRÍTICAS POR SE ISENTAR NO “ALTAS HORAS”: “QUERO ME REDIMIR”, 2021" rid="ref-b7" ref-type="bibr">CLAUDIA…, 2021c</xref>). É o caso dos tweets de @walterleite, @murilobusolin, @brunohue, @thiagohalima7 e @aeciodepapelao, conforme abaixo, nas <xref alt="1" ref-type="fig" rid="f1">Figuras 1</xref> e <xref alt="2" ref-type="fig" rid="f2">2</xref>.
                </p>
                <fig id="f1">
                    <label>Figura 1</label>
                    <caption>
                        <title>            </title>
                        <p><bold>Capturas de tela de postagens dos perfis @walterleite e @murilobusolin</bold></p>
                    </caption>
                    <graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="1982-677X-rumores-16-31-07-200400-fig1.png"/>
                    <attrib>Fonte: Twitter.</attrib>
                </fig>
                <fig id="f2">
                    <label>Figura 2</label>
                    <caption><title>            </title>
                        <p><bold>Capturas de tela de postagens dos perfis @brunohue, @thiagohalima7 e @aeciodepapelao</bold></p>
                    </caption>
                    <graphic mimetype="image" mime-subtype="png" xlink:href="1982-677X-rumores-16-31-07-200400-fig2.png"/>
                    <attrib>Fonte: Twitter.</attrib>
                </fig>
                <p>Os dois primeiros perfis @walterleite e @murilobusolin recuperam trechos do programa 
                    <italic>Altas Horas</italic> e postam em vídeo, comentando-os em seus 
                    <italic>tweets</italic> (
                    <xref alt="1" ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>); os dois seguintes (@brunohue e @thiagohalima7) (
                    <xref alt="2" ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>) comentam o episódio com imagens (uma citação e um meme, respectivamente); e o último perfil (@aeciodepapelao) (
                    <xref alt="2" ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>) traz um vídeo do falecido ator e comediante Paulo Gustavo, com sátira sobre protestos contra a corrupção no Brasil. Neste cenário, há três vozes que se fazem presentes na construção das matérias: (1) o narrador jornalista, cujo papel evidencia-se no texto pelo esforço em situar a fala de Claudia Leitte no 
                    <italic>Altas Horas</italic>, a crítica ocorrida nas redes sociais e o tom do público; (2) a fala de Claudia Leitte, predominante em termos de visibilidade e acolhida, tanto pelo espaço de transcrição quanto pela inserção do vídeo no Instagram da artista, reenviando o público à sua conta oficial; e (3) um público construído e tornado manifesto no corpo das notícias a partir da articulação das postagens críticas veiculadas nas redes sociais.
                </p>
                <p>Disto, é interessante destacar dois pontos. Primeiro, a fala jornalística evidencia-se em termos narrativos textuais, mas passa ao largo de expor a sua presença na construção do recorte e da abordagem das falas, deixando explícito o caráter organizador e gerenciador do espaço noticioso. A possibilidade de expressão do lugar de enunciação jornalístico é bastante dispersa no conjunto das matérias analisadas. Há casos, especialmente quando se trata de matérias assinadas e de tom opinativo, em que essa atuação é mais evidenciada, como ocorre em 
                    <italic>Veja Rio</italic>, texto assinado por Cleo Guimarães (
                    <xref alt="GUIMARÃES, 2021" rid="ref-b12" ref-type="bibr">GUIMARÃES, 2021</xref>), que declara: “Diante das respostas das duas, a fala ‘odara’ da cantora destoou ainda mais. Criticada nas redes sociais, Claudia divulgou um vídeo em seu 
                    <italic>Instagram</italic> pedindo desculpas pelo seu discurso e se posicionando, ainda que de forma mais genérica, sem criticar diretamente o governo federal ou político algum”. Isso também ocorre no veículo 
                    <italic>Hypeness</italic>, assinado por Karol Gomes (
                    <xref alt="2021a" rid="ref-b10" ref-type="bibr">2021a</xref>), com a crítica: “Parece não existir, com tal cenário, mais espaço para dúvidas ou para escapar de posicionamentos políticos, especialmente para pessoas públicas. Como diria Nina Simone: ‘É uma obrigação do artista refletir o seu tempo’. Mas tem gente que ainda não entendeu a gravidade da situação, como demonstrou Claudia Leitte no programa ‘Altas Horas’, que foi ao ar no último sábado (22) na TV Globo.” Em outras publicações, há certa pretensão de distanciamento, procurando descrever as ocorrências, como no site 
                    <italic>IstoÉ</italic> (
                    <xref alt="CLAUDIA LEITTE SE DEFENDE DE CRÍTICAS: “QUERO ME REDIMIR”, 2021" rid="ref-b8" ref-type="bibr">CLAUDIA…, 2021d</xref>), com a matéria intitulada “Claudia Leitte se defende de críticas: ‘Quero me redimir’”, na qual se explica que a artista “usou as redes para se defender”, inserindo o link do perfil do Instagram da artista ao final.
                </p>
                <p>Já quanto ao segundo ponto, se houve falas defensoras da artista após o programa 
                    <italic>Altas Horas</italic>, elas foram apagadas do contexto noticioso, evitando expor o tensionamento do campo de embates políticos. O apoio a Claudia Leitte somente emerge em uma matéria, do site 
                    <italic>Revista Quem</italic> (
                    <xref alt="CLAUDIA LEITTE SE DEFENDE DE CRÍTICAS POR SE ISENTAR NO “ALTAS HORAS”: “QUERO ME REDIMIR”, 2021" rid="ref-b7" ref-type="bibr">CLAUDIA…, 2021c</xref>), do grupo 
                    <italic>Globo</italic>, na qual se lê: “Alguns famosos mandaram mensagens de apoio para Claudia após a divulgação do vídeo. ‘Que bom que você reconheceu e se manifestou demonstrando sua indignação Claudinha! É isso’, disse Fernanda Paes Leme. ‘Parabéns pelo seu posicionamento, amiga. Nunca perca a indignação! Um beijo no coração’, escreveu Daniela Mercury. ‘Que bonito, Claudinha. Você é uma mulher muito especial’, elogiou Rafa Brites. ‘Claudinha, querida! Todos os dias a gente aprende algo novo! Conte sempre com a gente aqui’, afirmou Tico Santa Cruz.”. Ressalta-se, ainda, que as manifestações do público nas redes sociais digitais deixaram de ser citadas ou referenciadas após a publicação do vídeo, de modo que a fala de Claudia Leitte pontua, tal como dito anteriormente, um pretenso encerramento da discussão.
                </p>
            </sec>
            <sec id="o-engajamento-dos-célebres-as-disputas-por-invisibilidade-nos-temas-públicos">
                <title>O engajamento dos célebres: as disputas por (in)visibilidade nos temas públicos</title>
                <p>No caso em tela, parece-nos, então, que a constituição da visibilidade dos célebres está associada a três questões distintas, mas complementares: (1) a reafirmação da autenticidade (da pessoalidade) da exposição; (2) a dificuldade em se manter oculto (ou invisível) àquilo que não se pretende expor; e (3) a alimentação dos canais de contato, a fim de preservar um lugar no campo do visível.</p>
                <p>A reafirmação da autenticidade da exposição relaciona-se ao esmorecimento das fronteiras da vida pública e privada dos célebres. Para além de incorporar espaços de tessitura de vida antes reservados às relações familiares próximas, essa reafirmação torna manifesta a necessidade de ratificar os vínculos morais e afetivos dos célebres em sua trajetória pública. Ou seja, posições morais e políticas são, frequentemente, analisadas à luz do conhecimento prévio consolidado sobre as figuras públicas, de modo que há uma expectativa de coerência de seus posicionamentos sociais diante de atitudes e adesões previamente manifestadas, bem como se tornam um marcador capaz de situar o célebre num cenário movente e tensionado de problemas públicos. Em contrapartida, deslizes e incoerências são objeto constante de escrutínio e crítica, de modo que os célebres passam a ser acusados de inautenticidade, e são, devido ao embaraço público, frequentemente convocados a se retratar, tal como ocorrido com Claudia Leitte. Sibilia (
                    <xref alt="2015, p. 362–363" rid="ref-b26" ref-type="bibr">2015, p. 362–363</xref>, grifo da autora) afirma que esse tipo de escrutínio público é sustentado pelas expectativas relacionadas à exposição centrada no indivíduo, de forma que “sua potência em termos de veracidade ou autenticidade se apoia em sua capacidade de aparentar e mostrar – e, neste mesmo ato, inventar ou 
                    <italic>performar</italic> – aquilo que eles 
                    <italic>estão sendo</italic>, fortemente apoiados em um 
                    <italic>eu</italic> considerado verdadeiro cuja existência se apresenta com toda a legitimidade do 
                    <italic>real</italic>”.
                </p>
                <p>Quanto à dificuldade de manter oculto ou invisível determinados elementos ou posicionamentos que constituem os valores e posicionamentos dos célebres, é importante diferenciá-la da invisibilidade imposta e da privacidade. A invisibilidade imposta está associada a grupos e atores que, por pressões e mecanismos sociais complexos, veem-se privados de ocupar a cena pública e pontuar suas questões. Já o direito à privacidade estaria vinculado à discrição, ao pudor e à possibilidade de manter-se distanciado do olhar do outro
                    <sup>
                        <xref ref-type="fn" rid="fn6">6</xref>
                    </sup>. Diversamente, a dificuldade de se manter oculto ou invisível, que procuramos tratar aqui, está associada à dissimulação, por meio da qual a figura pública procura, estrategicamente, controlar o campo de visibilidades e de exposições a partir daquilo que julga concernente ao que pretende projetar, ou mesmo como um recurso que permite a manutenção da coerência da sua imagem pública. Essa tentativa de gestão da própria imagem se torna, em contextos políticos e sociais acirrados, cada vez mais tensionada, pois uma alegação de privacidade é entendida como opacidade.
                </p>
                <p>Essa opacidade estimula uma crítica à circulação pública dos sentidos: o oculto passa a ser questionado por suas motivações. Instaura-se um ideal de transparência e coerência, no qual o embate e o conflito com os célebres tendem a se acirrar. Diante da crise sanitária e política vivida no Brasil, a tentativa de Claudia Leitte de se furtar a manifestar uma posição mais evidenciada revela-se uma certa pretensão de “distanciamento” ou “neutralidade”. Ao dizer que tem um “coração pacificador”, a artista procura, justificando-se por características que lhe seriam pessoais, enevoar a tensão do quadro social e esvaziá-lo politicamente: ou seja, ela sugere que a posição individual “pacificadora”, caso manifesta coletivamente, seria capaz de dissolver os problemas sociais que poderiam engendrar indignações. Essa estratégia lhe escapa ao controle
                    <sup>
                        <xref ref-type="fn" rid="fn7">7</xref>
                    </sup>, pois acaba por conduzir a um engajamento incisivo dos públicos que demandam, intensamente, uma fala explicativa e mais crítica sobre os temas sociais: em face dessa convocação, a artista é instada pelo público a rever sua estratégia comunicativa.
                </p>
                <p>Com isso, os canais digitais de contato com os públicos – hoje fundamentais para a manutenção da visibilidade dos célebres –, mais do que um espaço de alimentação dos laços sociais entre célebres e públicos, revelam-se também enquanto um espaço de tensionamentos, no qual múltiplas possibilidades interacionais se constituem e, certamente, cobranças de autenticidade e coerência ganham força. Aliás, a cobrança quanto à autenticidade passa a ser constitutiva dos pressupostos das interações travadas nesses espaços: acreditando que se trata de perfis oficiais dos artistas – ainda que conscientes de que tais perfis são administrados por gestores de imagem –, há uma expectativa de comunicação “mais direta” com os célebres, seja para postagens elogiosas, seja para críticas e sugestões. Marwick e boyd (
                    <xref alt="2011, p. 149" rid="ref-b18" ref-type="bibr">2011, p. 149</xref>, tradução nossa) destacam que “As conversas no Twitter são mediadas; elas parecem improvisadas, contribuindo para uma sensação de que o leitor está vendo a pessoal real, autêntica, por trás da ‘celebridade’”
                    <sup>
                        <xref ref-type="fn" rid="fn8">8</xref>
                    </sup>, retornando, então, a uma estratégia de autenticação da posição pública do célebre, reforçando-lhe a veracidade de sua performance pública. Assim, para as autoras, a atuação dos célebres nas redes sociais digitais envolve a negociação de suas presenças com suas audiências diante da possibilidade de questionamentos e críticas advindas dos públicos.
                </p>
                <p>A postagem do vídeo de “resposta” por Claudia Leitte em 24 de maio, dois dias após sua participação no 
                    <italic>Altas</italic> 
                    <italic>Horas</italic> e a consequente repercussão, sinaliza uma tentativa de retomada dos sentidos circulantes sobre sua imagem pública, buscando reposicionar sua fala diante do público e da reverberação midiática. Há um enfrentamento entre as perspectivas em jogo: Claudia Leitte se esforça para destacar que fez uma resposta “evasiva” e procura, na sua fala no vídeo, apontar suas “indignações”: o número de mortos na pandemia, a falta de vacinas no Brasil, o desamparo das mulheres vítimas de violência doméstica e a paralisação do setor cultural durante a pandemia. No entanto, ao se desculpar, a artista aponta: “E eu não podia ter deixado essa oportunidade passar. Então eu vim aqui pedir desculpas por isso, porque eu não usei da ferramenta que eu tenho para fazer alguma diferença e eu quero me redimir disso” (Claudia Leitte, Instagram oficial da artista, 24 de maio de 2021). Ou seja, na perspectiva da artista, seu erro estava em não se valer do espaço conferido para explicitar sua eventual indignação. Mais do que a necessidade de se ver concernida com questões específicas do quadro político-social brasileiro, a artista adota uma perspectiva reverente da própria condição de célebre. Com isso, alça a si mesma como “representante” do seu público.
                </p>
                <p>Esse esforço rendeu-lhe frutos. Tal como indicado anteriormente, ela oferece sua fala como um ponto de encerramento do conflito (que é acolhida no discurso noticioso), mas, para além disso, a sua escolha vocabular passa a ser adotada pela narrativa jornalística como forma prioritária de adjetivação e classificação de sua fala: em todas as reportagens, sua resposta é adjetivada como “evasiva”. Evasivo, do latim 
                    <italic>evadere</italic>, vinculado às noções de escapar e fugir, pode ser entendido como aquilo que furtiva e sorrateiramente desliza sem se deixar apreender. O uso desta expressão aparece no vídeo quando ela constrói uma fala trabalhada com vistas a situar o caso, apresentar as eventuais questões consideradas relevantes e, por fim, realizar o pedido de desculpas oferecido com seus limites definidos. Desta forma, a adoção desse adjetivo para caracterizar sua fala ganha predominância para fazer uma leitura em retrospecto da situação comunicativa na qual a própria fala emerge.
                </p>
                <p>Isso dá pistas para notarmos como o vídeo passa a direcionar e a irrigar as formas de perceber a (não) atuação da artista na emissão televisiva, e também o modo como o jornalismo se movimenta em torno das lógicas das redes; muitas vezes assumindo o lugar de mediador privilegiado, porém privilegiando vozes que seguem dominantes – a de Claudia Leitte, no caso. O embate e a discussão pública se encerram em sua reprodução, de forma declaratória, sem que o jornalismo, majoritariamente, contextualize questões ou eticamente tome partido sobre elas. Tendo essa leitura em vista, é possível avançar e tensionar sobre outros casos e perceber melhor a triangulação: célebres e redes (ciberacontecimentos) e jornalismo.</p>
            </sec>
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                        <article-title>As narrativas colaborativas nos protestos de 2013 no Brasil: midiatização do ativismo, espalhamento e convergência</article-title>
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                        <chapter-title>Ciberacontecimento e jornalismo digital: o impacto do compartilhamento e da produção de sentidos nas práticas jornalísticas</chapter-title>
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                    <p>Docente e pesquisador da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), onde atua no curso de Graduação em Jornalismo e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq – Nível 2. É líder do GIRO – Grupo de Pesquisa em Mídia e Interações Sociais (UFOP/CNPq). Realizou Pós-Doutorado junto à Universidad Nacional de La Plata (UNLP, Argentina). Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). E-mail: frederico.tavares@ufop.edu.br.</p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn3">
                    <label>3</label>
                    <p>Não foi a intenção, neste texto, mapear o volume de engajamentos e compartilhamentos relacionados ao fenômeno, o que demandaria um outro investimento metodológico e outras reflexões. Para este trabalho, foram coletadas publicações nos seguintes veículos on-line: 
                        <italic>Rede 1, Jornal do Commercio, O Globo, Notícias da TV, Hypeness, NaTelinha, Tenho Mais Discos Que Amigos!, Revista Fórum, GauchaZH, (Zero Hora Online), Estadão, Extra, Folha de S.Paulo, Jovem Pan, Revista Quem, Istoé, Observatório da TV, Cifras, Revista Veja Rio</italic>.
                    </p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn4">
                    <label>4</label>
                    <p>Como diz Simões (
                        <xref alt="SIMÕES, 2014, p. 214" rid="ref-b27" ref-type="bibr">SIMÕES, 2014, p. 214</xref>) a partir de Quéré (2000), as celebridades emergem “na vida social provocando uma ruptura, uma descontinuidade que evidencia um desempenho digno de louvor e distinção em certo campo e que configura um divisor de águas: um antes e um depois daquela celebridade”. Isso associa-se também a um antes e depois das performances e interações dessas celebridades com o próprio mundo e, portanto, com os muitos acontecimentos, em fluxo, que a envolvem desde uma circularidade comunicacional.
                    </p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn5">
                    <label>5</label>
                    <p>Postinguel, Gonzatti e Rocha (
                        <xref alt="2020, p. 6" rid="ref-b21" ref-type="bibr">2020, p. 6</xref>), a partir de Postinguel (2019), lançam mão da ideia de consumidor-fiscal, como signo do contexto “comunicacional contemporâneo em que práticas de consumo cultural, de bens e serviços e o circuito do entretenimento acionam e incluem fruição, elementos ativistas e comportamentos de controle encampados por consumidores/receptores”. Segundo os autores, evidencia-se hoje um cenário “pop-lítico” no qual, para Rincón (
                        <xref alt="RINCÓN; AMADO; RINCÓN, 2015, p. 6" rid="ref-b24" ref-type="bibr">RINCÓN; AMADO; RINCÓN, 2015, p. 6</xref>), “[...] marcas (lidas como atores sociais subjetivados) e artistas (lidos igualmente como marcas), submetem-se ao crivo passional e vigilante das audiências”. O episódio aqui analisado, envolvendo Claudia Leitte, pode ser lido sob tal perspectiva.
                    </p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn6">
                    <label>6</label>
                    <p>Para Haroche (
                        <xref alt="2013, p. 96" rid="ref-b14" ref-type="bibr">2013, p. 96</xref>), “A invisibilidade desejada seria a da discrição, do pudor, de uma necessidade de subtrair uma parte de si ao olhar do outro, de uma necessidade de segredo. Ela também seria a da dissimulação, da mentira, de um teatro de formas, que às vezes é acompanhada de uma dimensão perversa. Ela distingue claramente da invisibilidade não desejada, imposta, proibida, cujo reverso, a outra face, é a visibilidade obrigada que pode suscitar um sentimento profundo de desapropriação de si, de inexistência”.
                    </p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn7">
                    <label>7</label>
                    <p>Ao se declarar desta maneira, no programa 
                        <italic>Altas Horas</italic>, a cantora é, 
                        <italic>in situ</italic>, já exposta ao contraditório, devido ao posicionamento mais incisivo de Deborah Secco e Ana Maria Braga. Assim, a proposta de ser compreendida nessa chave reverbera também de forma negativa e irônica. Em 
                        <italic>NaTelinha</italic> (
                        <xref alt="CLAUDIA LEITTE FALA EM “PACIFICAÇÃO” NA PANDEMIA E IRRITA INTERNAUTAS, 2021" rid="ref-b5" ref-type="bibr">CLAUDIA LEITTE FALA EM “PACIFICAÇÃO” NA PANDEMIA E IRRITA INTERNAUTAS, 2021</xref>) (CLAUDIA…, 2021a), a expressão é, inclusive, acionada no título da notícia em tom de crítica: “Claudia Leitte fala em ‘pacificação’ na pandemia e irrita internautas” e, na linha fina, a artista é adjetivada como “Isentona”.
                    </p>
                </fn>
                <fn fn-type="other" id="fn8">
                    <label>8</label>
                    <p>Do original: “Twitter conversations are mediated, they apper off-the-cuff, contributing to a sens that reader is seeing the real, authentic person behind the ‘celebrity’”.</p>
                </fn>
            </fn-group>
        </back>
    </article>