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				<journal-title>Rumores</journal-title>
				<abbrev-journal-title abbrev-type="publisher">RuMoRes - Revista Online de Comunicação, Linguagem e Mídias</abbrev-journal-title>
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			<issn pub-type="ppub">1982-677X</issn>
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				<publisher-name>Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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			<article-id pub-id-type="doi">10.11606/issn.1982-677X.rum.2025.235906</article-id>
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				<subj-group subj-group-type="heading">
					<subject>Dossiê</subject>
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				<article-title>Intervenções de torcidas organizadas contra atos golpistas: circulação de sentidos de democracia em acontecimentos midiáticos</article-title>
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					<trans-title>Interventions by supporters’ club against coup actions: circulation of democracy meanings in media events</trans-title>
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				<contrib contrib-type="author">
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						<surname>Scabin</surname>
						<given-names>Nara Lya Cabral</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff1"><sup>1</sup></xref>
					<bio>
						<p>Docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Desenvolve pesquisa com auxílio Fapemig – processo APQ-02050-24 – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).</p>
					</bio>
						<email>naralyacabral@yahoo.com.br</email>
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						<surname>Miranda</surname>
						<given-names>Amanda Souza de</given-names>
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					<xref ref-type="aff" rid="aff2"><sup>2</sup></xref>
					<bio>
						<p>Doutora em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Jornalista na Agência de Comunicação da UFSC, tem pós-doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. </p>
					</bio>
						<email>amanda.souzademiranda@gmail.com</email>
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						<surname>Budag</surname>
						<given-names>Fernanda Elouise</given-names>
					</name>
					<xref ref-type="aff" rid="aff3"><sup>3</sup></xref>
					<bio>
						<p>Doutora em Ciências da Comunicação (ECA-USP), com pesquisa de pós-doutorado em Comunicação e Práticas de Consumo (ESPM-SP). Docente da FECAP (São Paulo, SP) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFSM (Santa Maria, RS). </p>
					</bio>
						<email>fernanda.budag@gmail.com</email>
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				<label>1</label>
				<institution content-type="original"> Docente do Programa de Pós-graduação em Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas). Desenvolve pesquisa com auxílio Fapemig - processo APQ-02050-24 - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG). Brasil. E-mail: naralyacabral@yahoo.com.br</institution>
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				<institution content-type="orgname">Universidade Católica de Minas Gerais</institution>
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				<email>naralyacabral@yahoo.com.br</email>
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				<label>2</label>
				<institution content-type="original"> Doutora em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Jornalista na Agência de Comunicação da UFSC, tem pós-doutorado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Brasil. E-mail: amanda.souzademiranda@gmail.com</institution>
				<institution content-type="orgdiv1">Agência de Comunicação</institution>
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				<label>3</label>
				<institution content-type="original"> Doutora em Ciências da Comunicação (ECA-USP), com pesquisa de pós-doutorado em Comunicação e Práticas de Consumo (ESPM-SP). Docente da FECAP (São Paulo, SP) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da UFSM (Santa Maria, RS). Brasil. E-mail: fernanda.budag@gmail.com</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>16</day>
				<month>07</month>
				<year>2025</year>
			</pub-date>
			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2025</year>
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			<volume>19</volume>
			<issue>37</issue>
			<fpage>19</fpage>
			<lpage>38</lpage>
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				<license license-type="open-access" xlink:href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" xml:lang="pt">
					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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			<abstract>
				<title>Resumo</title>
				<p>O trabalho examina a repercussão midiática de intervenções de torcidas organizadas contra atos golpistas no Brasil, destacando a atuação da Gaviões da Fiel em dois episódios: a manifestação convocada por Jair Bolsonaro em São Paulo, em 25 de fevereiro de 2024, em resposta à sua investigação por envolvimento no 8 de janeiro de 2023; e os bloqueios bolsonaristas em estradas paulistas em novembro de 2022. Considerando o potencial de essas intervenções apresentarem-se como <italic>cenas dissensuais</italic>, este artigo busca compreender como tais eventos foram enquadrados no jornalismo e em publicações desinformativas em redes sociais. Entre as tantas contradições que expomos, destacamos o componente dissensual dessas ações no fato de elas colocarem, no centro da cena midiática, um sentido de <italic>democracia como movimento popular</italic>.</p>
			</abstract>
			<trans-abstract xml:lang="en">
				<title>Abstract</title>
				<p>This paper examines the media repercussion of interventions by supporters’ groups against coup actions in Brazil, highlighting the case of Gaviões da Fiel in two episodes: the protest called by Jair Bolsonaro in São Paulo on February 25<sup>th</sup>, 2024, in response to his investigation for involvement in the coup attempt on January 8<sup>th</sup>, 2023; and the Bolsonaro-supported roadblocks in São Paulo in November 2022. Considering the potential for these interventions to be presented as <italic>dissenting scenes</italic>, this article seeks to understand how such events were framed in journalism and in disinformation posts on social media. Among the many contradictions that we expose, we highlight the dissenting component of these actions as related to the fact that they place, at the center of the media scene, a sense of <italic>democracy as a popular movement</italic>.</p>
			</trans-abstract>
			<kwd-group xml:lang="pt">
				<title>Palavras-chave:</title>
				<kwd>Intervenções contra atos golpistas</kwd>
				<kwd>torcidas organizadas</kwd>
				<kwd>sentidos de democracia</kwd>
				<kwd>acontecimentos midiáticos</kwd>
				<kwd>circulação</kwd>
			</kwd-group>
			<kwd-group xml:lang="en">
				<title>Keywords:</title>
				<kwd>Interventions against coup acts</kwd>
				<kwd>supporters’ groups</kwd>
				<kwd>democracy meanings</kwd>
				<kwd>media events</kwd>
				<kwd>circulation</kwd>
			</kwd-group>
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	<body>
		<p>Imediatamente após as últimas eleições presidenciais brasileiras, ainda em 30 de outubro de 2022, uma série de protestos, ações terroristas e bloqueios em rodovias espalharam-se pelo País. Reunindo empresários, militares, procuradores e políticos, entre outros grupos, esses atos golpistas questionavam a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no processo eleitoral e clamavam por intervenção militar com base em uma equivocada interpretação do artigo 142 da Constituição Federal. </p>
		<p>O argumento de que as Forças Armadas seriam autorizadas a atuar como “poder moderador” vinha sendo gestado entre setores bolsonaristas desde, pelo menos, 2020, e a “sugestão de uma intervenção militar constitucional ganhou ainda mais força após a divulgação das falas do Presidente da República [Jair Bolsonaro] na reunião ministerial do dia 22 de abril [de 2020]” (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Scaletsky; Côelho; Binenbojm, 2021</xref>, p. 236).</p>
		<p>Em decisão que determinou, no dia 31 de outubro de 2022, que o Governo adotasse “todas as medidas necessárias e suficientes” para liberar as rodovias ocupadas por bolsonaristas de modo a resguardar a “ordem no entorno” e a “segurança dos pedestres, motoristas, passageiros e dos próprios participantes do movimento”, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atribui à “omissão” e à “inércia” por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a manutenção dos bloqueios em estradas (<xref ref-type="bibr" rid="B24">Oliveira; Marques, 2022</xref>). </p>
		<p>De acordo com coluna de Mônica Bergamo publicada na <italic>Folha de S.Paulo</italic> em 1º de novembro daquele ano, magistrados de tribunais de Brasília teriam atribuído a responsabilidade por estimular os atos antidemocráticos ao silêncio de Jair Bolsonaro diante da vitória eleitoral de Lula. A flagrante omissão da PRF diante dos bloqueios em estradas também seria indicativa do interesse de Bolsonaro no avolumamento dos protestos - vale lembrar que Silvinei Vasques, então diretor do órgão, chegou a declarar voto em Bolsonaro em suas redes sociais (<xref ref-type="bibr" rid="B2">Bergamo, 2022</xref>). </p>
		<p>Quando finalmente quebrou o silêncio sobre o processo eleitoral, 45 horas após a divulgação do resultado do segundo turno, Bolsonaro atribuiu os atos golpistas à “indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral” e afirmou que “manifestações pacíficas” sempre seriam “bem-vindas” (<xref ref-type="bibr" rid="B31">Teixeira; Machado; Holanda, 2022</xref>). O discurso foi entendido, pelos participantes dos atos golpistas, como um pedido para que os protestos continuassem (<xref ref-type="bibr" rid="B3">Bolsonaristas […], 2022</xref>).</p>
		<p>Ao lado da atuação de empresários do garimpo, do agronegócio, de madeireiros e do setor de transportes - responsáveis pelo financiamento e organização logística das manifestações e bloqueios em estradas (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Observatório do agronegócio no Brasil […], 2023</xref>) -, o Exército Brasileiro contribuiu para a intensificação de mobilizações golpistas em todo o país ao permitir a manutenção de acampamentos bolsonaristas, chegando inclusive a desautorizar operações policiais no Quartel General do Exército, em Brasília, entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, como comprovou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou os atos antidemocráticos que desaguaram na tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023 (<xref ref-type="bibr" rid="B9">Christian, 2023</xref>).</p>
		<p>Pouco mais de um ano após a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, uma manifestação convocada por Bolsonaro reuniu, no dia 25 de fevereiro de 2024, 185 mil pessoas na avenida Paulista, em São Paulo (<xref ref-type="bibr" rid="B22">No ápice […], 2024</xref>). Uma mensagem do ex-presidente chamando apoiadores ao ato começou a circular em grupos de mensagens e redes sociais no dia 12 de fevereiro em meio às investigações da Polícia Federal sobre seu envolvimento no 8 de janeiro (<xref ref-type="bibr" rid="B4">Bolsonaro […], 2024</xref>).</p>
		<p>O ato repercutiu em veículos de imprensa como uma demonstração de força política por parte de Bolsonaro (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Negativa […], 2024</xref>), que, do alto de um trio elétrico, fez um discurso em prol da anistia aos presos do 8 de janeiro, defendendo uma pretensa “pacificação” do país e que a minuta de decreto de Estado de Defesa encontrada pela Polícia Federal na casa do ex-ministro da Justiça Anderson Torres seria constitucional (<xref ref-type="bibr" rid="B10">Como Bolsonaro […], 2024</xref>). Dois dias após o evento golpista de fevereiro de 2024, frentes de esquerda ligadas a movimentos sociais e sindicatos anunciaram a realização de manifestações nas 27 capitais brasileiras para pedir a prisão do ex-presidente por seu envolvimento nos atos antidemocráticos investigados pela Polícia Federal (<xref ref-type="bibr" rid="B12">Esquerda […], 2024</xref>). </p>
		<p>Para além de estarem articulados pela relação histórica que colocou em cena a mais grave série de ataques contra a democracia brasileira desde o final da ditadura empresarial-militar, os dois eventos que recuperamos brevemente nesta introdução - a realização de bloqueios em estradas por apoiadores de Bolsonaro após as eleições de 2022 e a manifestação convocada pelo ex-presidente em fevereiro de 2024 - têm em comum o fato de terem sido objeto de intervenções de torcidas organizadas de futebol que se posicionaram contra atos golpistas. </p>
		<p>Como veremos, a contextualização que aqui apresentamos se faz necessária na medida em que as formas como os eventos circularam midiaticamente, além de materializarem-se como registros históricos, são também elementos para se compreender os territórios discursivos e de sentido que têm orientado o debate público no Brasil em meio ao extremismo e à radicalização.</p>
		<sec>
			<title>Objeto e percurso de reflexão</title>
			<p>Em 2 de novembro de 2022, o jornal britânico <italic>The Guardian</italic> veiculou reportagem intitulada “‘We are for democracy’: Brazil football fans clear pro-Bolsonaro blockades”, sobre ações das torcidas organizadas Gaviões da Fiel, do Corinthians, Galoucura, do Atlético Mineiro, e Império Alviverde, do Coritiba (<xref ref-type="bibr" rid="B19">Malleret, 2022</xref>). O título da matéria faz menção à frase “Somos pela democracia”, que estampava faixa estendida por integrantes da Gaviões da Fiel sobre a Ponte das Bandeiras, na avenida Marginal Tietê, em São Paulo, no dia 1º de novembro (<xref ref-type="fig" rid="f1">Figura 1</xref>). </p>
			<p>Na ocasião, os membros da torcida viajavam para o Rio de Janeiro para assistir a um jogo do Corinthians contra o Flamengo quando dispersaram um bloqueio formado por apoiadores de Bolsonaro na via expressa que corta a capital paulista. Na manhã seguinte, integrantes da organizada desfizeram mais um bloqueio - dessa vez, na altura do município de Jacareí da rodovia Presidente Dutra -, retirando cartazes contra o STF e que pediam intervenção militar (<xref ref-type="bibr" rid="B13">Figueiredo; Lopes, 2022</xref>). </p>
			<p>
				<fig id="f1">
					<label>Figura 1:</label>
					<caption>
						<title>Faixa estendida pela Gaviões da Fiel na Ponte das Bandeiras, em 1º de novembro de 2022</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-677X-rmr-19-37-19-gf1.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Captura de tela realizada pelas autoras (<xref ref-type="bibr" rid="B13">CNN Brasil, 2022</xref>).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2024, veículos de imprensa repercutiram vídeos que vinham circulando em redes sociais com registros de integrantes da Gaviões da Fiel impedindo bolsonaristas vestidos com camisetas da seleção brasileira de entrarem em vagões do metrô de São Paulo. Os vídeos haviam sido gravados na tarde do dia 25 de fevereiro (dia da manifestação golpista acionada por Bolsonaro, já exposta), quando os torcedores se deslocavam em direção à Neo Química Arena, onde o Corinthians jogaria contra a Ponte Preta. </p>
			<p>Segundo matéria do <italic>Uol</italic>, a intervenção teria ocorrido na estação Paraíso, quando, ao tentarem entrar no vagão, participantes do ato que acontecia em defesa de Bolsonaro na avenida Paulista foram impedidos por membros da organizada (<xref ref-type="fig" rid="f2">Figura 2</xref>). Ainda de acordo com a reportagem, outros vídeos publicados em redes sociais dariam conta de diferentes manifestações de corintianos contrários a bolsonaristas em estações do Metrô (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Membros […], 2024</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f2">
					<label>Figura 2:</label>
					<caption>
						<title>Membros da Gaviões da Fiel barram bolsonaristas no metrô, em 25 de fevereiro de 2024</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-677X-rmr-19-37-19-gf2.jpg"/>
					<attrib>Fonte: Captura de tela realizada pelas autoras (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Membros […], 2024</xref>).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Na esteira do ativismo torcedor traduzido em manifestações a favor da democracia e contra o governo Bolsonaro que tomaram corpo nas ruas de diferentes cidades brasileiras nos últimos anos (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Fonseca, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B7">Carvalho, 2020</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B18">Magri, 2019</xref>), os episódios de intervenção por parte de integrantes da Gaviões da Fiel contra atos golpistas em 2022 e 2024 contrariam a tendência despolitizante que se impôs às torcidas organizadas brasileiras a partir dos anos 1990, podendo ainda tensionar o “forte e controverso discurso criminalizador ético e moral” que enquadra, “seja pela mídia ou pelo senso comum”, essa forma de torcer (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Caldas; Andrade; Souza Junior, 2022</xref>). </p>
			<p>Nesse sentido, acreditamos que tais episódios podem também desafiar visibilidades hegemônicas - ou, para usar o conceito de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Rancière (1996</xref>), <italic>lugares de consenso</italic> - acerca das torcidas de futebol nas mídias, instaurando aberturas ao <italic>dissenso.</italic> Para o autor, a política é o lugar de instauração do dissensual, em que representações são contestadas e novas distribuições simbólicas são reivindicadas. Com efeito, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B25">Rancière (1996</xref>, p. 42), “a atividade política é a que desloca um corpo do lugar que lhe era designado ou muda a destinação de um lugar; ela faz ver o que não cabia ser visto, faz ouvir como discurso o que era só ouvido como barulho”. </p>
			<p>Considerando o potencial de as intervenções de torcidas organizadas de futebol contra atos golpistas apresentarem-se, ao circularem discursivamente enquanto acontecimentos midiáticos, como <italic>cenas dissensuais</italic>, nos termos de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Rancière (1996</xref>), este trabalho busca compreender de que forma tais eventos foram enquadrados e representados tanto na imprensa de referência quanto em publicações desinformativas em redes sociais digitais.</p>
			<p>Entendendo a circulação como momento/lugar de mediação, isto é, nos termos de <xref ref-type="bibr" rid="B29">Silverstone (2002</xref>), de um processo contínuo de transformações múltiplas e negociações discursivas características das mediações midiáticas, indagamos como - e se - ações de torcidas organizadas contra atos golpistas deram ensejo ao acionamento crítico de sentidos de democracia, partindo, para tanto, do exame de diferentes textos midiáticos. Assim, o objeto em foco mostra-se pertinente para a discussão da problemática proposta na medida em que as ações das organizadas têm, em alguma escala, o potencial de atingir públicos outros que não os tradicionalmente afetados pelo discurso político, devido à abrangência sociocultural do futebol no Brasil.</p>
			<p>Para a delimitação do objeto empírico estudado no trabalho, consideramos a repercussão midiática gerada por intervenções da torcida Gaviões da Fiel no contexto dos bloqueios golpistas em rodovias, em novembro de 2022, e do ato bolsonarista realizado na avenida Paulista em 25 de fevereiro de 2024<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>4</sup></xref>. Nas próximas seções do artigo, nosso percurso de reflexão será organizado em três momentos: (1) breve recuperação da mobilização de sentidos de democracia em posicionamentos institucionais, históricos e recentes, do Corinthians e da Gaviões da Fiel; (2) investigação dos enquadramentos construídos, em matérias veiculadas pela chamada “imprensa de referência” (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Zamin, 2014</xref>), acerca das ações da torcida organizada contra atos golpistas; e (3) discussão de um caso de desinformação, difundida em plataformas de redes sociais digitais, em torno das intervenções de torcidas organizadas contra a extrema-direita. </p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Posicionamentos institucionais pró-democracia do Corinthians e da Gaviões da Fiel</title>
			<p>Fazendo um breve resgate para contextualização, historicamente há movimentos do Sport Clube Corinthians Paulista que evidenciam seus posicionamentos pró-democracia, que são agora recuperados pelas ações mais recentes descritas. Como exemplo fundante do sentido de democracia mobilizado no âmbito do clube, temos a Democracia Corinthiana (1982 a 1984), movimento encabeçado por jogadores como Casagrande e Sócrates, cujos impactos institucionais foram significativos, com a introdução de um movimento de autogestão (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Democracia […], 2020</xref>). </p>
			<p>Ampliando o alcance de sua mobilização para além do Parque São Jorge, integrantes do movimento Democracia Corintiana participaram do comício pelas Diretas Já e reivindicaram a aprovação da Emenda Constitucional Dante de Oliveira. Ilustra ainda esse território semântico da democracia a faixa portada por jogadores em sua entrada em campo na final do Campeonato Paulista de 1983, em partida contra o São Paulo, no Morumbi: “Ganhar ou perder, mas sempre com democracia”. Inclusive, vimos o resgate da memória da Democracia Corinthiana em postagens (<xref ref-type="fig" rid="f3">Figura 3</xref>) na página oficial do Corinthians na rede X (antigo Twitter), em 2020, no contexto de arbitrariedades cometidas pelo governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro (<xref ref-type="bibr" rid="B11">Democracia […], 2020</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f3">
					<label>Figura 3:</label>
					<caption>
						<title><italic>Post</italic> da página oficial do Corinthians na rede X resgatando a sua memória democrática</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-677X-rmr-19-37-19-gf3.jpg"/>
					<attrib>Fonte: captura de tela realizada pelas autoras (X, 2024).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Adicionalmente, mais recentemente, mas reforçando esse campo discursivo e atuação pró-democracia, temos a participação da Gaviões da Fiel em mobilizações de torcedores individuais e associativismos torcedores diversos em protestos a favor da democracia e contra o governo Bolsonaro que tomaram as ruas de cidades brasileiras em 2020 durante a pandemia de Covid-19. Entre as repercussões, em veículos de imprensa, destacamos uma declaração de liderança da Gaviões da Fiel a respeito das manifestações e em defesa da democracia: “Achei que chegou o momento de ir pra rua, é hora de falar alguma coisa. Ficar sentado em casa, no sofá, vendo o avanço do autoritarismo, da volta à ditadura e esse governo que não nos dá uma diretriz econômica ou sanitária, é um absurdo”, diz Chico Malfitani, um dos fundadores da organizada (<xref ref-type="bibr" rid="B7">Carvalho, 2020</xref>).</p>
			<p>Sublinhamos também o contexto de multiplicação de coletivos de “torcedores antifascistas” após a eleição de Bolsonaro: em dezembro de 2019, o El País registrava a existência de 60 torcidas antifascistas no Brasil, que se entendem, segundo a reportagem, não propriamente como torcidas organizadas, mas como “coletivos que usam seu clube de futebol com pano de fundo para trazer discussões políticas com um viés contra homofobia, racismo, machismo e capitalismo” (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Magri, 2019</xref>); fazem jus, assim, ao potencial de “[…] transposição das ações torcedoras das arquibancadas para as ruas da cidade, ressignificando os espaços públicos e trazendo à tona pautas para além do futebol” (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Caldas; Andrade; Souza Junior, 2022</xref>, p. 53).</p>
			<p>Nessa mesma esteira, localizamos também enquadramentos jornalísticos que denunciam a relação de contrariedade entre sentidos de violência e agressividade, tão comumente vinculadas às organizadas, e os sentidos históricos de suas participações políticas: </p>
			<disp-quote>
				<p>Hoje comumente associadas a episódios de violência dentro e fora dos estádios, as organizadas surgiram, entre o fim dos anos 1960 e a década seguinte, como movimentos intrinsecamente políticos - diferenciando-se dos grupos uniformizados fundados nos anos 1940, essencialmente festeiros (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Fonseca, 2020</xref>).</p>
			</disp-quote>
			<p>Ainda segundo a reportagem, a Gaviões da Fiel seria a “organizada que mais vezes misturou futebol e política” (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Fonseca, 2020</xref>).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Enquadramentos jornalísticos: vozes em tensão</title>
			<p>Partindo da compreensão de que os enquadramentos jornalísticos organizam as formas pelas quais jornalistas percebem, como acontecimentos dignos de nota, certas “fatias” do fluxo de atividades cotidianas, uma análise com vistas à identificação das formas pelas quais determinado tema ou acontecimento é enquadrado por veículos de imprensa pode contribuir para o mapeamento tanto de elementos que compõem quadros mobilizados em narrativas individuais, quanto de “quadros dominantes”, isto é, de enquadramentos interpretativos que se constroem a partir da repetição de enquadramentos ideológicos específicos (<xref ref-type="bibr" rid="B8">Casadei, 2009</xref>, p. 103). </p>
			<p>Neste artigo, a fim de compreender como veículos da chamada “imprensa de referência” (<xref ref-type="bibr" rid="B34">Zamin, 2014</xref>) enquadraram as intervenções da torcida organizada Gaviões da Fiel contra atos golpistas em novembro de 2022 e fevereiro de 2024, buscamos observar, em relação aos textos examinados, (1) como (e se) foram mobilizados sentidos de democracia; (2) os sentidos e valores atribuídos à atuação de torcedores; e (3) as vozes convocadas a produzir sentido. No que tange a este último ponto, inspira-nos a perspectiva bakhtiniana acerca do <italic>dialogismo discursivo</italic>, com destaque para a questão do <italic>discurso relatado</italic>, entendido como o <italic>discurso no discurso</italic>, mas também, e muito fundamentalmente, como um <italic>discurso sobre o discurso</italic>, tendo em vista que “as inter-relações entre contexto transmissor e discurso alheio são condicionadas pela posição que um discurso a ser citado ocupa na hierarquia social de valores” (<xref ref-type="bibr" rid="B15">Grillo, 2005</xref>, p. 83). </p>
			<p>Considerando os jornais <italic>Folha de S.Paulo</italic>, <italic>O Estado de S. Paulo</italic> e <italic>O Globo</italic> como universo de investigação, identificamos um conjunto de seis textos que abordam as intervenções da Gaviões da Fiel contra atos golpistas em novembro de 2022 (caso 1) e fevereiro de 2024 (caso 2)<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>5</sup></xref>, que se distribuem como mostra o <xref ref-type="table" rid="t1">Quadro 1</xref>.</p>
			<p>
				<table-wrap id="t1">
					<label>Quadro 1</label>
					<caption>
						<title>Textos jornalísticos sobre intervenções da Gaviões da Fiel em 2022 e 2024</title>
					</caption>
					<table>
						<colgroup>
							<col/>
							<col/>
							<col/>
						</colgroup>
						<thead>
							<tr>
								<th align="center"> </th>
								<th align="center">Textos sobre Caso 1 (2022)</th>
								<th align="center">Textos sobre Caso 2 (2024)</th>
							</tr>
						</thead>
						<tbody>
							<tr>
								<td align="center"><italic>O Estado de S. Paulo</italic></td>
								<td align="left">“Torcidas organizadas furam bloqueios bolsonaristas para assistir a jogos do Brasileirão” - Notícia veiculada em 02/11/2022</td>
								<td align="left">“Torcedores de Corinthians e Santos hostilizam bolsonaristas no metrô antes de ato na Paulista” - Notícia veiculada em 26/02/2024</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center" rowspan="3"><italic>Folha de S.Paulo</italic></td>
								<td align="left">“Torcida do Atlético-MG fura bloqueios, e outras organizadas prometem fazer o mesmo” - Notícia veiculada em 01/11/2022</td>
								<td align="left" rowspan="3">- - -</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">“Torcedores do Corinthians desfazem bloqueios e tomam faixas a caminho do Rio” - Notícia veiculada em 02/11/2022</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="left">“Democratas nas ruas e golpistas na cadeia. Com responsabilidade fiscal, é claro!” - Artigo de opinião veiculado em 03/11/2022</td>
							</tr>
							<tr>
								<td align="center"><italic>O Globo</italic></td>
								<td align="left">- - - </td>
								<td align="left">“Torcida do Corinthians barra entrada de bolsonaristas em vagão de metrô em SP; veja vídeo” - Notícia veiculada em 27/02/2024</td>
							</tr>
						</tbody>
					</table>
					<table-wrap-foot>
						<fn id="TFN1">
							<p>Fonte: elaboração das autoras (2025).</p>
						</fn>
					</table-wrap-foot>
				</table-wrap>
			</p>
			<p>Entre os quatro textos que tratam do caso 1 - uma notícia do <italic>Estadão</italic> e duas notícias e um artigo de opinião da <italic>Folha de S.Paulo</italic> -, quatro citam, com maior ou menor ênfase, a afirmação de valores democráticos pela Gaviões da Fiel durante intervenções contra atos golpistas pós-eleições de 2022. Ao mesmo tempo, na maior parte das matérias examinadas, os enquadramentos construídos pelos jornais priorizam o objetivo de assistir aos jogos do Campeonato Brasileiro como motivação para a ação da organizada, em detrimento do caráter político da intervenção, como evidencia a manchete “Torcidas organizadas furam bloqueios bolsonaristas para assistir a jogos do Brasileirão”, veiculada pelo jornal <italic>O Estado de S. Paulo</italic> em 2 de novembro de 2022.</p>
			<p>No texto, que se refere aos participantes dos atos antidemocráticos como “manifestantes” e não faz qualquer menção ao caráter golpista de suas ações, afirma-se que “Torcidas organizadas de futebol estão furando e desfazendo os bloqueios de bolsonaristas nas rodovias brasileiras para comparecer aos jogos do Brasileirão programados para esta semana”. Na única passagem que se refere diretamente à ação da Gaviões, aparece a também única menção à defesa da democracia, por meio do discurso relatado da própria organizada: “Vídeos mostram veículos em movimento na via enquanto os torcedores soltam rojões e gritam ‘vai’ e ‘democracia’”.</p>
			<p> A parte final da matéria é dedicada a relatar o suposto “êxito” de ações da Polícia Rodoviária Federal, da Justiça Federal e do governador paulista Rodrigo Garcia na redução no número de bloqueios em todo o país, aspecto que confere protagonismo a esses poderes institucionais. Chama a atenção, ainda, o fato de a única personagem a ter a voz reproduzida em discurso direto pela notícia ser Bolsonaro, através da citação de trechos de pronunciamento em que o ex-presidente “pediu aos manifestantes que não usem ‘os métodos da esquerda’, que, segundo ele, são violentos” e “disse que manifestações pacíficas são ‘bem-vindas’” (<xref ref-type="bibr" rid="B33">Torcidas […], 2022</xref>).</p>
			<p>Entre os textos da <italic>Folha de S.Paulo</italic>, a notícia intitulada “Torcida do Atlético-MG fura bloqueios, e outras organizadas prometem fazer o mesmo”, publicada em 1º de novembro de 2022, não faz menção à defesa de valores democráticos pela Gaviões da Fiel, ou outras torcidas organizadas, durante o desmonte de bloqueios bolsonaristas em rodovias. Embora enquadre as intervenções de torcidas, à semelhança do <italic>Estadão</italic>, à luz da motivação dos torcedores para assistir aos jogos de seus clubes, a matéria concede espaço à reprodução de falas de lideranças das organizadas, como Josimar Júnior, presidente da Galoucura, e um dirigente não identificado da Gaviões. O texto também destaca a atuação dos poderes institucionais, mas, à diferença da notícia do <italic>Estadão</italic>, usa a palavra “golpe” para se referir às reivindicações de apoiadores de Bolsonaro e cita a determinação de afastamento e prisão em flagrante, por Alexandre de Moraes, de Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Guedes, 2022</xref>).</p>
			<p>Já a matéria “Torcedores do Corinthians desfazem bloqueios e tomam faixas a caminho do Rio”, veiculada em 2 de novembro de 2022, também na <italic>Folha de S.Paulo</italic>, registra a atuação de torcedores do Corinthians, “a caminho do Rio de Janeiro para a partida contra o Flamengo”, contra “vários bloqueios estabelecidos por manifestantes golpistas”. O texto destaca a primeira dessa série de ações, realizada na altura da Ponte das Bandeiras da avenida Marginal Tietê, em São Paulo, evidenciando enquadramento que, como veremos, reitera-se na cobertura jornalística sobre as intervenções das organizadas, a saber: por um lado, essas ações são enquadradas a partir de sentidos de violência, agressividade e medo, como, por exemplo, no trecho: “Em um dos vídeos da ação, um torcedor vibra com o fato de um manifestante ter ficado com tanto medo que deixou sua moto para trás, com a chave na ignição”; por outro lado, reconhece-se, por meio do discurso relatado de representantes das organizadas, o caráter de mobilização política e a orientação para a coletividade de suas intervenções, como na passagem:</p>
			<disp-quote>
				<p>“É importante dizer que não foi uma ação isolada. Nos últimos anos, tivemos uma expansão de consciência uma maior participação da rapaziada nos processos políticos. Hoje, compreendemos que é importante demonstrar que há gente disposta a defender a vontade que a maioria do povo expressou nas urnas”, afirmou Danilo Pássaro.</p>
			</disp-quote>
			<disp-quote>
				<p>Ele se apresenta como porta-voz do grupo Somos Democracia, que estendeu suas faixas no lugar das que antes estavam expostas. “A grande verdade é que gostaríamos mesmo que as instituições do Estado estivessem funcionando. Esse deveria ser o papel das forças de segurança pública. Se fosse a gente trancando via, a resposta seria outra” (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Camargo; Guedes, 2022</xref>).</p>
			</disp-quote>
			<p>Entre os textos de opinião, o artigo “Democratas nas ruas e golpistas na cadeia. Com responsabilidade fiscal, é claro!”, de Reinaldo Azevedo, publicado na <italic>Folha</italic> em 03 de novembro de 2022, defende que o comprometimento com valores liberais deve traduzir-se em uma postura legalista de reconhecimento do resultado eleitoral, com punições rigorosas para golpistas. O texto cita as intervenções de torcidas organizadas contra bloqueios bolsonaristas em passagem na qual se observa, novamente, a mobilização de um imaginário de medo e violência em torno da ação dos torcedores, ao lado da contrastação entre a atuação das torcidas e a legalidade como princípio fundamental do Estado de direito, com valoração positiva desta última:</p>
			<disp-quote>
				<p>Imagino as metáforas borrascosas a que estaríamos expostos se Lula tivesse sugerido que os vitoriosos fossem desmanchar as barricadas da impostura, como fizeram a Gaviões da Fiel e a Galoucura. Os coxinhas da reação, como vimos, sujaram as roupas íntimas diante de um povo que lhes parecia estrangeiro. E é claro que o presidente eleito fez muito bem em deixar que o Estado legal, ainda que eivado pelo ilegalismo, se encarregasse, e muito mal, da questão (<xref ref-type="bibr" rid="B1">Azevedo, 2022</xref>).</p>
			</disp-quote>
			<p>O enquadramento da atuação de torcidas organizadas e, particularmente, da Gaviões da Fiel à luz de sentidos de violência e agressividade está presente também na cobertura do Caso 2, como evidencia a manchete “Torcedores de Corinthians e Santos hostilizam bolsonaristas no metrô antes de ato na Paulista”, publicada em 26 de fevereiro de 2024 no <italic>Estadão.</italic> Sem referir-se ao caráter golpista do evento convocado por Bolsonaro, o texto menciona a defesa de valores democráticos pela Gaviões da Fiel em uma única passagem, construída a partir do discurso relatado de Danilo Pássaro: “Segundo Pássaro, a Gaviões tem um ‘histórico de defesa da democracia’”. </p>
			<p>O uso de discurso direto, nesse caso, parece evidenciar o estabelecimento de uma relação de distanciamento entre o contexto transmissor - <italic>i.e.</italic>, a voz do jornal - e a voz da organizada. Um pouco antes, no mesmo texto, ao descrever “provocações” dirigidas por torcedores a participantes do ato golpista, a notícia relata, a partir de vídeo que circulava em redes sociais, uma situação de interação entre uma apoiadora de Bolsonaro e integrantes da Gaviões da Fiel. O trecho parece contrapor o questionamento, aparentemente “civilizado”, da bolsonarista, à suposta agressividade dos torcedores:</p>
			<disp-quote>
				<p>Em um vídeo que circula nas redes sociais, uma apoiadora do ex-presidente questionou o motivo de os membros da Gaviões estarem barrando os bolsonaristas. Em resposta, os torcedores disseram “vai entrar não”, “saí daí” e cantaram músicas alusivas ao clube da capital paulista (<xref ref-type="bibr" rid="B30">Sousa, 2024</xref>).</p>
			</disp-quote>
			<p>Por fim, ainda em relação ao Caso 2, a notícia “Torcida do Corinthians barra entrada de bolsonaristas em vagão de metrô em SP; veja vídeo”, publicada em 27 de fevereiro de 2024 pelo jornal <italic>O Globo</italic>, reitera novamente elementos recorrentes na cobertura jornalística sobre as intervenções de organizadas. A exemplo dos dois textos do <italic>Estadão</italic> citados neste trabalho, a matéria do <italic>Globo</italic> não se refere ao caráter golpista do ato convocado por Bolsonaro em São Paulo, chegando a afirmar, em sua última frase, que “Ao longo da concentração na Paulista, não havia sinal de levante, críticas ou ataques às instituições brasileiras por parte dos manifestantes”. Além disso, emprega formas verbais como “gritam” e “barram”, alusivas a expressões de agressividade, para descrever a ação de torcedores do Corinthians no metrô paulista. Sem incorporar a voz de representantes da Gaviões da Fiel, o texto não faz qualquer menção à possível motivação política da intervenção e, tampouco, ao histórico de defesa de valores democráticos e oposição ao autoritarismo por parte da organizada.</p>
			<p>Este último aspecto, em especial, evidencia um traço marcante do enquadramento construído pelos jornais <italic>Folha de S.Paulo</italic>, <italic>O Estado de S. Paulo</italic> e <italic>O Globo</italic> sobre as intervenções de torcidas organizadas contra atos golpistas em 2022 e 2024, qual seja: o relativo apagamento do histórico de ativismo político da Gaviões da Fiel e de outras agremiações torcedoras no Brasil<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>6</sup></xref>. Esse dado, somado ao acionamento de sentidos de violência e agressividade nos quadros narrativos dos jornais, parece evidenciar a adesão dessa cobertura em relação a uma visibilidade <italic>consensual</italic>, para retomar o conceito de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Rancière (1996</xref>), já que, “como apanágio justamente dos discursos vindos das elites, que historicamente dominam o futebol masculino profissional, aos torcedores populares se abate uma espécie de etnocentrismo apolítico emulado das arquibancadas” (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Caldas; Andrade; Souza Junior, 2022</xref>, p. 64).</p>
			<p>Correlatamente a esse apontamento, as matérias jornalísticas examinadas parecem enquadrar as intervenções de torcidas organizadas contra atos golpistas à luz da contradição entre dois sentidos de democracia: de um lado, (1) <italic>um sentido de democracia como mobilização popular</italic>, materializado pela incorporação, ainda que orientada pela demarcação de evidente distanciamento em relação à voz relatada, do discurso da Gaviões da Fiel, que posiciona a atuação da torcida como resposta popular a um contexto de violações de direitos e insuficiência dos poderes institucionais (e, eventualmente, uma resposta <italic>em conflito</italic> com os poderes institucionais), como nos seguintes trechos de fala de Danilo Pássaro (<italic>apud</italic><xref ref-type="bibr" rid="B16">Camargo; Guedes, 2022</xref>): “é importante dizer que não foi uma ação isolada. Nos últimos anos, tivemos uma expansão de consciência, uma maior participação da rapaziada nos processos políticos” e “a grande verdade é que gostaríamos mesmo que as instituições do Estado estivessem funcionando. Esse deveria ser o papel das forças de segurança pública. Se fosse a gente trancando via, a resposta seria outra”; e, de outro lado, (2) <italic>um sentido de democracia como institucionalidade</italic>, cujo enquadramento demonstra grau importante de adesão por parte da imprensa em relação a um discurso que aposta unicamente nos poderes institucionais como garantia contra o golpismo, corroborando tendência já observada em narrativas jornalísticas sobre os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Serelle; Sena; Scabin, 2024</xref>).</p>
		</sec>
		<sec>
			<title>Intervenções de torcidas organizadas como objeto de desinformação</title>
			<p>Assim como tem acontecido com diferentes fenômenos políticos, a intervenção de torcidas organizadas em episódios recentes do acirramento do extremismo conservador no Brasil também foi alvo de desinformação, o que impacta, muitas vezes de forma determinante, tanto a circulação midiática quanto a circulação de sentidos sobre os fatos.</p>
			<p>
				<xref ref-type="bibr" rid="B28">Serelle e Soares (2021</xref>, p. 14) investigaram o fenômeno de desinformação nas eleições de 2018, profundamente afetadas pela “ascensão ao poder de grupos ideologicamente conservadores e reacionários”, e identificaram formas culturais que mesclam ou substituem “aquelas próprias do jornalismo de referência, funcionando como fragmentos aparentemente informativos, mas que operam, sobretudo, no reforço de crenças já estabelecidas”.</p>
			<p>No dia 13 de fevereiro de 2024, quando atos convocados por Jair Bolsonaro já mobilizavam sua militância, perfis em redes sociais começaram a divulgar um suposto “ato pela democracia”, que ocorreria no mesmo dia e local da manifestação da extrema-direita. Com uma arte que replicava as cores e logo do Governo Federal (<xref ref-type="fig" rid="f4">Figura 4</xref>), o convite usava a frase “sem anistia para golpista”. </p>
			<p>
				<fig id="f4">
					<label>Figura 4:</label>
					<caption>
						<title>Anúncio em perfil na rede social X de ato supostamente organizado por torcidas organizadas </title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-677X-rmr-19-37-19-gf4.jpg"/>
					<attrib>Fonte: captura de tela realizada pelas autoras (X, 2024).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>Com mais de 2 mil curtidas e 784 compartilhamentos, o <italic>post</italic> induzia os usuários da rede a perceberem o ato como uma espécie de “contra-ataque” da democracia ao fascismo, por meio das organizadas, com sua força e dinâmicas de mobilização. No mesmo dia, no entanto, Danilo Pássaro, um integrante da Gaviões da Fiel, desmentiu, em vídeo, o planejamento do ato. “Não existe esta articulação. O que nos uniu em 2020 não foi somente enfrentar bolsonaristas, foi defender a democracia, o que a gente avalia que por ora não se faz mais necessário”, disse. Ele também acrescentou, no vídeo, que o Brasil tem um governo que defende a democracia, diferente do que ocorreu nos atos de 2022<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>7</sup></xref>.</p>
			<p>As agências de checagem também entraram em ação (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Lobato, 2024</xref>). Com texto direto, a <italic>Agência Lupa</italic> alegava ter consultado as organizadas, que negaram a informação. Além disso, registrava uma possível origem da desinformação: “uma notícia antiga do Metrópoles sobre uma convocação feita no começo de 2023 por coletivos de torcedores”. O caso evidencia formas pelas quais notícias falsas buscam extrair verossimilhança de referências descontextualizadas a narrativas jornalísticas, ainda que “sem necessariamente querer se passar por notícias do jornalismo dominante” (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Serelle; Soares, 2021</xref>, p. 15).</p>
			<p>Apesar de o conteúdo ter sido compartilhado por perfis do campo político progressista e da esquerda, não é possível assegurar se foi a militância antibolsonarista quem criou a peça de desinformação. Alguns perfis, inclusive, levantaram a hipótese de que a notícia poderia ter sido criada por “bolsonarista infiltrado” (<xref ref-type="fig" rid="f5">Figura 5</xref>).</p>
			<p>
				<fig id="f5">
					<label>Figura 5:</label>
					<caption>
						<title>Usuária do X alinhada ao campo progressista critica desinformação sobre ato de organizadas</title>
					</caption>
					<graphic xlink:href="1982-677X-rmr-19-37-19-gf5.jpg"/>
					<attrib>Fonte: captura de tela realizada pelas autoras (X, 2024).</attrib>
				</fig>
			</p>
			<p>A agilidade com que a desinformação foi desmentida pelos próprios perfis de esquerda também revela uma disputa discursiva. “Armadilha de extrema-direita”<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>8</sup></xref>, postou uma usuária do X, junto a um vídeo em que um influenciador do TikTok dizia que os próprios bolsonaristas teriam difundido a desinformação com o objetivo de promover brigas e culpar as organizadas, reforçando um imaginário de violência.</p>
			<p>Assim, observa-se que as conversações na Internet sobre o tema, que convocaram também agências de checagem e veículos jornalísticos para a discussão e a repercussão do fato, revelam o protagonismo das torcidas organizadas na disputa de sentidos de democracia e seu papel, no imaginário coletivo, como força de oposição ao extremismo conservador e à extrema-direita.</p>
			<p>Ao se tornar matéria-prima para a propagação de desinformação, a Gaviões da Fiel também se posicionou de forma ágil, com notas e vídeos, reforçando o desmentido para impedir que a notícia falsa ganhasse fôlego e acabasse levando a militância às ruas, o que eventualmente poderia ter gerado confrontos, ao mesmo tempo em que reafirmou seu compromisso com valores democráticos. Vale lembrar que esse episódio ocorreu dias antes da manifestação e, por consequência, da ação de torcedores no metrô de São Paulo que também foi objeto de análise deste artigo.</p>
			<p>Para além disso, a dinâmica de circulação da desinformação também nos leva a observar que, em períodos de tensão social e política, símbolos culturais do país, como é o caso do futebol e de suas torcidas, acabam amplificando debates e sendo sistematicamente midiatizados, devido ao potencial ostensivo de propagação de sentidos por meio de discursos midiáticos.</p>
			<p>Ainda que não se tenha informações completas sobre a fonte original da peça de desinformação examinada neste artigo, presume-se que ela entrou na batalha discursiva travada na arena política brasileira reforçando discursos em circulação a respeito do papel das organizadas na luta pela democracia, mas também acionando sentidos de violência e agressividade presentes no imaginário hegemônico sobre essas agremiações torcedoras, na tentativa de provocar temor entre grupos extremistas radicalizados.</p>
		</sec>
		<sec sec-type="conclusions">
			<title>Considerações finais</title>
			<p>Entre a cobertura da imprensa de referência e a circulação em redes sociais de publicações falsas sobre as intervenções de torcidas organizadas, observam-se tanto coincidências (mobilização de sentidos de violência e agressividade) quanto contrapontos, uma vez que, enquanto o jornalismo parece minimizar a importância do ativismo político torcedor, a desinformação parte do reconhecimento do papel desempenhado por organizadas na mobilização e circulação recente de sentidos de democracia como forma de resistência ao golpismo.</p>
			<p>Ao converterem-se em objeto de narrativas tanto da imprensa de referência quanto de publicações desinformativas em redes sociais, as intervenções de torcidas organizadas contra atos golpistas são enquadradas a partir de elementos próprios de uma visibilidade midiática <italic>consensual</italic>, nos termos de <xref ref-type="bibr" rid="B25">Rancière (1996</xref>), acerca das organizadas (violência/agressividade), constantemente tensionados, em diferentes medidas, pela presença de elementos que instauram certo <italic>dissenso</italic> em relação à visibilidade hegemônica sobre essa forma de torcer (protagonismo político e orientação em prol do bem comum).</p>
			<p>Em sentido mais amplo, porém, a possibilidade de instauração de uma visibilidade dissensual a partir das intervenções de torcidas organizadas parece materializar-se a partir do fato de essas ações colocarem no centro da cena midiática um sentido de <italic>democracia como movimento popular</italic>: desconcerto do sentido de <italic>democracia como institucionalidade</italic>, que articula formas de resistência ao golpismo legitimadas em narrativas produzidas pela imprensa de referência brasileira.</p>
		</sec>
	</body>
	<back>
		<ref-list>
			<title>Referências</title>
			<ref id="B1">
				<mixed-citation>AZEVEDO, R. Democratas nas ruas e golpistas na cadeia. Com responsabilidade fiscal, é claro! <italic>Folha de S.Paulo</italic>, 3 nov. 2024. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2022/11/democratas-nas-ruas-e-golpistas-na-cadeia-com-responsabilidade-fiscal-e-claro.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2022/11/democratas-nas-ruas-e-golpistas-na-cadeia-com-responsabilidade-fiscal-e-claro.shtml</ext-link>. Acesso em: 24 nov. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>AZEVEDO</surname>
							<given-names>R</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>Democratas nas ruas e golpistas na cadeia. Com responsabilidade fiscal, é claro!</article-title>
					<source>Folha de S.Paulo</source>
					<year>2024</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2022/11/democratas-nas-ruas-e-golpistas-na-cadeia-com-responsabilidade-fiscal-e-claro.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/colunas/reinaldoazevedo/2022/11/democratas-nas-ruas-e-golpistas-na-cadeia-com-responsabilidade-fiscal-e-claro.shtml</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2024-11-24">24 nov. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B2">
				<mixed-citation>BERGAMO, M. 'Estamos lidando com um moleque', diz ministro do STF sobre Bolsonaro. <italic>Folha de S.Paulo</italic>, 1 nov. 2022. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/11/estamos-lidando-com-um-moleque-diz-ministro-do-stf-sobre-bolsonaro.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/11/estamos-lidando-com-um-moleque-diz-ministro-do-stf-sobre-bolsonaro.shtml</ext-link>. Acesso em: 15 nov. 2024.</mixed-citation>
				<element-citation publication-type="webpage">
					<person-group person-group-type="author">
						<name>
							<surname>BERGAMO</surname>
							<given-names>M</given-names>
						</name>
					</person-group>
					<article-title>'Estamos lidando com um moleque', diz ministro do STF sobre Bolsonaro</article-title>
					<source>Folha de S.Paulo</source>
					<year>2022</year>
					<comment>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/11/estamos-lidando-com-um-moleque-diz-ministro-do-stf-sobre-bolsonaro.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2022/11/estamos-lidando-com-um-moleque-diz-ministro-do-stf-sobre-bolsonaro.shtml</ext-link>
					</comment>
					<date-in-citation content-type="access-date" iso-8601-date="2024-11-15">15 nov. 2024</date-in-citation>
				</element-citation>
			</ref>
			<ref id="B3">
				<mixed-citation>BOLSONARISTAS tentam disfarçar ato golpista e de apoio ao presidente em Brasília. <italic>Folha de S.Paulo</italic>, 2 nov. 2022. Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2022/11/bolsonaristas-tentam-disfarcar-ato-golpista-e-de-apoio-ao-presidente-em-brasilia.shtml">https://www1.folha.uol.com.br/poder/2022/11/bolsonaristas-tentam-disfarcar-ato-golpista-e-de-apoio-ao-presidente-em-brasilia.shtml</ext-link>. Acesso em: 15 nov. 2024.</mixed-citation>
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					<article-title>BOLSONARISTAS tentam disfarçar ato golpista e de apoio ao presidente em Brasília</article-title>
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	    <fn-group>	
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>4</label>
				<p>Chama a atenção que ambos os episódios posicionem, no centro das intervenções produzidas por torcidas organizadas, a relação entre essas agremiações torcedoras e certa espacialidade urbana, fazendo lembrar que a questão do deslocamento pela cidade (e entre cidades) e a noção de “trajeto” constituem traços definidores das práticas de sociabilidade próprias do modelo de torcer das organizadas, inaugurado burocraticamente no Brasil pela Gaviões da Fiel (<xref ref-type="bibr" rid="B5">Caldas; Andrade; Souza Junior, 2022</xref>).,</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>5</label>
				<p>Para o caso 1, o período de observação compreendeu o intervalo entre 1º e 07 de novembro de 2022. Já em relação ao caso 2, o período de observação abarcou o intervalo de 25 de fevereiro a 02 de março de 2024. O mecanismo de coleta de textos jornalísticos consistiu em pesquisa pela palavra-chave “Gaviões da Fiel” junto aos motores de busca disponíveis nos sites dos veículos.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>6</label>
				<p>Exceção pontual a esta tendência é a matéria “Torcedores do Corinthians desfazem bloqueios e tomam faixas a caminho do Rio”, veiculada em 2 de novembro de 2022 na <italic>Folha de S.Paulo</italic>, que faz breve menção à história da Gaviões da Fiel como organizada que “surgiu no contexto do combate à ditadura militar, em 1969, e tem um histórico de lutas pela democracia” (<xref ref-type="bibr" rid="B16">Camargo; Guedes, 2022</xref>).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>7</label>
				<p>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://x.com/NP__Oficial/status/1757901099166818555">https://x.com/NP__Oficial/status/1757901099166818555</ext-link>. Acesso em: 24 nov. 2024.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>8</label>
				<p>Disponível em: <ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="https://x.com/arc_maiana/status/1758248653150470265">https://x.com/arc_maiana/status/1758248653150470265</ext-link>. Acesso em: 24 nov. 2024.</p>
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