Entre Altares e Sertões: Religiosidade, Oralidade e Patrimônio Cultural nas Confluências entre o Barroco Mineiro e o Movimento Armorial
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1982-1689.anagrama.2024.250026Keywords:
Patrimônio Cultural; Barroco Mineiro; Movimento Armorial; Oralidade; Religiosidade PopularAbstract
O presente artigo analisa as confluências culturais existentes entre o Barroco Mineiro e o Movimento Armorial, compreendendo-os como expressões fundamentais da formação do patrimônio cultural brasileiro. Partindo de uma abordagem qualitativa, exploratória e comparativa, a pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica, análise documental e interpretação de manifestações artísticas, literárias, musicais e religiosas associadas aos dois movimentos. O estudo investiga especialmente as relações entre religiosidade popular, oralidade, memória coletiva e patrimônio material e imaterial, identificando elementos de continuidade entre as tradições culturais mineiras e nordestinas. São analisadas manifestações como as esculturas de Aleijadinho, os Profetas de Congonhas, as celebrações religiosas das cidades históricas de Minas Gerais, a literatura de Ariano Suassuna, a música armorial e a obra de Antônio Nóbrega. A pesquisa demonstra que ambos os movimentos compartilham matrizes simbólicas relacionadas à herança ibérica, à teatralidade da fé, à valorização da cultura popular e à construção de identidades coletivas. Os resultados indicam que Barroco Mineiro e Movimento Armorial constituem expressões complementares de uma mesma tradição cultural brasileira, contribuindo para a preservação e ressignificação do patrimônio cultural nacional. Conclui-se que as aproximações entre Minas Gerais e Nordeste revelam a existência de uma memória cultural compartilhada, capaz de conectar diferentes regiões por meio da arte, da oralidade, da religiosidade e das práticas patrimoniais.
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