Representations of the slavery past in the Museu Imperial: “Um Sarau Imperial” and “Espetáculo Som e Luz”
DOI:
https://doi.org/10.11606/1982-02672026v34e14Keywords:
Museu Imperial, Um Sarau Imperial, Espetáculo Som e Luz, Representations of the slavery pastAbstract
This article aims to analyze the representations of the slavery past in Um Sarau Imperial and Espetáculo Som e Luz, productions that took place at the Museu Imperial, in the city of Petrópolis. They were created in the early 2000s and, basing themselves on historical events involving members of the Imperial family, they wanted to debate political, economic, social, and cultural issues of 19th century society. The narratives about the Imperial past present on both productions were highly connected to the writing of History that would value “great events” and “important figures”, which took root and spread in Petrópolis through the network of those nostalgic for the Empire in the late 1930s and early 1940s. In Um Sarau Imperial and Espetáculo Som e Luz, the image that was constructed of the Imperial Family, particularly that of Princess Isabel and D. Pedro II, portrayed them as kind, modern, and against slavery. Both productions only discuss the topic of slavery tangentially, as to connect its end to the actions of Princess Isabel, mainly, and of the members of the abolitionist movement. In doing so, they disregard the agency that slaves and freemen had around the time slavery was abolished. This approach is a consequence of debates that were being had in the field of Historiography decades before the premiere of Um Sarau Imperial and Espetáculo Som e Luz. By adopting a decolonial perspective, we seek to analyze how both productions contribute to reiterate a nostalgic and positive portrayal of the brazilian imperial past.
Downloads
References
Fontes impressas
BRASIL. MEC. Serviço de Documentação, Arquivo Central do Iphan. Série Inventário RJ 164/2. Rio de Janeiro: MEC, 1946. p. 7.
LACOMBE, Américo Jacobina. O Historiador, Anuário do Museu Imperial, Petrópolis, 1960-1970.
NOTICIÁRIO. Anuário do Museu Imperial, Petrópolis, p. 264-266, 2020.
RABAÇO, Henrique José. História de Petrópolis. Petrópolis: Instituto Histórico de Petrópolis, 1985.
TRABALHOS DA COMISSÃO do Centenário. Petrópolis: Prefeitura Municipal de Petrópolis, 1939. 2 v.
Livros, artigos e teses
ADOLFO, Roberto Manoel Andreoni. A historiografia brasileira da escravidão entre os anos 1970 e 1980: escrita, contexto e instituição. Revista de História e Estudos Culturais, Uberlândia, v. 14, n. 1, p. 1-18, jan./jun. 2017.
ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz. O tecelão dos tempos: novos ensaios de teoria da história. São Paulo: Intermeios, 2019.
ANDERSON, Benedict. Comunidades imaginadas. Tradução de Denise Bottman. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
ARAÚJO, Ana Paula Silva de. Ideologia, patrimônio e memória na (re)produção do planejamento urbano e das políticas culturais e de preservação na Cidade Imperial de Petrópolis (RJ). 2015. Dissertação (Mestrado em Planejamento Urbano e Regional) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.
BITTENCOURT, José Neves. Receita para refeição cotidiana dos museus: algumas indicações em torno do desenvolvimento de acervos nos museus de história. Revista do Patrimônio, Brasília, DF, n. 31, p. 149-163, 2005.
BOURDIEU, Pierre. Sobre o Estado: cursos no Collège de France (1989-92). São Paulo: Companhia das Letras, 2014.
BRASIL. Presidência da República. Decreto nº 85.849, de 27 de março de 1981. Atribui à cidade de Petrópolis, no Estado do Rio de Janeiro, o título de Cidade Imperial, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1981. Disponível em: bit.ly/42YVjhg. Acesso em: 12 ago. 2019.
BREFE, Ana Cláudia Fonseca. Os primórdios do museu: da elaboração conceitual à instituição pública, Projeto História, São Paulo, n. 17, p. 281-315, nov. 1998.
CASTRO-GÓMEZ, Santiago; GROSFOGUEL, Ramón. Prólogo. Giro decolonial, teoria crítica y pensamiento heterárquico. In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago; GROSFOGUEL, Ramón. El giro decolonial: reflexiones para una diversidad epistêmica más allá del capitalismo global. Bogotá: Siglo del Hombre Editores, 2007.
CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. 2. ed. Algés: Difel Difusão Editorial S.A., 2002.
CHUVA, Márcia. Fundando a nação: a representação de um Brasil barroco, moderno e civilizado. Topoi, Rio de Janeiro, v. 4, n. 7, p. 313-333, 2003.
CHUVA, Márcia. Para descolonizar museus e patrimônio: refletindo sobre a preservação cultural no Brasil. In: MAGALHÃES, Aline; ZAMORANO, Rafael (org.). 90 anos do Museu Histórico Nacional: em debate. Rio de Janeiro: Museu Histórico Nacional, 2013. p. 197-210.
CRUZ, Rafael. Nas “batalhas de flores” não faltavam espinhos: Silva Jardim e a Princesa Isabel no cenário político do final da monarquia brasileira (1886-1889), Historien – Revista de História, Petrolina, n. 8, p. 41-63, dez. 2012/maio 2013.
CRUZ, Rafael de Oliveira. O Terceiro Reinado em questão: Isabel I, uma (im)possível imperatriz nas laudas da imprensa provincial (1886-1889). 2020. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão, 2020.
FERREIRA, Marieta de Morais. A História como ofício: a construção de um campo disciplinar. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2013.
FERREIRA, Rita de Cássia Azevedo. A festa das crianças e dos adultos: celebração à princesa Isabel, libertadora dos escravos. Anais do Museu Histórico Nacional, Brasília, DF, v. 40, p. 55-72, 2008.
GOMES, Angela de Castro. A República, a História e o IHGB. Belo Horizonte: Argumentum Editora, 2009.
GREENBLATT, Stephen. O novo historicismo: ressonância e encantamento. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, v. 4, n. 8, p. 244-261, 1991.
MACHADO, Maria Helena. “Teremos grandes desastres, se não houver providências enérgicas e imediatas”: a rebeldia dos escravos e a abolição da escravidão. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo (org.). O Brasil Imperial – vol. II – 1870-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 368-400.
MARQUESE, Rafael; TOMICH, Dale. O Vale do Paraíba escravista e a formação do mercado mundial do café no século XIX. In: GRINBERG, Keila; SALLES, Ricardo (org.). O Brasil Imperial – vol. II – 1831-1889. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 341-383.
MAXIMIANO, Adriano Braz. A historiografia brasileira da abolição da escravatura: novas perspectivas ou negações teóricas (1960/1970-1980/1990). In: RANGEL, Marcelo de Mello;
PEREIRA, Mateus Henrique de Faria; ARAUJO, Valdei Lopes de. (org.). Cadernos de resumos & Anais do 6º Seminário Brasileiro de História da Historiografia – O giro-linguístico e a historiografia: balanços e perspectivas. Ouro Preto: EdUFOP, 2012. p. 243-253.
MENESES, Ulpiano Bezerra. De teatro da memória ao laboratório da História: a exposição museológica e o conhecimento histórico. Anais do Museu Paulista, São Paulo, v. 2, p. 9-42, jan.-dez. 1994.
MONTALVÃO, Cláudia. Do paço ao museu: o Museu Imperial e a instituição da memória na monarquia brasileira (1940-1967). 2005. Tese (Doutorado em História Social) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2005.
MORAES, Renata Figueiredo. Os maios de 1888: História e Memória na escrita da História da Abolição. O caso de Osório Duque Estrada. 2007. Dissertação (Mestrado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2007.
MORAES, Renata Figueiredo. A abolição da escravidão: história, memória e usos do passado na construção de símbolos e heróis no maio de 1888. In: CELESTINO, Maria Regina; GONTIJO, Rebeca; SÁ, Cecília; SOIHET, Rachel (org.). Mitos, projetos e práticas políticas: memória e historiografia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009. p. 83-102.MORAES, Renata Figueiredo. As festas da Abolição: O 13 de maio e seus significados no Rio de Janeiro. 2012. Tese (Doutorado em História Social da Cultura) – Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2012.
MUSEU IMPERIAL PROMOVE reflexão sobre a escultura “Mima” de Arthur de Gobineau Instituto Brasileiro de Museus, Brasília, DF, 5 dez. 2024. Disponível em: bit.ly/3ECSeJr. Acesso em: 7 fev. 2025.
MUSEU IMPERIAL – Retomada do Espetáculo Som e Luz. Instituto Brasileiro de Museus, Brasília, DF, 3 fev. 2025. Disponível em: bit.ly/41fYP5u. Acesso em: 5 fev. 2025.
OLIVEIRA, Frederico; REIS, Jarlene. Representações e identidades femininas: práticas de turismo criativo no Sarau Imperial, Revista de Turismo Contemporâneo, Natal, p. 35-54, ago. 2017.
PEREIRA, Amilcar Araujo. “O mundo negro”: a constituição do movimento negro contemporâneo no Brasil (1970-1995). 2010. Tese (Doutorado em História) – Universidade Federal Fluminense, Niterói, 2010.
PESSANHA, Andréa. O Paiz e a Gazeta Nacional: Imprensa, memória e abolição no Rio de Janeiro. In: SIMPÓSIO DE HISTÓRIA DO MARANHÃO OITOCENTISTA, 2., jun. 2011, São Luís. Anais […] São Luís: UEMA, 2011.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
RIBEIRO, António Pinto. Podemos descolonizar os museus? In: RIBEIRO, António Sousa; RIBEIRO, Margarida Calafate (org.). Geometrias da memória: configurações pós-coloniais, Coimbra: Edição Afrontamentos, 2016. p. 95-111.
RIBEIRO, Jaqueline. Petrópolis suspende espetáculo Som e Luz. O Globo, Rio de Janeiro, 1 fev. 2014. Disponível em: https://bit.ly/4tMQGl5. Acesso em: 22 jan. 2025.
SALLES, Ricardo. Nostalgia Imperial: a formação da identidade nacional no Brasil do Segundo Reinado. Rio de Janeiro: Ponteio, 2013.
SANTOS, Alexandra dos. Os “de dentro” e os “de fora”: identidade e agenciamento dos quilombolas de Tapera – Petrópolis/RJ. 2016. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2016.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Os institutos históricos e geográficos “Guardiões da História Oficial”. In: SCHWARCZ, Lilian Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil (1870-1930). 12. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 129-184.
SEYFERTH, Giralda. Colonização, imigração e a questão racial no Brasil. Revista USP, São Paulo, n. 53, p. 117-149, mar./maio, 2002.
SILVA, Eduardo. As camélias do Leblon e a abolição da escravatura: uma investigação de história cultural. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SILVA NETO, Jamile da. Historiografia, patrimônio e museu: silenciando o passado na construção da memória imperial da cidade de Petrópolis. 2023. Tese (Doutorado em História Social) – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2023.
SILVA, Lucas Ventura da. Abolição e liberdade na Petrópolis oitocentista: a ata de 1º de abril de 1888. Anuário do Museu Imperial, Petrópolis, p. 239-254, 2020.
SILVA, Renata Aquino da. Afroinscrições em Petrópolis: história, memória e territorialidades. 2018. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2018.
SILVA, Renata Aquino da; CUNHA JUNIOR, Henrique. Cidades negras – Petrópolis imperial, Revista Ambivalências, São Cristóvão, v. 2, n. 4, p. 81-96, jul./dez. 2014.
SOM E LUZ. Instituto Brasileiro de Museus, Brasília, DF, [2025]. Disponível em: bit.ly/4b3ki4T. Acesso em: 21 jan. 2025.
SOM E LUZ, do Museu Imperial, em Petrópolis, RJ, retorna em fevereiro. G1, Niteroi, 22 jan. 2014. Disponível em: bit.ly/3X29TRh. Acesso em: 13 ago. 2019.
UM OCEANO PARA lavar as mãos | Centro Cultural Sesc Quitandinha. Dasartes, Rio de Janeiro, 2023. Disponível em: bit.ly/3GfrLTj. Acesso em: 23 jun. 2025.
VERGÈS, Françoise. Decolonizar museu: programa de desordem absoluta. Tradução de Mariana Echalar. São Paulo: Ubu Editora, 2023.
Downloads
Published
Data Availability Statement
Os dados de pesquisa estão disponíveis no corpo do documento.
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Jamile da Silva Neto

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
