Museu, memórias e patrimônio na exposição Pretagonismos no acervo do MNBA: rumo a uma história potencial?
DOI:
https://doi.org/10.11606/1982-02672026v34e27Palabras clave:
Museus, História potencial, PretagonismosResumen
É possível pensar em exposições com obras do passado que não contem apenas “uma história única”? Práticas de reparação podem ajudar a garantir narrativas museais mais plurais e minimizar o efeito do legado imperial ou colonial? É neste sentido que pretendemos analisar a exposição Pretagonismos no Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, realizada no Espaço do BNDES (2024-2025), pois entendemos que a mostra permite pensarmos a partir de uma “história potencial”, como propõe Ariella Aïsha Azoulay. A história potencial não seria a história dos possíveis (e se) e nem a história dos oprimidos, mas uma história que consegue desenterrar o que vive no presente, nos escombros do desastre da colonização e escravidão. Assim, a história imperial é reduzida a apenas uma das histórias possíveis de serem contadas, e não a única. Foram feitas três visitas à exposição, além da participação em um debate com os curadores e a diretora do MNBA. Registros de fotos, vídeos e anotações em diário de campo integram o corpus de análise, assim como o catálogo da exposição. A partir do ato de rebatizar obras, rasurar e trazer retratos de pessoas negras, especialmente nas obras presentes no eixo nas Brechas da Representação, os curadores conseguem resgatar a potência negra que já se fazia presente no passado como uma via alternativa, mas que resistiu como uma memória subterrânea.
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Referencias
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