O que é um artista? O dilema da autoria no conceitualismo
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.2178-0447.ars.2024.215836Mots-clés :
Artista, Autoria, Conceitualismo, Robert Smithson, Arte contemporâneaRésumé
Qual o impacto do conceitualismo no que se entende por autoria na arte contemporânea? O que ocorre quando, no âmbito dos processos de criação, nos defrontamos com obras cujos indícios materiais simplesmente independem – ou podem independer – do corpo do artista? Executada 32 anos após a morte de seu autor, a obra Floating island, de Robert Smithson, é aqui analisada como um caso-exemplar dessas questões. Por hipótese, percebe-se que há em propostas como essa um entendimento renovado do que seja ou possa ser um “artista”. No centro do argumento estão os conceitos de “função-autor”, de Michel Foucault, e “função-artista”, de Caroline Jones. Ao final, conclui-se que o vigor histórico do conceitualismo demonstra a coexistência de dois modelos autorais da função-artista.
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