Adaptação da Classificação Decimal de Dewey para o acervo infantojuvenil da Biblioteca Municipal de Marília “João Mesquita Valença”: uma experiência bem-sucedida
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-5894.berev.2024.225950Palavras-chave:
Organização de acervos, Localização autônoma, Adaptação de classificação, Acervo infantojuvenil, Bibliotecas PúblicasResumo
A Biblioteca Municipal de Marília “João Mesquita Valença” é um centro de informação que oferece materiais atualizados em diversas línguas e adaptados. Com um acervo diversificado, a Biblioteca atende diversos usuários, incluindo jovens leitores que representam cerca de 16% dos leitores. Esses jovens têm acesso a uma coleção específica, organizada por uma classificação exclusiva que foi experimentada e validada. A classificação desempenha um papel crucial na organização e acessibilidade dos acervos, estabelecendo uma comunicação direta com os usuários. Contudo, sistemas tradicionais como a Classificação Decimal de Dewey podem limitar essa comunicação, especialmente para acervos infantojuvenis. A notação 028.5, geralmente usada para acervos infantis e juvenis, agrupa diversos gêneros e temas sem uma diferenciação clara, dificultando a localização autônoma das obras pelos jovens usuários. Diante deste problema, observou-se que a classificação usada nas bibliotecas públicas brasileiras não atende plenamente às necessidades dos usuários infantis e juvenis. Com base em observações e relatos das bibliotecárias da Biblioteca Municipal de Marília, concluiu-se que a estrutura rígida da Classificação Decimal de Dewey necessitava de adaptação. Assim, o objetivo proposto foi a adaptação da classe 800 da Classificação Decimal de Dewey para melhorar a organização e acessibilidade dos acervos infantis e juvenis, facilitando a localização autônoma das obras por parte das crianças e jovens leitores. Esta adaptação buscou aperfeiçoar a utilização do acervo, promovendo uma melhor experiência de leitura e exploração na biblioteca.
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