O discurso de Lutero em defesa da popularização do conhecimento: línguas, escolas e bibliotecas populares
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2238-5894.berev.2026.234550Palabras clave:
Discurso de Lutero, Popularização do conhecimento, Línguas populares, Escolas populares, Bibliotecas popularesResumen
Este artigo, sob a perspectiva da análise do discurso como dispositivo teórico e metodológico, tem como objetivo analisar o discurso luterano em defesa da popularização do conhecimento. O corpus de análise é formado por quatro documentos elaborados por Martinho Lutero, a saber, À nobreza cristã da nação alemã acerca da reforma do Estado cristão (1520); Aos conselhos de todas as cidades da Alemanha, para que criem e mantenham escolas (1524); Uma prédica para que se mandem os filhos à escola (1530) e Carta Aberta sobre a Tradução (1530). A fim de analisar os documentos, foram mobilizados os conceitos de leitura, condições de produção, formação discursiva e ideologia. A partir dos conceitos mobilizados, é possível dizer que o reformador alemão, em um espaço discursivo marcado por tensões, contribui com a institucionalização de sentidos sobre línguas, escolas e bibliotecas populares. Considerando o momento histórico atual do Brasil, caracterizado por profundas desigualdades sociais e por uma crescente adesão da população às igrejas protestantes e às correntes evangélicas que delas se originaram, conclui-se que é necessária uma articulação de estratégias que promovam a leitura e o acesso aos livros, a fim de que se combata o uso político e religioso da desinformação e haja uma efetiva popularização do conhecimento.
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