Cães e gatos atropelados em área urbana: análise dos custos gerados, zonas de risco e outros aspectos
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1678-4456.bjvras.2024.218076Palavras-chave:
Atropelamentos, Carcaça, Mapeamento, Cães errantesResumo
Cães e gatos soltos em vias públicas podem ter tutores, pertencer à comunidade ou estar abandonados. A ausência de políticas públicas eficazes para o manejo populacional de cães e gatos (MPCG) contribui para a presença de animais nas vias, aumentando o risco de acidentes e atropelamentos. Não há estudos disponíveis que identifiquem as áreas de maior risco para atropelamentos, nem se conhecem os custos envolvidos na remoção e no destino adequado dos cadáveres. O índice de atropelamentos de animais nos municípios pode ser utilizado como um indicador para monitorar a implementação de medidas de guarda responsável e avaliar a efetividade das estratégias adotadas no programa de manejo populacional de cães e gatos (MPCG). O objetivo deste estudo foi analisar os atropelamentos de cães e gatos e os custos envolvidos no Município de Pinhais, Paraná, Brasil, em comparação com outros custos de manejo populacional de cães e gatos. A Prefeitura forneceu dados referentes ao período de janeiro de 2016 a dezembro de 2017 sobre o recolhimento de cadáveres de animais das vias públicas, que incluíram: custos envolvidos; número de animais atropelados por espécie; e endereço dos atropelamentos para mapear as ocorrências. Durante este período foram recolhidos 199 cães e 32 gatos mortos por atropelamento. O serviço de coleta, transporte e destinação de cadáveres de animais teve um custo médio mensal de R$ 20.325,19 (US$ 3,792) e o valor gasto por quilo de peso do animal foi de R$14,83/kg (US$ 2.76). Os atropelamentos ocorreram com maior frequência em regiões com menor nível socioeconômico (>90%) e estradas não rápidas (62,3%), consideradas, portanto, regiões com maior propensão a agravos.
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