HUMANITY IN FRAGMENTS: HUMANITY IN FRAGMENTS: REFLECTIONS ON THE PRACTICE OF FORENSIC ANTHROPOLOGY AND THE DECOSIFICATION OF THE HUMAN BODY
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v34i1pe234784Keywords:
Forensic Anthropology, Forensic Achaeology, Human rights, Personality, identityAbstract
This article examines the role of Forensic Anthropology and Archaeology in the identification of human remains and the restoration of dignity to the individuals represented by these vestiges. It addresses the concept of the "de-objectification" of bones, which critiques the bureaucratic and scientific tendency to reduce cadavers to mere objects, disregarding their biography and identity. The research is based on a literature review, analysis of emblematic cases, and an interview with a specialist in the field. Ethical, legal, and social challenges in forensic practice are explored, particularly in contexts of violence and enforced disappearance. The study highlights the importance of interdisciplinarity between forensic sciences and social sciences to ensure a humane approach to human remains. It concludes that Forensic Anthropology goes beyond technical identification, contributing to the reconstruction of the history and memory of victims, reinforcing respect for human rights.
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