Os segredos dos antropólogos e os antropólogos que habitam o segredo: "Queimem meus diários de campo!"
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v35i1pe244814Palavras-chave:
Segredo, Diário de Campo, Antropologia, EtnografiaResumo
Neste ensaio, reflito sobre o lugar do segredo na prática antropológica, entendendo-o não como falha metodológica ou exceção incômoda, mas como dimensão constitutiva do ofício. A partir do debate sobre diários de campo, como a publicação póstuma dos cadernos de Bronisław Malinowski, examino a tensão permanente entre exposição e resguardo que atravessa a etnografia. A reflexão se aprofunda em uma pesquisa realizada no interior da minha própria família, onde segredos familiares emergem como forças ativas na produção do conhecimento, reconfigurando relações, narrativas e escolhas éticas. Sustento que os segredos funcionam como limites éticos, afetivos e políticos da escrita antropológica.
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Atesto o ineditismo do trabalho enviado.
eISSN: 2316-9133