Haverá festa com o que resta? um ensaio sobre catástrofes, pessimismo e mundos pós-fim do mundo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v35i1pe245211

Palavras-chave:

Pessimismo etnográfico, Etnologia indígena, Fim do mundo, Antropoceno

Resumo

O artigo discute a catástrofe a partir do diálogo entre o pessimismo etnográfico e as cosmologias indígenas, articulando a crítica à modernidade colonial e os debates contemporâneos sobre o Antropoceno. Claude Lévi-Strauss e Egon Schaden são mobilizados como referências centrais por expressarem uma tradição antropológica marcada pela melancolia diante do suposto desaparecimento indígena, em contraste com pensadores indígenas e autores contemporâneos como Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Anna Tsing, Déborah Danowski e Eduardo Viveiros de Castro. Nas considerações finais, argumenta-se que o pessimismo pode operar como eixo epistemológico produtivo, evidenciando que os povos indígenas desenvolveram modos de habitar mundos em colapso, oferecendo chaves conceituais para pensar mundos pós-fim do mundo. 

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Biografia do Autor

  • Alice Ferreira dos Santos, Universidade Federal de Minas Gerais

    Graduada em Ciência Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros.  Foi bolsista do projeto de extensão ''Observatório da Assessoria Popular, territórios e direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais do Semiárido Mineiro'' pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). Atualmente é mestranda em Antropologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É membro do grupo de pesquisa e extensão ''Cuidados com a terra, o corpo e o espírito: estudos comparativos e compartilhados entre os povos Karib do Território Wayamu (Pará e Roraima) e os povos Tupi-Guarani do Pindaré-Gurupi (Maranhão)'' e do ''Laboratório de Etnografia e Antropologia da Religião (LEAR)''. É bolsista no programa de Formação Intercultural para Educadores Indígenas (FIEI) da Faculdade de Educação da UFMG. Possui interesse de pesquisa nas áreas de etnologia indígena e teoria antropológica com ênfase em cosmopolíticas indígenas, regimes de conhecimento e saberes e práticas tradicionais relativas à agrobiodiversidade. 

  • Daniel Luiz Arrebola, Universidade Federal de Minas Gerais

    Professor substituto no departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES, 2026). Pós Doutorando junto ao departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (DAA/UFMG, 2025). Doutor em Ciências Sociais (PPGCS/UFES, 2024). Mestre em Políticas Sociais (PPGPS/UENF, 2020), onde se tornou colaborador da Unidade Experimental de Imagem e Som - UESI/UENF e do Laboratório de Estudos do Espaço Antrópico (LEEA/UENF - 2018 a 2020). Pós-Graduação Latus Sensu em Juventude no Mundo Contemporâneo pela Faculdade de Filosofia e Teologia dos Jesuítas de Belo Horizonte (FAJE, 2016). Bacharelado em Ciências Sociais pela PUC Rio (2014), com domínio adicional em Antropologia, Arte e Cultura (2014). Possui graduação em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Anhanguera Uniderp (2009). Produtor e curador em artes visuais e produção audiovisual desde 2013, sendo Fundador da produtora Voz e Vento Produções (2024). Fotógrafo documental membro do acervo do Projeto Imagens do Povo, do Observatório das Favelas do Rio de Janeiro. Pesquisa nas áreas de antropologia do tempo, povos tradicionais com enfâse em povos indígenas, cultura popular, antropologia visual, juventude, religiosidade popular e educação ambiental crítica.

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Publicado

27-10-2026

Edição

Seção

Artigos e Ensaios

Como Citar

Santos, A., & Arrebola, D. L. (2026). Haverá festa com o que resta? um ensaio sobre catástrofes, pessimismo e mundos pós-fim do mundo. Cadernos De Campo (São Paulo - 1991), 35(1), e245211. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v35i1pe245211