Haverá festa com o que resta? um ensaio sobre catástrofes, pessimismo e mundos pós-fim do mundo
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v35i1pe245211Palavras-chave:
Pessimismo etnográfico, Etnologia indígena, Fim do mundo, AntropocenoResumo
O artigo discute a catástrofe a partir do diálogo entre o pessimismo etnográfico e as cosmologias indígenas, articulando a crítica à modernidade colonial e os debates contemporâneos sobre o Antropoceno. Claude Lévi-Strauss e Egon Schaden são mobilizados como referências centrais por expressarem uma tradição antropológica marcada pela melancolia diante do suposto desaparecimento indígena, em contraste com pensadores indígenas e autores contemporâneos como Ailton Krenak, Davi Kopenawa, Anna Tsing, Déborah Danowski e Eduardo Viveiros de Castro. Nas considerações finais, argumenta-se que o pessimismo pode operar como eixo epistemológico produtivo, evidenciando que os povos indígenas desenvolveram modos de habitar mundos em colapso, oferecendo chaves conceituais para pensar mundos pós-fim do mundo.
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eISSN: 2316-9133