"Corpos em contato"
Subalternização, resistência e o Serviço de Proteção ao Índio na 2° inspetoria regional do Pará
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v29i1p200-224Palavras-chave:
Corpo, indigenismo, saúde, doença, Serviço de Proteção ao ÍndioResumo
Este artigo analisa a relação estabelecida entre o Serviço de Proteção aos Índios (SPI) e as populações indígenas, na 2° Inspetoria Regional do Pará (IR2), a partir das medidas médicas e sanitárias, considerando em quais proporções esses sujeitos construíram agências e resistências na produção dos corpos e nos processos de saúde e doença. Por meio de relatórios de inspeção; cartas; ofícios; laudos médicos; exames de corpos de delito, e as mais diversas narrativas disponíveis no acervo digital do SPI e em vivências em campo pôde-se entender que, no século XX, as políticas de saúde que se inauguram na República Brasileira incidiram em um longo processo de formação do Estado e da identidade nacional. Dessa forma, por meio de complexa rede de ações militares, científicas e higienistas, os corpos indígenas; “vigiados”, “silenciados”, “submetidos”, transitavam entre trocas, conflitos, negociações, ressignificações e, principalmente, como elo das agências dos sujeitos indígenas nas articulações entre seu sistema sociocósmico e o sistema médico sanitário ocidental.
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Eu concordo a presente declaração como expressão absoluta da verdade, também me responsabilizo integralmente, em meu nome e de eventuais co-autores, pelo material apresentado.
Atesto o ineditismo do trabalho enviado.
eISSN: 2316-9133