Doença de Alzheimer e vida religiosa consagrada: uma etnografia de afeto e espanto

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v30i1pe172927

Palavras-chave:

Doença de Alzheimer, Vida religiosa, Corpo, Imagem, Etnografia

Resumo

Este trabalho buscou compreender como a vida religiosa influencia nos modos pelos quais um grupo de Irmãs católicas percebe e vive a doença de Alzheimer. O objetivo foi acompanhar a ontologia múltipla da doença sendo feita, no cotidiano, através das práticas, afetos e silêncios na Residência em que moram. A valorização do pós-morte e da trajetória religiosa traz interpretações próprias para a enfermidade, dissolvendo alguns temores e acolhendo sintomas, numa relação entre doença, velhice, cuidado, gênero e religião. Ao articular duas vertentes analíticas - corporalidade e selfhood -, busco apreender como esses corpos em processo demencial percebem o mundo e atravessam a experiência com a doença quando inseridos em um contexto religioso, e como o meu próprio corpo se deslocou em campo. Por fim, mostro como as imagens – fotografias e desenhos – foram importantes para entrar no mundo tanto da demência quanto da religião, a fim de ver e ouvir o que os silêncios não me deixaram encontrar, no início.

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Biografia do Autor

  • Letícia Vicentin, Universidade Estadual de Campinas

    Mestranda no Programa da Pós-Graduação em Antropologia Social na Universidade Estadual de Campinas

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Publicado

2021-07-08

Edição

Seção

Artigos e Ensaios

Como Citar

Vicentin, L. (2021). Doença de Alzheimer e vida religiosa consagrada: uma etnografia de afeto e espanto. Cadernos De Campo (São Paulo - 1991), 30(1), e172927. https://doi.org/10.11606/issn.2316-9133.v30i1pe172927