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            <publisher-name>Universidade de São Paulo</publisher-name>
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            <article-title>Interferência e naturalidade no par português-espanhol: línguas próximas, contraste e ensino de tradução</article-title>
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                  <given-names>Bruna Macedo de</given-names>
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            <institution content-type="orgname">Universidade de São Paulo</institution>
            <institution content-type="orgdiv1">Universidade Federal da Integração Latino Americana</institution>
            <institution content-type="original">Docente de Língua Espanhola Adicional, no Ciclo Comum de Estudos da Universidade Federal da Integração Latino Americana (Unila). Mestre em Letras pela Universidade de São Paulo. Atuação profissional como tradutora autônoma, especialmente em traduções comerciais, técnicas e acadêmicas.</institution>
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         <author-notes>
            <corresp id="c01">Contacto: <email>bruna.oliveira@unila.edu.br</email>
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               <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
            </license>
         </permissions>
         <abstract>
            <title>Resumo</title>
            <p>No presente artigo, fruto de nossa pesquisa de mestrado, temos como objetivo refletir sobre a proximidade entre o português e o espanhol e seus efeitos para a tradução. Para tanto, discutiremos os conceitos de interferência e de naturalidade e observaremos como estes se apresentam na análise de nosso <italic>corpus</italic> de estudo, composto por traduções de uma receita e outras duas atividades relacionadas a tal gênero textual. Buscaremos demonstrar como esse trabalho encontra eco em nossa prática atual, na coordenação do projeto de extensão “Laboratório de Tradução da Unila”, realizado na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). Por fim, apontaremos para a necessidade de que pesquisas que tenham como base a comparação entre essas duas línguas sejam utilizadas no ensino e na prática da tradução.</p>
         </abstract>
         <trans-abstract xml:lang="en">
            <title>Abstract</title>
            <p>In this paper, which is the result of our research carried out for our master’s degree, we aim at reflecting on the proximity between Portuguese and Spanish and its effects on translation. For this purpose, we will discuss the concepts of interference and naturalness, and we will observe how they are presented in the analysis of our corpus of study, composed of translations of a recipe and two other tasks related to such textual genre. Our study sought to demonstrate how this work is echoed in our current practice as a coordinator of the Extension Project entitled “Unila Translation Laboratory”, at Federal University for Latin American Integration. Finally, we will point out the need for researches based on the comparison between these two languages to be used in teaching and in translation practices.</p>
         </trans-abstract>
         <kwd-group xml:lang="pt">
            <title>palavras-chave</title>
            <kwd>tradução</kwd>
            <kwd>ensino</kwd>
            <kwd>interferência</kwd>
            <kwd>naturalidade</kwd>
            <kwd>comparação português-espanhol</kwd>
         </kwd-group>
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            <title>Keywords</title>
            <kwd>translation</kwd>
            <kwd>teaching</kwd>
            <kwd>interference</kwd>
            <kwd>naturalness</kwd>
            <kwd>comparison Portuguese-Spanish</kwd>
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      <sec sec-type="intro">
         <title>Introdução</title>
         <p>Ensinar a traduzir é certamente um dos grandes desafios da área de tradução. Um desafio não apenas porque existem distintas perspectivas que podem ser adotadas por quem quer ensinar esse fazer, mas também porque se trata de uma operação em que vários saberes se combinam, uma ação que requer um olhar bastante particular sobre o que é a tradução e sobre o que e para que/quem se traduz.</p>
         <p>No caso de línguas próximas, como o português e o espanhol, essas questões ganham destaque, especialmente porque a inegável semelhança entre elas pode trazer como resultado textos adequados de um ponto de vista gramatical, mas estranhos ou pouco naturais na língua-meta. Foi o constatado no início de nossa pesquisa de mestrado, quando ainda estávamos em busca de nosso objeto de estudo, e analisávamos algumas receitas em espanhol e suas respectivas traduções para o português feitas por estudantes brasileiros, em um <italic>corpus</italic> coletado e cedido por nossa então orientadora.</p>
         <p>Havia, nessas traduções, uma grande proximidade entre o texto-fonte (em espanhol) e o texto-meta (em português), decorrente da transposição de construções sintáticas idênticas às verificadas no original, especialmente nas orações subordinadas adverbiais temporais iniciadas pelos conectores “<italic>cuando/</italic>quando” e “<italic>hasta/</italic>até”, e nas orações subordinadas finais introduzidas pela preposição “<italic>para/</italic>para”.</p>
         <p>O uso praticamente exclusivo de subjuntivo nas orações em que se dava mudança de sujeito (aqui também denominadas “não correferenciais”), em lugares onde o infinitivo era também possível, nos causava certa desconfiança com relação ao produto final dos textos em português, pois embora não estivessem errados – não houvesse agramaticalidades ou léxico não utilizado nessa língua –, tampouco se caracterizavam como fluidos no idioma e gênero em questão.</p>
         <p>Tal fato nos levou a acreditar que poderia haver nessas traduções um tipo especial de interferência, na qual a estrutura da língua estrangeira, o espanhol, determinaria não só a escolha de uma estrutura da língua materna, o português, mas também inibiria a seleção de outra estrutura nessa língua, igualmente possível e talvez mais natural.</p>
         <p>A fim de verificar essa hipótese, fazia-se necessário investigar quais as construções mais frequentes com esses conectores, nessas mesmas circunstâncias de não correferencialidade e no gênero receita. Para tanto, utilizamos um <italic>corpus</italic> de receitas escritas originalmente em língua portuguesa, coletado de <italic>sites</italic> brasileiros de receitas, com 200.000 palavras (doravante <italic>corpus</italic> de comparação).</p>
         <p>Procedemos ainda a uma nova coleta de dados. Com ela, buscávamos verificar não apenas como se realizava a escolha de infinitivos e subjuntivos nessas construções na <bold>tradução</bold> (<xref ref-type="table" rid="t05">Anexo 1</xref>), mas também como essa seleção ocorreria na produção de textos desse mesmo gênero em língua portuguesa. Assim, foram elaboradas outras duas tarefas, ambas em português: uma <bold>produção livre</bold> (<xref ref-type="fig" rid="f01">Anexo 2</xref>), na qual se redigiria o texto de uma receita a partir de uma lista de ingredientes e de uma sequência de imagens que indicavam o passo a passo para sua consecução; e uma <bold>produção dirigida</bold> (<xref ref-type="fig" rid="f02">Anexo 3</xref>), na qual se completaria o texto de uma receita, a partir dos conectores “quando”, “até” e “para”.</p>
         <p>Os sujeitos deste estudo, todos voluntários, procediam de duas disciplinas do curso de Letras (habilitações em Português e Espanhol) da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, a saber: <bold>Língua Espanhola 3 (L3)</bold> e <bold>Tópicos Contrastivos Acerca do Funcionamento da Língua Espanhola e do Português Brasileiro (TC)</bold>. Dez estudantes de cada grupo fizeram parte da pesquisa. A seleção desses cursos ocorreu por acreditarmos que, ao se encontrarem em momentos distintos de aprendizagem da língua espanhola, as produções desses indivíduos poderiam dar-nos resultados comparativos mais interessantes. Isso aconteceria porque os egressos de L3 (disciplina oferecida na metade da graduação em Espanhol) teriam trabalhado há pouco tempo com o tipo de orações analisadas nas receitas, já que o emprego de subjuntivo, indicativo e infinitivo em língua espanhola é um dos temas enfocados ao longo dessa disciplina; enquanto os egressos de TC, uma das últimas disciplinas do curso, provavelmente já não teriam esse tema tão sistematicamente acessível na memória, ou já o teriam totalmente internalizado.</p>
         <p>Mais do que o produto, queríamos também acompanhar o processo de tradução. Para tanto, utilizamos o programa <italic>Translog</italic> (<xref ref-type="bibr" rid="B18">Jakobsen, 1999</xref>), que registra movimentos de teclado em tempo real. Ele nos permitiu observar se ocorriam pausas e reformulações durante a realização das tarefas, que pudessem indicar a presença de processamento reflexivo nos pontos por nós focalizados.</p>
         <p>Nosso objetivo com esta pesquisa era determinar: <bold>1)</bold> se havia diferenças entre as traduções para o português desse gênero, realizadas pelos estudantes, ao compará-las com textos coletados em sites brasileiros de receitas, escritos originalmente em português; <bold>2)</bold> se existia interferência na tradução, nessa direção contrária (da língua estrangeira, o espanhol, sobre a materna, o português), mais concretamente no que concerne às orações subordinadas que nos tinham chamado a atenção na análise inicial, com “<italic>cuando” / “hasta”/ “para”</italic>; e <bold>3)</bold> qual era o impacto do texto-fonte na tradução, no que diz respeito à sintaxe das duas línguas.</p>
         <p>Interessa-nos, antes de adentrarmos à descrição do experimento propriamente dito e de seus efeitos sobre nossa prática atual, esclarecer qual a noção de interferência e de naturalidade em tradução aqui adotadas. É o que se verifica nas próximas seções.</p>
      </sec>
      <sec>
         <title>Interferência, proximidade linguística e tradução</title>
         <p>À noção de interferência costuma-se atribuir uma conotação negativa. Isso não constitui exatamente uma novidade, como já indicavam LarsenFreeman e Long (1994 [1991], 94), ao explicarem o emprego de tal conceito para indicar os efeitos da língua materna sobre o processo de aquisição de uma segunda língua. O que talvez seja menos evidente é que a interferência nada mais é do que uma das faces de um fenômeno mais amplo, chamado <bold>transferência</bold>, e compreendido como a incorporação de elementos de uma língua na produção em outra (<xref ref-type="bibr" rid="B25">Mackey, 1970</xref> apud <xref ref-type="bibr" rid="B30">Presas, 2000</xref>).</p>
         <p>Segundo <xref ref-type="bibr" rid="B33">Santos Gargallo (1993)</xref>, o conceito de interferência é utilizado especialmente no contexto da Análise Contrastiva (AC), modelo no qual se defende uma comparação sistemática entre a língua materna do aprendiz e a língua-meta, com o objetivo não só de descrever, mas também de prever as áreas de maior/menor dificuldade na aquisição da segunda língua.</p>
         <p>Na Análise de Erros (AE), em que se preceitua uma análise da produção dos aprendizes, o conceito passa a ser entendido a partir de outro prisma. Para a AE, nem todos os problemas da produção dos sujeitos têm como origem única a interferência. Além disso, o erro deixa de ser visto como um inimigo e ganha o <italic>status</italic> de aliado, pois dá acesso a informações da etapa do processo de aprendizagem na qual se encontram os estudantes, mostrando que esta estava, de fato, ocorrendo.</p>
         <p>Nos estudos de Bilinguismo, entendidos em linhas gerais como aqueles que abordam a situação linguística na qual falantes usam alternativamente duas línguas diferentes, conforme <xref ref-type="bibr" rid="B42">Weinreich (1974 [1953])</xref>, o conceito é usado para caracterizar desvios da norma que ocorrem no discurso de indivíduos bilíngues, como resultado de línguas em contato e da familiaridade com mais de uma língua. Nas pesquisas desenvolvidas nessa área, aponta <xref ref-type="bibr" rid="B33">Santos Gargallo (1993, 37)</xref>, passa-se a ter em conta não só o efeito da língua materna sobre a língua estrangeira, mas também o efeito da língua estrangeira sobre a língua materna, evidenciando-se, assim, o caráter bidirecional da interferência.</p>
         <p><xref ref-type="bibr" rid="B23">Larsen-Freeman e Long (1991)</xref> explicam que, nos aspectos em que a língua materna (LM) e a segunda língua (L2) diferem muito, a incorporação de elementos de uma na outra, pode redundar em uma <bold>transferência negativa</bold> (ou <bold>interferência</bold>), caracterizada pela produção de enunciados inadequados. Por outro lado, naqueles pontos em que as duas línguas coincidem, o fenômeno pode facilitar a aquisição da L2 e ter como resultado a produção de enunciados corretos, ou seja, uma <bold>transferência positiva</bold>.</p>
         <p>Essas considerações nos levam a depreender que tal fenômeno, nos estudos de aquisição/aprendizagem, não tem sempre uma única direção e um só resultado, e que este tampouco é necessariamente negativo.</p>
         <p>No que concerne aos estudos tradutológicos, o conceito é amplamente tratado, constituindo-se, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B24">Laviosa (1998)</xref>, como um dos universais em tradução, definidos por <xref ref-type="bibr" rid="B04">Baker (1993, 243)</xref> como aquelas “<italic>linguistic features which typically occur in translated rather than original texts and are thought to be independent of the influence of the specific language pairs involved in the process of translation</italic>”<xref ref-type="fn" rid="fn01">1</xref>.</p>
         <p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B40">Toury (1995)</xref>, a transferência também pode ser caracterizada como positiva ou negativa e, ainda que sua ocorrência não se relacione a um único aspecto, a experiência constituiria um fator importante para a incidência de maior ou menor grau de transferência negativa, já que o fenômeno tenderia a ocorrer mais com tradutores novatos.</p>
         <p><xref ref-type="bibr" rid="B43">Wode (1978</xref> apud <xref ref-type="bibr" rid="B23">Larsen-Freeman; Long, 1994</xref> [1991]) traz uma importante contribuição ao explicar que o fenômeno da interferência só ocorrerá se as estruturas da língua materna e da língua estrangeira forem confluentes numa medida de semelhança decisiva.</p>
         <p>Essa semelhança/proximidade entre as línguas encontra, por sua vez, estreita relação com a chamada <bold>distância linguística</bold> expressa nos estudos de aquisição nos seguintes termos: quanto mais próximas linguisticamente forem duas línguas, mais acelerado seria o processo de aprendizagem entre elas, uma vez que a língua materna contribuiria significativamente para a aquisição da segunda língua (<xref ref-type="bibr" rid="B08">Corder, 1993</xref> [1983]). A distância linguística é enfocada em estudos como o de <xref ref-type="bibr" rid="B36">Silva (1992)</xref> e o de <xref ref-type="bibr" rid="B12">González e Kulikowski (1999)</xref>.</p>
         <p>No primeiro caso, Silva, com base no método das modalidades de tradução de <xref ref-type="bibr" rid="B03">Aubert (1998)</xref>, pretendia determinar estatisticamente o grau de “distância linguística” em tradução para os pares português&gt;inglês e português&gt;espanhol. Apesar de a distância entre línguas de base latina, como o português e o espanhol, ser claramente menor que aquela entre o português e a língua inglesa, de origem anglo-saxã, os resultados obtidos em sua análise foram, para a combinação português-inglês, bastante próximos aos da combinação português-espanhol.</p>
         <p>No segundo caso, <xref ref-type="bibr" rid="B12">González e Kulikowski (1999)</xref> buscavam determinar a “<italic>justa medida de una cercanía</italic>” no par português-espanhol, no contexto de aprendizagem/aquisição da língua espanhola por estudantes brasileiros. Nesse trabalho, que toma por base o estudo de <xref ref-type="bibr" rid="B19">Kellerman (1983)</xref>, concluem que, além da “distância real”, que normalmente os estudos estritamente linguísticos procuram mensurar, teria um papel relevante também no processo de aquisição a “distância percebida”, que diz respeito à percepção subjetiva que o aprendiz tem da distância/proximidade entre as duas línguas.</p>
         <p><xref ref-type="bibr" rid="B07">Cintrão (2006, 177)</xref> observa, a partir desses dois trabalhos, que os resultados inesperados de Silva dever-se-iam em boa medida à falta de um dispositivo que permitisse medir, estatisticamente, as proximidades de base lexical, já que as modalidades de Aubert destacavam as distâncias e proximidades sintáticas. A autora sustenta que seria essa proximidade léxica “que confere ao par português-espanhol uma característica de elevado grau de transparência inicial, em especial na modalidade escrita (...), [e na chamada] ‘distância percebida’”, como referem González e Kulikowski.</p>
         <p><xref ref-type="bibr" rid="B08">Corder (1993 [1983])</xref> também discute a transferência em suas relações com o empréstimo e a proximidade linguística. Como esclarece, o aprendiz da língua estrangeira, ao não dispor de determinados elementos da outra língua, diante de uma necessidade comunicativa, estaria apenas tomando emprestado da língua materna os recursos de que ainda não dispõe na língua estrangeira. No caso de línguas próximas, o empréstimo nem sempre redundará em erros, já que há maiores probabilidades de que se obtenham enunciados corretos.</p>
         <p>Essa hipótese poderia igualmente ser aplicada a alguns casos de interferência em tradução, como explica <xref ref-type="bibr" rid="B07">Cintrão (2006, 186)</xref>, quando há pouco domínio da língua estrangeira. Por outro lado, de acordo com essa mesma autora, é possível que o tradutor, apesar de contar com amplo conhecimento na segunda língua, de conseguir compreendê-la adequadamente e de poder realizar a passagem por seu nível de processamento cognitivo-pragmático, na tradução para a língua materna, não o faça.</p>
         <p>A esse respeito, <xref ref-type="bibr" rid="B30">Presas (2000, 26)</xref> sustenta que existiria um “<italic><bold>hypnotic power</bold> which the L2 source text seems to exert on the translator, even when he or she is highly proficient and is translating from L2 into L1</italic>”<xref ref-type="fn" rid="fn02">2</xref> (destaque nosso). <xref ref-type="bibr" rid="B16">Hurtado Albir (1990)</xref> acredita que a hipnose exercida pelo texto fonte constitui um fator peculiar de dificuldade na tradução, em especial na etapa que sucede à fase de compreensão e antecede à reexpressão do novo texto: a fase de desverbalização. Para a pesquisadora:</p>
         <p><disp-quote>
               <p><italic>Il faut en chercher les causes dans la contamination linguistique possible du traducteur qui rend ardue la séparation nette entre les deux langues, et dans l’hypnose exercée par le texte de départ qui risque de bloquer le développment correct et successif des trois phases: la phase de déverbalisation essentielle dans la méthode interpretative est plus difficile dans le cas de deux langues apparentées.</italic><xref ref-type="fn" rid="fn03">3</xref></p>
               <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B16">Hurtado Albir, 1990</xref>, 228)</attrib>
            </disp-quote></p>
         <p>Assim, no caso da interferência na tradução para a língua materna, parece ser mais provável sua ocorrência em estruturas lexicais e sintáticas de funcionamento análogo, nem sempre idêntico. Esse tipo de semelhança parcial promoveria a passagem automática de uma estrutura da língua estrangeira como se ela funcionasse exatamente da mesma forma na língua materna, como já propunha <xref ref-type="bibr" rid="B07">Cintrão (2006)</xref> em seu trabalho.</p>
      </sec>
      <sec>
         <title>Naturalidade e tradução</title>
         <p>Como havíamos assinalado na Introdução do presente trabalho, o emprego de determinadas estruturas na tradução do gênero receita para o português nos levou a questionar a naturalidade de tais textos nessa língua. Mas, o que vem a ser a naturalidade? E, mais, como ela se evidencia na tradução?</p>
         <p>Para <xref ref-type="bibr" rid="B39">Tagnin e Teixeira (2004, 315)</xref>, a naturalidade pode ser entendida como aquelas “coisas que de fato são ditas numa dada área de uma dada língua ou variante linguística”. Os enunciados não naturais ou pouco naturais, por sua vez, seriam aqueles que não se configuram como erros propriamente ditos, porém tampouco refletem a linguagem usada por falantes de determinada língua, em dado contexto de comunicação. Nos termos de <xref ref-type="bibr" rid="B32">Salkie (1997</xref> apud <xref ref-type="bibr" rid="B22">Lamparelli, 2007</xref>, 22): “<italic>‘It isn’t wrong but you just don’t say it like that’ is a typical reaction to unnatural language</italic>”<xref ref-type="fn" rid="fn04">4</xref>.</p>
         <p>A noção de “naturalidade” encontra íntima relação com a de “norma”, introduzida por <xref ref-type="bibr" rid="B09">Coseriu (1952)</xref>. Segundo o autor, a norma não se referiria a critérios de correção, mas àquilo que é comprovável de forma objetiva na língua dos sujeitos, as formas que são utilizadas/preferidas pelos membros de determinada comunidade linguística. Isso significa que a simples aplicação de regras gramaticais tidas por corretas no sistema da língua não é suficiente para caracterizar o uso efetivo da língua pelos falantes nativos (<xref ref-type="bibr" rid="B21">Kjellmer, 1992</xref>).</p>
         <p>De acordo com <xref ref-type="bibr" rid="B29">Pawley e Syder (1993)</xref>, as sentenças realmente utilizadas por falantes nativos equivalem a um número muito pequeno com relação ao total de estruturas gramaticais existentes em uma língua. Esses dois pesquisadores fazem uma diferenciação importante no que diz respeito à capacidade dos falantes de se expressarem segundo os parâmetros gramaticais que são percebidos como adequados por uma comunidade (<italic>nativelike selection</italic>) e a capacidade que têm de produzir extensões fluentes de discurso conectado, “<italic>nativelike fluency</italic>” (<xref ref-type="bibr" rid="B29">Pawley; Syder, 1993</xref>, 191).</p>
         <p>Assim, jogam luz sobre o que seriam os enunciados corretos, ou seja, aqueles adequados aos mecanismos de funcionamento e regras gramaticais de uma língua, e, por outro lado, os enunciados que refletem o jeito que se diz (<xref ref-type="bibr" rid="B38">Tagnin, 2005</xref>), i.e., aqueles realizados por sujeitos fluentes numa dada língua ou comunidade linguística. Indicam ainda que a familiaridade dos sujeitos com uma ou outra circunstância fará com que julguem um enunciado ou expressão como natural ou não, e os modelos sintáticos e as combinações lexicais, apesar de nem sempre fixas, contribuem justamente nesse sentido.</p>
         <p>No campo da tradução, a questão da naturalidade está relacionada com um debate central da área, que tem surgido sob distintas denominações dicotômicas, segundo <xref ref-type="bibr" rid="B31">Rodrigues (2000)</xref>, como são exemplos a tradução literal e tradução livre, tradução palavra por palavra e tradução sentido por sentido, equivalência formal e equivalência dinâmica (<xref ref-type="bibr" rid="B26">Nida, 1964</xref>; 2009), literalidade e liberdade (<xref ref-type="bibr" rid="B20">Kelly, 1979</xref>) e tradução domesticadora e estrangeirizadora (<xref ref-type="bibr" rid="B41">Venuti, 1986</xref>).</p>
         <p>Interessa-nos focalizar aqui especialmente a forma como o referido debate é desenvolvido por Nida. Para o autor (2009, 127-128), as diferenças em tradução poderiam ser explicadas por três fatores básicos: o primeiro diria respeito à natureza da mensagem; o segundo, à(s) finalidade(s) do autor ou do tradutor; e o terceiro, ao tipo de público a que se destina o trabalho.</p>
         <p>Apesar da crítica à dicotomia tradicional existente na classificação das traduções, Nida também incorre numa classificação dicotômica, desta vez sob a forma de equivalências. Para o autor, dois tipos de equivalência poderiam ser encontrados e cada um se voltaria, mais ou menos, para os três fatores precedentes por ele assinalados. A primeira dessas equivalências, a formal, tem seu foco na mensagem, tanto em sua forma quanto em seu conteúdo. Na segunda equivalência, a dinâmica, o autor esclarece que a relação entre o receptor e o texto deveria ser substancialmente da mesma natureza que a existente entre o receptor e a mensagem original. Esse tipo de tradução visa à completa naturalidade da expressão, busca aproximar a mensagem à cultura receptora e coloca ênfase no modelo da cultura-meta (<xref ref-type="bibr" rid="B27">Nida, 2009</xref>, 129).</p>
         <p>Na questão da naturalidade em tradução, o gênero textual será de suma relevância, uma vez que as convenções de uso da língua podem ser distintas, dentro de uma mesma variante, para diferentes tipos de texto. Deste modo, pensar nas três áreas do processo de comunicação indicadas por Nida será pensar, de antemão, em como o gênero será ou deveria ser construído e que adaptações teriam de ser feitas para conformar o texto a essa nova situação comunicativa, de língua e cultura diferentes das do texto-fonte, de um novo contexto e de um novo público.</p>
         <p><xref ref-type="bibr" rid="B37">Tagnin (2002)</xref> argumenta que a falta de consciência de que determinadas formas não são igualmente aplicáveis numa língua e noutra, principalmente em um gênero ou situação específica pouco conhecidos ou não conhecidos, ou, ainda, podemos pensar, pela sensação de proximidade entre as línguas, pode fazer com que os sujeitos, especialmente os tradutores, sejam ingênuos, tanto na compreensão como na produção, em determinadas circunstâncias.</p>
         <p>De acordo com a autora, a dificuldade em se encontrar soluções naturais na tradução seria mais recorrente quando tratamos de traduções para a língua estrangeira, nas quais os sujeitos não disporiam de tantos recursos linguísticos. No entanto, reconhece, é possível que o tradutor encontre dificuldades para produzir um texto natural mesmo no caso de traduções para sua própria língua materna,</p>
         <p><disp-quote>
               <p>(...) caso se atenha tanto ao texto de partida a ponto de não perceber que, entre formas igualmente gramaticais, uma delas é de uso mais corrente. Em outras palavras, pode não se dar conta de que, dentro de uma gama de formas gramaticalmente <bold>possíveis</bold>, há certas formas que têm uma <bold>probabilidade</bold> maior de ocorrerem. Caso o tradutor selecione uma dessas formas <bold>possíveis</bold>, em detrimento da mais <bold>provável</bold>, produzirá uma tradução não natural, não fluente.</p>
               <attrib>(<xref ref-type="bibr" rid="B37">Tagnin, 2002</xref>, 193, destaques da autora)</attrib>
            </disp-quote></p>
         <p>Acreditamos que em traduções para a língua materna a dificuldade de se produzir enunciados naturais pode ser mais recorrente do que se prevê. Como aponta <xref ref-type="bibr" rid="B05">Briones (2001, 61)</xref>, dentre os erros mais frequentes na tradução entre as línguas portuguesa e espanhola estão justamente as estruturas sintáticas e as situações próprias da pragmática, semelhantes, mas não coincidentes. São situações em que os sujeitos entendem o que está escrito na língua estrangeira, mas não conseguem realizar a reexpressão valendo-se de uma forma habitual na respectiva língua.</p>
      </sec>
      <sec>
         <title>A pesquisa experimental e seus resultados</title>
         <p>A fim de responder às perguntas feitas em nosso estudo, apresentadas na Introdução deste artigo, analisamos cada uma das três tarefas (tradução, produção dirigida e produção livre) às quais foram submetidos os sujeitos da pesquisa (estudantes que estavam na metade do curso, de Língua Espanhola 3 ou L3, e concluintes, de Tópicos Contrastivos, TC), atentando especialmente para o emprego de infinitivo e subjuntivo na tradução das orações subordinadas temporais com “<italic>cuando</italic>”e “<italic>hasta</italic>” e finais com “<italic>para</italic>”, e comparando o uso dessas estruturas com o encontrado nos textos escritos originalmente em português (<italic>corpus</italic> de receitas coletado de <italic>sites</italic> brasileiros ou <italic>corpus</italic> de comparação).</p>
         <p>Na tarefa de <bold>tradução</bold> (<xref ref-type="table" rid="t05">Anexo 1</xref>), foram observadas as orações do <xref ref-type="table" rid="t01">Quadro A</xref>.</p>
         <table-wrap id="t01">
            <label>Quadro A</label>
            <caption>
               <title>Fragmentos da tradução enfocados na análise.</title>
            </caption>
            <table>
               <tbody>
                  <tr align="center">
                     <td><bold>SUBORDINADAS TEMPORAIS</bold></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><bold><italic>Cuando</italic>/ <italic>En Cuanto</italic></bold></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><bold><italic>Cuando hierva</italic></bold><italic>, se echan los langostinos (...)</italic></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic>Al final, <bold>en cuanto la salsa ya esté bien hecha</bold></italic>, <italic>se puede añadir una cucharadita de zumo de limón (…)</italic></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic><bold>En cuanto esté preparada la mayonesa y el alioli</bold></italic>, <italic>coja un plato grande o una fuente y añada una capa de mayonesa</italic>.</td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><bold>Hasta</bold></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic>Se echan los langostinos y se dejan <bold>hasta que el agua vuelva a hervir</bold>.</italic></td>
                  </tr>
                  <tr align="center">
                     <td><bold>SUBORDINADAS FINAIS</bold></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic>Para</italic></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic>Luego se vuelcan en un colador grande <bold>para que escurran y se enfríen</bold>.</italic></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td>Déjelas en el fuego unos quince minutos con la cacerola destapada <italic><bold>para que se queden “enteras”</bold></italic>.</td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic>Se escurren en un colador y se refrescan debajo del grifo con un chorro de agua fría <bold>para que conserven un bonito color</bold>.</italic></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic>Se puede añadir una cucharadita de zumo de limón <bold>para que quede más suave</bold>.</italic></td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td><italic>Ponga el alioli en un borde del plato <bold>para que no se mezcle con el resto de los sabores, porque está muy picante</bold></italic>.</td>
                  </tr>
               </tbody>
            </table>
         </table-wrap>
         <p>Podemos dizer que para as temporais com “<italic>cuando/en cuanto</italic>” e “quando” há uma clara diferença em seu uso em espanhol e em português. Quando existe uma referência a contextos futuros, como no caso da receita, em língua espanhola se selecionará o presente do subjuntivo (exemplo 1) ao passo que em português se utilizará o futuro do subjuntivo (exemplo 2).</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>1. <italic>Cuando <bold>esté</bold> ya frita, se añaden los tomates troceados.</italic></p>
            </list-item>
            <list-item>
               <p>2. Quando <bold>estiverem</bold> cozidas, escorra.</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Supúnhamos que o fenômeno da interferência poderia se manifestar com a manutenção do verbo em presente do subjuntivo na tradução para a língua portuguesa, embora essa não seja uma opção prevista nessa língua, resultando, portanto, em um erro. Observamos que houve somente um caso dentre os 20 voluntários, na tradução de uma oração com “<italic>en cuanto</italic>”:</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>3. <italic>Al final, <bold>en cuanto la salsa ya esté bien hecha</bold>, se puede añadir una cucharadita de zumo de limón.</italic></p>
            </list-item>
            <list-item>
               <p>3.1. <italic>Ao final, quando o molho esteja pronto, se pode acrescentar uma colher de suco de limão. (V8_TC)</italic></p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Após a análise do <italic>corpus</italic> de comparação, confirmamos que nas temporais com “<bold>até</bold>” em que havia sujeitos não correferenciais (tal como ocorria no texto-fonte da tradução), o infinitivo era sempre predominante no português (65% dos casos), como se observa no seguinte exemplo, retirado de uma receita em português:</p>
         <table-wrap id="t02">
            <table frame="void" rules="none">
               <tbody>
                  <tr>
                     <td align="right">4. Cozinhe os</td>
                     <td>ovos até</td>
                     <td><bold>endurecerem</bold>.</td>
                  </tr>
                  <tr>
                     <td>(sujeito= você)</td>
                     <td>&nbsp;</td>
                     <td>(sujeito=os ovos)</td>
                  </tr>
               </tbody>
            </table>
         </table-wrap>
         <p>Quando analisados os dados da tradução, tanto no grupo que estava prestes a concluir o bacharelado (TC) quando no grupo que estava na metade do curso (L3), comprovamos que estes vão na contramão do que seria mais natural para essa construção no gênero receita, já que os voluntários (doravante identificados com V e o número correspondente no grupo, V1_TC, por exemplo) empregaram, em sua grande maioria (80% dos sujeitos de TC e 90% dos sujeitos de L3), o modo subjuntivo para indicar a mudança de sujeito na tradução da oração subordinada com “<italic>hasta</italic>”, como se observa:</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>5. (…) <italic>y se dejan <bold>hasta que el agua vuelva a hervir</bold></italic>.</p>
            </list-item>
            <list-item>
               <p>5.1. (…) e deixe-as <bold>até que a água volte a ferver.</bold> (V3_TC)</p>
            </list-item>
            <list-item>
               <p>5.2. (...) e deixe <bold>até que a água volte a ferver</bold>. (V1_L3)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Nas orações finais com “<bold>para</bold>”, verificamos também no <italic>corpus</italic> de receitas originalmente escritas em português que, mesmo nos casos de não correferência entre os sujeitos, predominavam as construções com infinitivo (exemplo 6, abaixo) sobre as formuladas com “que + subjuntivo”. No total de orações finais com sujeitos não correferenciais, 58,3% se construíam com infinitivo e 41,7% com subjuntivo.</p>
         <table-wrap id="t03">
            <table frame="void" rules="none">
               <tbody>
                  <tr>
                     <td align="right">6. Não refogue demais</td>
                     <td>os camarões</td>
                     <td>para não <bold>ficarem</bold>_duros.</td>
                  </tr>
                  <tr align="center">
                     <td>(sujeito= você)</td>
                     <td>&nbsp;</td>
                     <td>(sujeito=os camarões)</td>
                  </tr>
               </tbody>
            </table>
         </table-wrap>
         <p>A produção de nossos voluntários poderia ser vista novamente como desviada do padrão mais recorrente em língua portuguesa para o gênero receita, já que o emprego de subjuntivo, no caso deles, foi a estrutura expressivamente mais frequente (em 84% das traduções de TC e em 86% de L3).</p>
         <table-wrap id="t04">
            <table frame="void" rules="none">
               <tbody>
                  <tr align="left">
                     <td colspan="2">7. <italic>Déjelas en el fuego unos quince minutos (…) <bold>para que se queden “enteras”</bold></italic>.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left">
                     <td>7.1.</td>
                     <td>Mantenha em fogo baixo uns 15 minutos (...) <bold>para que fiquem inteiras.</bold></td>
                  </tr>
                  <tr align="left">
                     <td>&nbsp;</td>
                     <td>(V2_TC)</td>
                  </tr>
                  <tr align="left">
                     <td>7.2.</td>
                     <td>Deixe-as no fogo uns quinze minutos (...) <bold>para que fiquem “inteiras”</bold>.</td>
                  </tr>
                  <tr align="left">
                     <td>&nbsp;</td>
                     <td>(V4_L3)</td>
                  </tr>
               </tbody>
            </table>
         </table-wrap>
         <p>Embora não possam ser considerados propriamente como erros de tradução, os resultados permitiram classificar as estruturas traduzidas pelos voluntários como decalcadas sintaticamente. O resultado observado, portanto, estaria mais próximo de uma <bold>equivalência formal</bold>, ao privilegiar a manutenção da forma do texto/língua-fonte, do que de uma <bold>equivalência dinâmica</bold>, que deveria ser a almejada em textos de tipo instrucional, como a receita. Como resultado, obtém-se textos <bold>pouco ou menos naturais</bold>, para o gênero em questão.</p>
         <p>Pelos dados de processo e de produto tradutório, aliados aos dados de produção guiada (produção dirigida = tarefa de completar o texto da receita) e livre (produção livre = escrita da receita em língua materna) e ao <italic>corpus</italic> de comparação (aquele coletado em <italic>sites</italic> brasileiros de receitas, escritas originalmente em português), observamos que houve diferenças importantes no que concerne à distribuição de infinitivos/subjuntivos.</p>
         <p>Não parece ter existido, na tradução das subordinadas temporais com “até” e nas finais com “para”, a etapa de desverbalização, o que deu lugar ao automatismo na tradução. Isso fica comprovado pela ausência de pausas nesses pontos, que indicariam, caso existissem, um processamento reflexivo, algum tipo de hesitação ou questionamento sobre o uso/diferença no emprego de infinitivo ou subjuntivo, na passagem de uma língua para outra. Fica também comprovado nas entrevistas pós-tradução, as quais mostraram que as dificuldades percebidas e os esforços de processamento consciente por parte dos voluntários se concentraram destacadamente sobre aspectos lexicais do texto traduzido.</p>
         <p>Conforme explica <xref ref-type="bibr" rid="B34">Séguinot (1989)</xref>, tratar-se-ia de um <bold>impulso autopropulsor</bold>, que não permitiria o descolamento do texto-fonte, favorecendo a transposição direta de estruturas da língua estrangeira não coincidentes com aquelas tipicamente encontradas em textos do mesmo gênero em língua materna. Ou, nos termos de <xref ref-type="bibr" rid="B30">Presas (2000)</xref>, um tipo de <bold>hipnose</bold> exercida por estruturas de funcionamento aproximado abstratamente no sistema linguístico, mas, como comprovado, não coincidente nos usos textuais e discursivos das duas línguas.</p>
         <p>Poderíamos afirmar, portanto, que os desvios de padrão nos usos de subjuntivo e infinitivo verificados nas traduções dos estudantes resultaram de interferência do espanhol (língua estrangeira) na tradução para o português (língua materna), já que as escolhas realizadas pelos sujeitos do estudo se aproximam mais dos usos praticados no texto-fonte (subjuntivo) do que do padrão observado para o gênero na língua-meta (infinitivo), em contextos de não coincidência entre os sujeitos sintáticos. Nossos voluntários não parecem ter se dado conta de que, apesar de semelhantes e gramaticalmente corretas, suas escolhas não refletiam o gênero em português, tal como ele se constitui. Sua intuição de falantes nativos, por si só, não parece ter sido suficiente para que percebessem existir outras estruturas em sua própria língua materna que poderiam ser, como justamente eram, as normalmente selecionadas para o gênero em questão. Isso é bastante relevador de quanto determinados itens, em especial, os sintáticos, não são tão perceptíveis na tradução, ao menos entre línguas próximas, como já sugeria <xref ref-type="bibr" rid="B07">Cintrão (2006)</xref> em seu estudo.</p>
         <p>Essa afirmação inicial, contudo, precisa ser relativizada já que nas demais produções textuais (dirigida e livre) realizadas pelos mesmos estudantes em sua língua materna verificaram-se também desvios de padrão para o gênero em português, que não podem ser interpretados como automatismos resultantes da hipnose exercida pelas estruturas da língua estrangeira na produção em língua materna.</p>
         <p>No que se refere à <bold>produção livre</bold> (<xref ref-type="fig" rid="f01">Anexo 2</xref>), por exemplo, verificamos que todas as ocorrências da temporal com “<bold>até</bold>”, no grupo mais avançado (TC), apresentavam mudança de sujeito com relação à oração principal, com predomínio do modo subjuntivo (70%) sobre o infinitivo (30%), como no exemplo abaixo:</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>8. Deixe o bolo na forma <bold>até que esteja frio</bold>. (V10_TC)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Nas finais com “<bold>para</bold>” também houve mais ocorrências de subjuntivo (60%) do que de infinitivo, no texto escrito pelos voluntários.</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>9. Não abra o forno durante meia hora <bold>para que a massa não murche</bold>. (V5_TC)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Um comportamento semelhante foi visto no grupo L3, já que para as temporais com “<bold>até</bold>” não correferenciais também houve predomínio do modo subjuntivo (88,89% das orações desse tipo) sobre o infinitivo (11,11%).</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>10. Em uma batedeira, bata as claras <bold>até que se tornem claras em neve</bold>. (V3_L3)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Nas finais com “<bold>para</bold>” comprovamos ser mais recorrente, nas redações, o emprego de subjuntivo (52%) quando havia mudança de sujeito.</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>11. Acrescente o açúcar para que as claras em neve fiquem mais firmes. (V1_L3)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Na <bold>produção dirigida</bold> (<xref ref-type="fig" rid="f02">Anexo 3</xref>) de TC, na qual os sujeitos tinham que completar a lacuna com a forma que considerassem mais adequada a partir de “quando”, “até” e “para”. Constatamos, para as temporais com “<bold>até</bold>”, usos diferentes dos verificados na tradução e na produção livre, já que o número maior de casos foi de verbos com infinitivo, mesmo em orações com mudança de sujeito na oração subordinada em relação à principal (61% das não correferenciais).</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>12. Bater as gemas com o açúcar e o óleo até <bold>__<underline>ficar</underline>____</bold> ficar homogêneo. (V11_TC)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>No caso das finais com “<bold>para</bold>”, ao contrário do que se observou para as temporais com “até”, as construções com sujeitos não correferenciais ocorreram mais vezes com subjuntivo (61% das não correferenciais) do que com infinitivo (39% do total das não correferenciais).</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>13. Misture os três ingredientes ao seu gosto e regue o bolo para<bold>___<underline>que fique</underline>___</bold> bem molhadinho. (V2_TC)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>A produção dirigida no grupo L3 evidencioh, nas temporais com “<bold>até</bold>” não correferenciais, assim como nas tarefas de tradução e de produção livre, a preferência pelo subjuntivo (56,3% do total de não correferenciais).</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>14. Vá mexendo até <bold>___<underline>que a mistura fique</underline>____</bold> consistente. (V3_L3)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>Nas finais com “<bold>para</bold>”, o número de construções com infinitivo com mudança de sujeito (25,8%) é muito inferior ao de construções com subjuntivo (74,2%).</p>
         <list list-type="simple">
            <list-item>
               <p>15. Esta dica é para<bold>___<underline>que o recheio não empelote</underline>_____</bold>. (V10_L3)</p>
            </list-item>
         </list>
         <p>É importante enfatizar que os resultados das produções livre e dirigida apontaram dois comportamentos díspares, especialmente no caso de TC: um mais orientado ao que se verificava na tradução, com predomínio do modo subjuntivo (na produção livre), e outro mais orientado ao que se verificava no <italic>corpus</italic> de comparação (na produção dirigida). Esses dados, especialmente os da produção livre, poderiam sugerir que, na tradução, apesar da inegável influência do texto-fonte, os sujeitos não teriam se distanciado tanto assim do que eles em geral empregariam na sua própria língua materna, se fossem escrever uma receita.</p>
         <p>Pensamos que isso ocorre na medida em que esses indivíduos estariam tão preocupados com o que é radicalmente diferente a ponto de não conseguirem analisar com clareza o que é, ou pode não ser, igual nas duas línguas e no gênero tratado, produzindo assim enunciados pouco comuns para sua própria língua, por mais surpreendente que isso possa parecer.</p>
         <p>Assim, era preciso também indicar outras hipóteses explicativas para os desvios de padrão nos usos de subjuntivo e infinitivo em orações não correferenciais que foram verificados na tradução do gênero receita, e que poderiam estar operando de forma conjugada com a hipótese do “poder hipnótico” do texto-fonte na produção das traduções. A primeira dessas hipóteses pareceria ser puramente interna à língua materna: aparentemente, uma falta de familiaridade com a situação de produção do gênero receita se combinava, nos voluntários, com uma crença de que o tom mais adequado para um texto escrito é o formal, relacionado, na ótica deles, com o modo subjuntivo.</p>
         <p>A segunda hipótese que nos parece verossímil é a de que, ao serem aprendizes de espanhol como língua estrangeira, o fenômeno da interferência da língua estrangeira sobre a língua materna pudesse estar operando não apenas na tradução, mas também na própria produção desses sujeitos em língua materna. Essa interferência interlinguística poderia ajudar a entender o motivo dos desvios nas produções em língua materna (não traduções), ao mesmo tempo que sua conjugação com a hipótese do “poder hipnótico” do texto-fonte explicaria porque os desvios de padrão nos usos do português, mais próximos aos encontrados em espanhol, foram ainda mais acentuados na tradução.</p>
      </sec>
      <sec>
         <title>E depois disso, a Unila</title>
         <p>Como tentamos demonstrar ao longo do presente texto, a comparação entre o português e o espanhol, especialmente no que tange ao seu funcionamento, e também a questão da proximidade/distância entre essas duas línguas, são temas que, a nosso entender, e em especial no campo da tradução, aparecem de maneira bastante coadunada.</p>
         <p>Isso se tornou ainda mais evidente a partir de 2015, quando do ingresso como docente de Língua Espanhola Adicional<xref ref-type="fn" rid="fn05">5</xref> no Ciclo Comum de Estudos<xref ref-type="fn" rid="fn06">6</xref> da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), com sede em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai).</p>
         <p>Apesar de ser uma instituição que tem no bilinguismo (português e espanhol) um de seus princípios, a Unila, criada em 2010, enfrenta muitas dificuldades para atingir a efetivação desse princípio, especialmente por não ter implementado ainda um planejamento linguístico institucional.</p>
         <p>Da disparidade observada no lugar que ocupam uma e outra língua no interior da instituição e da ausência de reflexão sobre a questão da tradução, nasceu em 2016 o projeto de extensão <bold>Laboratório de Tradução da Unila</bold>. Este projeto se caracteriza como uma proposta que entende a tradução como uma atividade de intermediação cultural, especialmente relevante para o contexto no qual se insere, de uma universidade com uma missão integracionista e vocação latino-americana.</p>
         <p>Entendemos que, para traduzir, são necessários determinados conhecimentos e habilidades que não se restringem às línguas envolvidas na tradução, em termos de saberes linguísticos, mas que o fazer tradutório, como aponta <xref ref-type="bibr" rid="B17">Hurtado Albir (2001)</xref>, requer outras competências, como a competência extralinguística (conhecimento enciclopédico), a competência translatória (compreender o que é dito e realizar a reexpressão na outra língua, de acordo com o seu destinatário e finalidade), a competência profissional (saber recolher materiais e realizar pesquisas, utilizar as novas tecnologias etc.) e a competência estratégica (realizar procedimentos necessários para resolver os problemas confrontados em cada texto).</p>
         <p>Nesse sentido, parece-nos fundamental que os estudantes envolvidos no projeto, provenientes dos mais diferentes cursos e diversos países da América Latina, adquiram conhecimentos sobre a área da tradução e coloquem-nos em prática nos serviços oferecidos à comunidade interna e externa à academia, por meio do Laboratório.</p>
         <p>Para tanto, especialmente na primeira fase do projeto, fomenta-se uma introdução ao fazer tradutório (<xref ref-type="bibr" rid="B01">Arrojo, 1986</xref>). Questões como a autonomia do tradutor (<xref ref-type="bibr" rid="B02">Aubert, 1994</xref>), a interferência e a naturalidade (<xref ref-type="bibr" rid="B23">Larsen-Freeman, Long, 1991</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B25">Mackey, 1970</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B38">Tagnin, 2005</xref>), problemas e dificuldades em tradução (<xref ref-type="bibr" rid="B28">Nord, 2005</xref>), gênero e qualidade em tradução (<xref ref-type="bibr" rid="B14">Halliday, 2001</xref>; <xref ref-type="bibr" rid="B15">House, 2001</xref>), além de uma iniciação aos estudos de processo em tradução (<xref ref-type="bibr" rid="B17">Hurtado Albir, 2001</xref>), são objeto de reflexão e debate.</p>
         <p>Em sua segunda fase, realizam-se exercícios de tradução. São selecionados textos que apresentem aspectos importantes na comparação das línguas portuguesa e espanhola, como é o caso das finais e temporais enfocadas em nossa pesquisa de mestrado, destacadas ao longo deste artigo. Empreendemos, então, nas discussões que se sucedem a essa prática, um estudo mais aprofundado desses contrastes, através de trabalhos como os de <xref ref-type="bibr" rid="B11">González (1994)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B35">Serrani (1994)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B13">González e Celada (2001)</xref>, <xref ref-type="bibr" rid="B06">Cintrão (2004)</xref> e <xref ref-type="bibr" rid="B10">Fanjul (2006)</xref>, autores cujas pesquisas se afastam de uma perspectiva que privilegia a comparação lexical, centrada em falsos cognatos, por exemplo.</p>
         <p>O Laboratório busca dar destaque a esses contrastes mais finos, acreditando ser esse trabalho produtivo em uma dupla direção, tanto no sentido de que a tradução serve ao ensino das línguas – já que muitos dos estudantes do projeto, a seguir mais bem identificados, não têm ainda muitos dos conhecimentos na língua adicional<xref ref-type="fn" rid="fn07">7</xref> consolidados –, como no sentido de que o ensino das línguas serve à tradução, uma vez que as pesquisas na área lançam luzes sobre determinados aspectos que podem ou não ser idênticos nas duas línguas de trabalho.</p>
         <p>Na terceira fase do projeto, tratamos de buscar demandas tradutórias, dentro e fora da universidade, e atendê-las, sempre com base na decisão coletiva e num trabalho colaborativo entre todos, tanto na sua consecução como na sua revisão.</p>
         <p>Hoje, o Laboratório conta com dois grupos que trabalham em paralelo. Num deles, os estudantes iniciados (três brasileiros, dois colombianos e uma argentina, provenientes de três cursos: Letras, Artes e Mediação Cultural – LAMC –; Letras Português e Espanhol como Línguas Estrangeiras – LEPLE; e Cinema e Audiovisual), encontram-se na terceira fase do projeto, selecionando e cumprindo as demandas consideradas mais importantes. No outro grupo, de estudantes iniciantes, contamos com seis membros (duas paraguaias, uma estudante de LEPLE e outra de LAMC; um salvadorenho e dois colombianos, de LEPLE; e um boliviano, do curso de Arquitetura e Urbanismo). Esse segundo grupo se encontra na primeira etapa do projeto, realizando as leituras teóricas que embasam a prática posterior.</p>
         <p>A pesquisa realizada no mestrado reforçou que nosso par linguístico possibilita e, em determinados pontos, favorece, a ocorrência de transferências positivas e negativas, e não apenas na tradução. Provou que a interferência é um fenômeno de caráter bidirecional, podendo acontecer da língua materna sobre a estrangeira, como da língua estrangeira sobre a materna. Evidenciou ainda que a (não) familiaridade no que diz respeito ao gênero tem impacto sobre o processo e o produto tradutório e sobre a presença/ausência do fenômeno da interferência e sobre a naturalidade.</p>
         <p>Essas questões, a nosso ver, não podem ser deixadas de lado em uma proposta de ensino de tradução que tenha como objetivo o par português-espanhol. Acreditamos que o trabalho com foco no funcionamento das duas línguas é central, e pode auxiliar não apenas os estudantes a aprenderem/ consolidarem/aperfeiçoarem conhecimentos sobre a segunda língua (onde cada uma delas se distancia e se aproxima da outra), mas também sobre a sua própria. É fundamental, igualmente, na medida em que possam entender que a tradução vai muito além de equivalências nos microníveis (o que acarreta, por exemplo, o fenômeno da interferência, que pode ser bem sutil nos aspectos estruturais, como vimos) e que a proximidade/ distância entre as línguas tem um papel importante nesse sentido.</p>
         <p>O especial contexto de surgimento dessa proposta, que começamos a delinear por meio do Laboratório de Tradução, acreditamos, permitirá uma maior aproximação a um olhar outro, das influências de uma língua sobre a outra, que contemple não só a questão da competência em ambos os idiomas, os problemas e dificuldades do ato tradutório, a adequação à finalidade e ao destinatário do texto, mas também os tipos de tradução realizados, os gêneros e convenções a que respondem, as formas de dizer e de ser/existir em cada uma dessas línguas e nas múltiplas culturas em convivência, não isenta de tensões, no espaço da Unila.</p>
      </sec>
   </body>
   <back>
      <fn-group>
         <fn fn-type="other" id="fn01">
            <label>1</label>
            <p>“Características linguísticas que tipicamente ocorrem em textos traduzidos mais que em textos originais e são entendidas como independentes da influência do par de línguas específico envolvido no processo tradutório” (tradução nossa).</p>
         </fn>
         <fn fn-type="other" id="fn02">
            <label>2</label>
            <p>“Poder hipnótico que o texto fonte exerce sobre o tradutor, mesmo quando ele ou ela é altamente proficiente e está traduzindo da segunda língua para a língua materna” (tradução nossa).</p>
         </fn>
         <fn fn-type="other" id="fn03">
            <label>3</label>
            <p>“É preciso buscar as causas disso na eventual contaminação linguística do tradutor, que tem dificuldade de separar claramente as duas línguas, e na hipnose exercida pelo texto fonte, que ameaça bloquear o desenvolvimento correto e sucessivo das três fases: a fase de desverbalização, essencial no método interpretativo, é mais difícil no caso de duas línguas próximas” (tradução nossa).</p>
         </fn>
         <fn fn-type="other" id="fn04">
            <label>4</label>
            <p>“‘Não está errado, só que não se diz desse jeito’, é a reação típica para a linguagem que não é natural” (tradução de Lamparelli).</p>
         </fn>
         <fn fn-type="other" id="fn05">
            <label>5</label>
            <p>Não convém esmiuçar aqui o conceito de Língua Adicional, mas é importante que se tenha em vista que o uso do termo supõe uma perspectiva central na instituição, que pensa o conhecimento desta língua adicional como construído a partir da(s) língua(s) já conhecida(s) pelos sujeitos, que deveria buscar não discriminar o grau de importância de uma ou outra, o contexto geográfico ou os aspectos individuais.</p>
         </fn>
         <fn fn-type="other" id="fn06">
            <label>6</label>
            <p>O Ciclo Comum de Estudos está composto por três eixos (Línguas - Português e Espanhol Adicional -; Epistemologia e Metodologia; e Fundamentos da América Latina), sendo cada um deles formado por um conjunto de disciplinas que todos os estudantes, independentemente do curso, devem cursar. Esse conjunto de disciplinas é parte essencial do projeto da Unila, que visa promover o pensamento crítico, o bilinguismo e o multilinguismo, bem como um conhecimento básico da região latino-americana.</p>
         </fn>
         <fn fn-type="other" id="fn07">
            <label>7</label>
            <p>Na Unila, todos os estudantes brasileiros têm aulas de espanhol e os estudantes hispano-falantes, aulas de português como língua adicional, pelo menos durante dois semestres.</p>
         </fn>
      </fn-group>
      <ref-list>
         <title>Referências Bibliográficas</title>
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            <title>Anexo 1</title>
            <table-wrap id="t05">
               <label>Anexo 1</label>
               <caption>
                  <title>Tradução realizada pelos estudantes na pesquisa.</title>
               </caption>
               <table frame="box" rules="none">
                  <thead>
                     <tr>
                        <th>Langostinos Abanico</th>
                     </tr>
                  </thead>
                  <tbody>
                     <tr>
                        <td><italic>Ingredientes</italic>:</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>Langostinos (elíjase la cantidad), una rama de tomillo, una hoja de laurel, aceite de oliva, sal, pimienta, judías verdes, un tomate.<break/>Para la mayonesa: aceite, vinagre, limón, huevos.<break/>Para el alioli, también ajo.</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>&nbsp;</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td><italic>Modo de preparación:</italic></td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>Se pone en una olla grande agua a hervir con bastante sal, granos de pimienta, una hoja de laurel, una rama de tomillo y una cucharada de aceite de oliva. Cuando hierva, se echan los langostinos y se dejan hasta que el agua vuelva a hervir. Después, se quita la cacerola del fuego y se dejan los langostinos dentro unos diez minutos. Luego se vuelcan en un colador grande para que escurran y se enfríen. Es aconsejable guardar el agua de los langostinos para después cocer las verduras.<break/>Mientras tanto, se cortan y se lavan las judías y se ponen a cocer en el agua que sobre de hervir los langostinos. Déjelas en el fuego unos quince minutos con la cacerola destapada para que se queden “enteras”. Se escurren en un colador y se refrescan debajo del grifo con un chorro de agua fría para que conserven un bonito color.</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>&nbsp;</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td><italic>Modo de preparación de la mayonesa y el alioli:</italic></td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>Para la mayonesa se ponen en un recipiente los huevos con una pizca de sal, pimienta y un poquito de vinagre. Entonces se bate poco a poco con la batidora y progresivamente se añade una cucharada y media de aceite de girasol. Al final, en cuanto la salsa ya esté bien hecha, se puede añadir una cucharadita de zumo de limón para que quede más suave. El alioli, para los cocineros iniciados, se haría de la misma manera que la mayonesa pero añadiendo dos dientes de ajos por cada yema de huevo.</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>&nbsp;</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td><italic>Decoración:</italic></td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>En cuanto esté preparada la mayonesa y el alioli, coja un plato grande o una fuente y añada una capa de mayonesa. Ponga el alioli en un borde del plato para que no se mezcle con el resto de los sabores, porque está muy picante. Después, coloque los langostinos pelados, sin piel y sin cabeza, como en la imagen. Decore el centro del plato con un tomate cortado en forma de flor. Se aconseja acompañar este plato de vino blanco seco muy frío.</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>¡Que aproveche!</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>&nbsp;</td>
                     </tr>
                     <tr>
                        <td>CHAMORRO GUERRERO, M. D. et al. Abanico. Libro del alumno. Barcelona: Difusión.</td>
                     </tr>
                  </tbody>
               </table>
            </table-wrap>
         </app>
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            <title>Anexo 2</title>
            <fig id="f01">
               <label>Anexo 2</label>
               <caption>
                  <title>Produção livre: redação do texto de uma receita a partir de imagens.</title>
               </caption>
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            <title>Anexo 3</title>
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               <label>Anexo 3</label>
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                  <title>Produção dirigida: receita para completar.</title>
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