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				<journal-title>Revista Caracol</journal-title>
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				<publisher-name>Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo</publisher-name>
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					<subject>DOSSIÊ: CULTURA E POLÍTICA NAS RELAÇÕES BRASILCHILE/CHILE-BRASIL</subject>
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						<subject>Os anos CEPAL-FLACSO no Chile dos sessenta</subject>
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				<article-title>Participação de Maria Hermínia Tavares</article-title>
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					<trans-title>Maria Hermínia Tavares’s participation</trans-title>
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						<surname>Almeida</surname>
						<given-names>Maria Hermínia Tavares de</given-names>
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					<institution content-type="original">Professora Titular Aposentada de Ciências Políticas e do Instituto de Relações Internacionais, na USP. É pesquisadora sênior do Cebrap. Autora, entre outros, de Crise econômica e interesses organizados (1997) e Sociedade e política no Brasil pós 64 (2020), em colaboração com Bernardo Sorj.</institution>
					<institution content-type="orgdiv1">Instituto de Relações Internacionais</institution>
					<institution content-type="orgname">USP</institution>
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			<pub-date date-type="pub" publication-format="electronic">
				<day>05</day>
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				<year>2022</year>
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			<pub-date date-type="collection" publication-format="electronic">
				<season>Jan-Jun</season>
				<year>2022</year>
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			<issue>23</issue>
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					<license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto sob uma licença Creative Commons</license-p>
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		<p>Participações de Maria Hermínia Tavares, Rodrigo Baño e Fernando Henrique Cardoso em 19 de agosto de 2019, no Centro de Pesquisa e Formação do SESC/SP, transcritas pelas editoras do dossiê.</p>
		<p>
			<fig id="f1">
				<label>Figura 1</label>
				<caption>
					<title>Rodrigo Baño, Maria Hermínia Tavares e Fernando Henrique Cardoso, no Centro de Pesquisa e Formação do SESC/SP, 2019</title>
				</caption>
				<graphic xlink:href="2317-9651-caracol-23-31-gf1.jpg"/>
				<attrib><bold>Fonte:</bold> acervo pessoal das editoras</attrib>
			</fig>
		</p>
		<p>Gostaria de agradecer a oportunidade de estar aqui e poder voltar quase cinquenta anos atrás no tempo. O Stanislaw Ponte Preta que os mais jovens aqui talvez não conheçam, foi um humorista importante na década de sessenta e dizia do crítico literário Brício de Abreu, que ele era tão velho, mas tão velho, que era uma testemunha ocular da história. É um pouco como testemunha ocular da história que eu me sinto aqui hoje para falar desse tema.</p>
		<p>Eu fui ao Chile para estudar e trabalhar na FLACSO, em março de 1970, por indicação pessoal do Fernando Henrique Cardoso, e fiquei lá até novembro de 1972. Por sinal, foi lá que conheci o André<xref ref-type="fn" rid="fn1"><sup>1</sup></xref> que por aquela época era ainda um menino. Eu saía daqui terminando a Faculdade de Filosofia da USP. São Paulo era uma cidade grande, do ponto de vista cultural, muito rica e movimentada, e fui parar numa Santiago com dois milhões de habitantes e uma vida cultural bastante mais acanhada do que a nossa. Entretanto, durante esses anos, Santiago tinha se tornado, sem dúvida, a capital das Ciências Sociais na América Latina. </p>
		<p>A experiência pela qual passei ali não tinha nada que ver com a experiência, essa sim acanhada, da Faculdade de Filosofia da USP daqueles anos, voltada para os seus temas e com pouca ou nenhuma vinculação com o resto do continente. Eu chegava numa cidade onde o que se discutia era América Latina e Santiago era a capital das Ciências Sociais da América Latina por duas razões. </p>
		<p>Primeiro, do ponto de vista institucional. Em 1948, a CEPAL tinha inaugurado sua sede em Santiago e, ao longo do tempo, foram sendo criadas outras instituições ligadas a ela que ganharam bastante importância. Dentre elas, o CELAD, Centro de Estudios Latinoamericanos de Demografía, fundado em 1957 e o ILPES, Instituto Latinoamericano de Planificación Económica y Social. Em 1957, foi criada a FLACSO, como resultado de um programa da Unesco com apoio dos governos da região, especialmente o brasileiro e o chileno, que acordaram que a escola da entidade fosse para o Chile e o Centro de Pesquisas, o CLAPS, ficasse no Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, a Universidade do Chile fundou também a Escuela de Estudios Económicos Latinoamericanos, conhecida como Escolatina, que teve enorme importância na formação de economistas latino-americanos, inclusive brasileiros que foram para lá. </p>
		<p>Em 1968, a OIT instalaria em Santiago o Programa Regional de Emprego para a América Latina e o Caribe, o PREALC, e a OEA tinha instalado o Centro Interamericano de Enseñanza de Estadística (CIENES), desde 1962. As universidades locais também foram criando centros de pesquisa importantes, como o Centro de Estudios Económicos, o CESO, na Universidad de Chile, em 1961, e o Centro de Estudios de la Realidad Nacional, o CEREN, na Universidad Católica, em 1968. Em 1966 tinha sido criado o Instituto de Estudios Internacionales que naquela época nós chamávamos a “boutique do Cláudio Véliz<xref ref-type="fn" rid="fn2"><sup>2</sup></xref>”, um economista chileno que criou o centro inspirado na <italic>Chatham House</italic> e nas suas regras. </p>
		<p>Era um mundo institucional muito rico. Eu podia sair da FLACSO, virar a esquina, almoçar no CELAD, andar três ou quatro quarteirões, fazer um curso na Escolatina e quando havia um seminário mais interessante, tomar um ônibus e ir lá para cima, para o bairro alto, até a CEPAL. Nossa vida era toda em torno da discussão sobre a América Latina. Santiago era capital das ciências sociais na América Latina também por essa circulação e por essa produção de ideias.</p>
		<p>Naquele momento, em maior ou menor grau, com maior velocidade ou não, os países da região estavam passando pelo processo de modernização capitalista e havia teorias para explicar isso. Dentre as teorias mais importantes, as mais em voga no final dos anos cinquenta, começo dos anos sessenta, eram duas: a teoria da modernização que dizia que existe um grande processo de passagem de sociedades agrárias tradicionais para sociedades urbanas industriais, dotadas de valores universalistas e o final desse processo desembocaria no estabelecimento da democracia. Todos os países, de alguma maneira, passavam por diferentes momentos, diferentes estágios desse processo. O que se tratava de entender, na América Latina, era em que ponto estava cada um desses países. A segunda teoria importante, de origem marxista, não era tão diferente assim. De alguma maneira, todos os países tinham que passar pela etapa da revolução burguesa e, obviamente, no final desse caminho estaria o futuro luminoso do socialismo. Mas de toda maneira, todos os países passariam por um processo semelhante de transformação e de instauração da ordem capitalista. </p>
		<p>O que a CEPAL trouxe de novo, de fundamental para pensarmos América Latina, foi a ideia de que os caminhos não eram todos iguais, havia especificidades e se tratava de entender o que era específico do desenvolvimento e da constituição do capitalismo nessa parte do mundo. Eu acho que as teorias da CEPAL sobre economia política e desenvolvimento deram base à constituição de um pensamento original sobre o nosso processo, sobre a formação das nossas sociedades, não só através de explicações mais gerais, como a da teoria da dependência, mas numa série de trabalhos mais específicos sobre a natureza da organização, a natureza do processo migratório, as relações entre campo e cidade, a natureza da sociedade agrária. Era isso que se discutia naquele momento quando eu estava no Chile, era esta temática da especificidade da América Latina que para mim era completamente nova e que nós estudávamos na CEPAL, na Escolatina, nos seminários e nos textos da CEPAL. </p>
		<p>A FLACSO foi criada quando as ciências sociais passavam por uma renovação do ponto de vista acadêmico, por um processo de maior institucionalização acadêmica e, sobretudo, de renovação das maneiras de se fazer ciências sociais. De uma fase que alguns autores chamam a etapa dos ‘sociólogos de cátedra’, ou seja, das pessoas que ensinavam a sociologia vinda do Direito ou de outras áreas, estava se passando para a ideia de que as ciências sociais podiam aspirar a ser uma forma de conhecimento organizado com seus métodos próprios, com seus estilos próprios de fazer pesquisa. Esse movimento surgiu em muitos lugares da América Latina. Na Argentina com o Gino Germani<xref ref-type="fn" rid="fn3"><sup>3</sup></xref>, no Brasil com o Florestan Fernandes<xref ref-type="fn" rid="fn4"><sup>4</sup></xref>, no Chile com Eduardo Hamuy<xref ref-type="fn" rid="fn5"><sup>5</sup></xref>, no Uruguai com Aldo Solari<xref ref-type="fn" rid="fn6"><sup>6</sup></xref>, e assim com uma série de outros fundadores. </p>
		<p>A FLACSO se constituiu nesse momento com a marca forte de que havia que formar pesquisadores em ciências sociais, com treinamento na área, dominando as técnicas de análise em ciências sociais e eu não sei se o senhor lembra [ela se refere a Fernando Henrique Cardoso], mas o senhor me mandou para lá dizendo, “tem que aprender metodologia”. Esse foi o mandato: “vá lá aprender, que aqui não se ensina muito, vá lá aprender a fazer pesquisa empírica”. </p>
		<p>O primeiro seminário que de alguma maneira inaugurou a FLACSO, em 1958, foi o Seminário Latino-americano sobre Métodos de Ensino e de Pesquisa em Ciências Sociais. Essa era uma marca muito forte da escola quando eu aí cheguei. Tinha muita aula de estatística, muita aula de método, circulava muita gente altamente capacitada para fazer isso. O Rolando Franco que era um sociólogo uruguaio radicado no Chile desde que ele foi fazer o curso da FLACSO numa turma anterior à minha, escreveu um livro excelente, <italic>La FLACSO clásica</italic>, onde ele conta a história da FLACSO de 1957 a 1973<xref ref-type="fn" rid="fn7"><sup>7</sup></xref>. Eu já disse a ele que suspeito que ele a chama de clássica porque ele estava lá naquele momento... Mas de toda maneira, a história da FLACSO está dividida entre uma etapa, digamos clássica - entre 1957 e 1973 -, quando foi uma escola fortemente latino-americana, do ponto de vista dos alunos. As turmas todas eram formadas por estudantes vindos do exterior - os chilenos não eram maioria na sala de aula - o que também criava um ambiente muito forte de discussão. Quando você está num país que não é o seu, você acaba se juntando ali com outros que também estão num país que não é o deles. Isso gerou uma experiência muito rica, do ponto de vista intelectual e pessoa.</p>
		<p>Em 1973 veio o golpe e a FLACSO continuou sendo um centro importante, foi um dos alicerces do CLACSO, o Conselho Latino-americano de Ciências Sociais, que manteve durante muito tempo viva essa experiência de interação entre os pesquisadores da América Latina em momentos bem difíceis, em momentos em que praticamente todos os países estavam sob ditaduras. Quando eu voltei ao Chile, algum tempo depois, foi com a FLACSO do segundo período que eu tive relações intelectuais e depois de amizade, porque ela continuava sendo uma instituição importante, e apesar de ter se transformado num Centro de Pesquisa em que a maior parte dos pesquisadores eram chilenos, ela continuava sendo referência importante para os pesquisadores de Ciências Sociais latino-americanos.</p>
		<p>Eu fiz uma lista um pouco aleatória para mostrar para vocês alguns dos formandos na FLACSO, na Escuela Latinoamericana de Sociología, a ELAS, que foi a que eu cursei. Foram dez turmas de pesquisadores de diversas partes da região. Ao lado da ELAS, existia uma escola menor que chamava Escuela Latinoamericana de Ciencia Política que teve sete turmas de estudantes. A lista é meio arbitrária porque eu imaginei que, para uma plateia brasileira poder ver quem foram alguns dos brasileiros que continuaram a ter importância na produção acadêmica, seria interessante. A lista começa com Enzo Faletto<xref ref-type="fn" rid="fn8"><sup>8</sup></xref> que foi da primeira turma, e segue com Aníbal Quijano<xref ref-type="fn" rid="fn9"><sup>9</sup></xref>, Carlos Filgueira<xref ref-type="fn" rid="fn10"><sup>10</sup></xref>, Manuel Mora y Araujo<xref ref-type="fn" rid="fn11"><sup>11</sup></xref>, Eduardo Muñoz<xref ref-type="fn" rid="fn12"><sup>12</sup></xref>, Edelberto Torres Rivas<xref ref-type="fn" rid="fn13"><sup>13</sup></xref>, Rubén Kaztman<xref ref-type="fn" rid="fn14"><sup>14</sup></xref>, e depois, os brasileiros Fábio Wanderley Reis<xref ref-type="fn" rid="fn15"><sup>15</sup></xref>, Simon Schwatzman<xref ref-type="fn" rid="fn16"><sup>16</sup></xref>, Vilmar Faria<xref ref-type="fn" rid="fn17"><sup>17</sup></xref>, Carlos Hasenbalg<xref ref-type="fn" rid="fn18"><sup>18</sup></xref>, Orlandina de Oliveira<xref ref-type="fn" rid="fn19"><sup>19</sup></xref>, e por aí vai. Entre os alunos da Escuela Latinoamericana de Ciencia Política está também o Carlos Estevam<xref ref-type="fn" rid="fn20"><sup>20</sup></xref>, importante nessa história inteira. Finalmente, é relevante destacar que a FLACSO mantinha uma revista e entre os editores da <italic>Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales</italic> estavam o José Serra<xref ref-type="fn" rid="fn21"><sup>21</sup></xref> e o Almino Affonso<xref ref-type="fn" rid="fn22"><sup>22</sup></xref>.</p>
		<p>Era mais ou menos essa história que eu queria contar para vocês. Na verdade, o Chile me transformou numa cientista social, foi lá que eu me formei. O Chile é meu segundo país porque lá também estabeleci relações de amizade muito intensas e permanentes, e foi lá que virei uma pesquisadora latino-americana. Eu saí daqui uma pesquisadora brasileira que tinha vontade de ir para a França fazer doutorado em Paris - que era para onde nós todos queríamos ir naquela época - e voltei uma outra pesquisadora, com um horizonte do continente onde estou e permanecerei. </p>
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	<back>
		<fn-group>
			<fn fn-type="other" id="fn1">
				<label>1</label>
				<p>André Singer, moderador da mesa. Professor de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo, foi secretário de imprensa do jornal Folha de S. Paulo (1987-88) e porta-voz do presidente Lula da Silva em seu primeiro mandato (2003-2007).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn2">
				<label>2</label>
				<p>Claudio Véliz (1930-). Economista, historiador e sociólogo chileno. Entre 1962 e 1966 foi <italic>Senior Research Fellow</italic> no <italic>Royal Institute of International Affairs</italic>, a <italic>Chatham House</italic>.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn3">
				<label>3</label>
				<p>Gino Germani (1911-1979). Sociólogo, editor e tradutor italiano exilado entre 1934 e 1966 na Argentina onde trabalhou no Instituto de Sociologia de Buenos Aires e na UBA, para a qual organizou a criação do departamento de Sociologia.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn4">
				<label>4</label>
				<p>Florestan Fernandes (1920-1995). Patrono da sociologia brasileira sob a lei nº 11 325, também foi deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tendo participado da Assembleia Nacional Constituinte em 1986.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn5">
				<label>5</label>
				<p>Eduardo Hamuy (1916-1989). Sociólogo chileno, fundador e diretor do <italic>Instituto de Investigaciones Sociológicas</italic>, em 1957.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn6">
				<label>6</label>
				<p>Aldo Solari (1922-1989). Pioneiro da sociologia uruguaia.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn7">
				<label>7</label>
				<p>Franco, Rolando. <italic>La FLACSO Clásica (1957-1973): vicisitudes de las ciencias sociales latinoamericanas</italic>. Santiago: Catalonia, 2007.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn8">
				<label>8</label>
				<p>Enzo Faletto (1935-2003). Sociólogo, professor titular da Universidade do Chile. Trabalhou longos anos na Divisão de Desenvolvimento Social, FLACSO, da CEPAL.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn9">
				<label>9</label>
				<p>Aníbal Quijano (1930-2018). Sociólogo e teórico peruano. Foi professor da Universidad de San Marcos em Lima, e na University of Binghamton, em Nova York. Fundou a Universidad Ricardo Palma, em Lima. Ele fez seus estudos de mestrado na FLACSO em Santiago do Chile, e depois entre 1965 e 1971 trabalhou como pesquisador na Divisão de Assuntos Sociais da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), também em Santiago. Ele é o originador da importante formulação da Teoria da &quot;Colonialidade do Poder&quot; nos anos 90.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn10">
				<label>10</label>
				<p>Carlos Filgueira, sociólogo uruguaio Estudou na FLACSO-Chile, junto com outros intelectuais de destaque. Em 1975 fundou o Centro de Pesquisas e Estudos Sociais do Uruguai (CIESU), junto com Héctor Apezechea e Suzana Prates, brasileira, que também esteve na FLACSO no Chile, posteriormente constituirão a Grupo de Estudo sobre a Situação da Mulher no Uruguai (GRECMU).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn11">
				<label>11</label>
				<p>Manuel Mora y Araujo (1937-2017). Sociólogo e analista político argentino; especialista em investigação e análise de mercado, estudou na FLACSO-Chile; deu aulas na Universidad do CEMA e na Universidad Torcuato di Tella (Buenos Aires), da qual foi reitor entre 2009 y 2013.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn12">
				<label>12</label>
				<p>Eduardo Muñoz Sandoval é professor assistente da Escuela de Salud Pública da Universidad de Chile. Estudou Ciências Sociais na FLACSO-Chile e História Política na École des Hautes Études de Sciences Sociales (EHESS), em París.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn13">
				<label>13</label>
				<p>Edelberto Torres Rivas (1930-2018). Sociólogo guatemalteco reconhecido por seus estudos latino-americanos de sociologia política, formação de Estados, mudanças sociais e processos democráticos na Guatemala. Foi secretário geral da FLACSO em Santiago, onde foi discípulo de Fernando Henrique Cardoso; foi também consultor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e coordenador dos seis volumes da<italic>Historia general de América Central</italic>(1993).</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn14">
				<label>14</label>
				<p>Rubén Kaztman (1939-). Sociólogo argentino, Magister pela FLACSO e pela University of California, Berkeley. Foi diretor da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) em Montevidéu. É professor Emérito da Universidad Católica de Montevideo.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn15">
				<label>15</label>
				<p>Fábio Wanderley Reis (1937-). Cientista político brasileiro, professor fundador da Universidade Federal de Minas Gerais. Em 1962 recebeu bolsa da Unesco para realizar uma pós-graduação em Sociologia na Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO) de Santiago, onde obteve, em 1963, o título de Especialista em Sociologia com a obra “Subdesenvolvimento Agrário, Modernismo e tradicionalismo”.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn16">
				<label>16</label>
				<p>Simon Schwatzman, sociólogo brasileiro, formado na Universidade de Minas Gerais (UFMG), fez mestrado na FLACSO-Chile. Foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e é membro da Academia Brasileira de Ciências.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn17">
				<label>17</label>
				<p>Vilmar Faria (1942-2001). Sociólogo brasileiro. Presidente do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), foi assessor especial da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), responsável pelas políticas públicas; obteve a especialização na FLACSO, em Santiago do Chile, em 1967.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn18">
				<label>18</label>
				<p>Carlos Hasenbalg (1942-2014). Sociólogo argentino. Obteve seu mestrado pela FLACSO do Chile e seu doutorado pela Universidade da Califórnia em Berkeley, de onde desenvolveu sua importante contribuição para os estudos sobre racismo no Brasil moderno.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn19">
				<label>19</label>
				<p>Orlandina de Oliveira (1943-). Socióloga brasileira, naturalizada mexicana. Concluiu seu mestrado na Universidade do Chile. Desde 1970 é pesquisadora e professora no Colegio de México, onde realiza estudos sobre trabalho, juventude, mulher e desigualdade social.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn20">
				<label>20</label>
				<p>Carlos Estevam (1934-2009). Foi professor do Departamento de Ciência Política da USP e membro do Cebrap. Foi Secretário da Educação do Estado de São Paulo durante os governos de Luis A. Fleury e Orestes Quercia.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn21">
				<label>21</label>
				<p>José Serra (1942-). Economista e político brasileiro. Com o golpe militar de 1964, ele se exilou no Chile. Lá ele estudou economia, lecionou na Universidade do Chile e trabalhou na Comissão Econômica da ONU para a América Latina e na FLACSO. Mais tarde ele trabalhou no Instituto de Estudos Avançados em Princeton. Posteriormente, ele ocupou vários cargos políticos no Brasil.</p>
			</fn>
			<fn fn-type="other" id="fn22">
				<label>22</label>
				<p>Almino Affonso (1929-). Político vinculado ao Partido Socialista Brasileiro, Ministro do Trabalho e Previdência Social no governo de João Goulart. Derrotado pelo golpe de 1964, ele viveu no exílio por doze anos na Iugoslávia, Uruguai, Chile, Peru e Argentina. No Chile foi professor da Universidade Católica (1972-1973) e diretor da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (1973-1974).</p>
			</fn>
		</fn-group>
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