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                <journal-title>Caracol</journal-title>
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                <article-title>Entrevista a Maximina Maria Freire</article-title>
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                        <surname>Baptista</surname>
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                <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Letras Modernas</institution>
                <institution content-type="original">Doutora e Mestre em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora da Graduação e Pós-Graduação no Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Tem experiência na área de Linguística Aplicada, com ênfase nos seguintes temas: formação de professores, reflexão, ensino e aprendizagem de línguas presencial e a distância.</institution>
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                <institution content-type="orgdiv2">Pós-Graduação em Linguística da UFC e no de Pós-Graduação em Língua e Cultura da UFBA</institution>
                <institution content-type="original">Doutora em Linguística pela UNICAMP e Mestre em Letras e em Educação, ambos pela Universidade de São Paulo. Professora do Departamento de Letras Românicas da Universidade Federal da Bahia. Atua nos programas de Pós-Graduação em Linguística da UFC e no de Pós-Graduação em Língua e Cultura da UFBA. Tem experiência na área de Linguística Aplicada, principalmente nos seguintes temas: ensino e aprendizagem de línguas e formação de professores.</institution>
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                <corresp id="c01">Contato: <email>momayrink@usp.br</email>
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                <corresp id="c02">Contato: <email>liviarad@yahoo.com</email>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
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        <p>CARACOL: Muito se fala sobre o impacto das tecnologias no ensino na atualidade. Como você caracteriza esse cenário?</p>
        <p>Maximina Maria Freire: As tecnologias têm grande presença e influência no mundo contemporâneo. Nas mais variadas situações de vida – o pedido de uma refeição, a compra de um livro ou de um eletrodoméstico, uma pesquisa acadêmica – busca-se, na Internet, uma informação ou confirmação de algum dado. A comunicação passou a ser mediada pelas redes sociais e grande parte, se não a maior parte, de nossas conversas passou a acontecer em espaços digitais, como os disponibilizados pelo <italic>FaceBook</italic> e <italic>whatsapp</italic>, por exemplo. No universo que circunda a escola, a tecnologia tem um papel dominante em praticamente todos os setores, profissionais e pessoais.</p>
        <p>Quando se pensa no universo escolar, contudo, o cenário não é o mesmo: as escolas que dispõem de recursos tecnológicos e que os integram às situações de ensino-aprendizagem de forma regular e eficiente ainda são consideradas exceção. No geral, tais recursos, quando utilizados, são restritos a ocasiões pontuais, em disciplinas específicas. O computador, por exemplo, é usado para exibições de vídeos, filmes ou apresentações em PowerPoint. Os celulares são praticamente banidos do contexto educacional, amparados por regulamentos que garantem sua proibição na sala de aula.</p>
        <p>Dessa forma, a tecnologia acaba entrando clandestinamente na escola, por meio dos textos que o professor traz, das apresentações com que ilustra suas aulas, dos videos ou filmes que, às vezes, exibe ou que, apenas, indica que os alunos assistam em casa. Sua clandestinidade também se verifica nas pesquisas que os alunos realizam e nos trabalhos que entregam para as várias disciplinas que cursam, ainda que, nem sempre, as fontes sejam identificadas. Dessa maneira, perde-se muito tempo proibindo o recurso e perde-se muito do potencial que ele tem a oferecer. Poderíamos, então, empregar tempo e energia para buscar formas produtivas de utilizá-lo em sala de aula.</p>
        <p>Em minha opinião, hoje em dia, a falta de equipamento adequado e em número suficiente (no caso de computadores), a falta de infraestrutura (banda larga, wi-fi e manutenção), e a falta de formação (dos professores e gestores), e de uma política de utilização têm sido mais impactantes (negativamente) do que a inclusão da tecnologia propriamente dita.</p>
        <p>CARACOL: Em que medida você acha que esse movimento se aplica ao contexto brasileiro?</p>
        <p>MMF: O cenário acima é o brasileiro e, em alguma medida, também o que se vê em muitos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, os computadores começaram a ser inseridos em contextos educacionais na década de 60, tendo seu desenvolvimento a partir daí para, no final da década de 80, serem conectados à Internet.</p>
        <p>No caso brasileiro, começamos bem mais tarde, praticamente no início da década de 90, mas tivemos um desenvolvimento muito rápido, indo da inclusão do computador em contextos escolares até a conexão deles à Internet, na mesma década. Então, se começamos mais tarde, avançamos bem mais depressa, crescemos muito mais rapidamente. O mesmo aconteceu com o celular: em termos quantitativos, somos um dos países que mais se destaca em termos de posse e uso de aparelhos celulares. Esse é um dado que deve chamar a atenção de educadores, pois o celular é um instrumento a ser prontamente explorado: nem todos têm computador, mas praticamente todos têm um celular conectado à Internet. Esse é um dado muito significativo: precisamos ser sensíveis a essa realidade e ao seu potencial.</p>
        <p>CARACOL: Podemos afirmar que o perfil do professor no século XXI já mudou? E o perfil do aluno, já é outro? Por quê?</p>
        <p>MMF: Essa questão de mudanças precisa ser equacionada com cuidado. Eu diria que o mundo mudou, o aluno mudou, mas a escola <italic>teima</italic> em não mudar e o professor, a maior parte do professorado, <italic>insiste</italic> em ser o mesmo. É esse o panorama que vejo, infelizmente. O velho argumento, mesmo muito desgastado, ainda é utilizado: <italic>“deu certo para mim, por que não dará certo para eles?”</italic> Contudo, parece ser fácil responder: <italic>“não dá certo!”</italic></p>
        <p>Os tempos são outros; os alunos, suas necessidades, suas expectativas, seus desejos também são outros. Por isso, não podemos continuar os mesmos! Nenhum aluno consegue ficar sentado, passivamente, durante os 50 minutos de uma aula, ouvindo um professor falar, expor sua matéria, sem comentar, sem interagir.</p>
        <p>Não podemos continuar perpetuando uma escola fragmentada, de conteúdos desconectados, que valorize a memorização de conteúdos como forma de aprendizagem. O aluno de hoje quer desafio e o professor precisa apresentá-lo, de forma inteligente. O professor precisa compartilhar com</p>
        <p>o aluno a responsabilidade pela construção do conhecimento. O aluno precisa participar e ser responsável pelo seu processo de transformação da informação em conhecimento.</p>
        <p>Vejo que a escola e o professor não mudaram: continuam os mesmos, reproduzindo um paradigma educacional que não fornece mais respostas para as perguntas que temos. Os alunos ainda não estão tão engessados nesse paradigma e, talvez por isso, vivem os dilemas de dois mundos: o da <italic>mesmice</italic> que se perpetua dentro da escola e o <italic>desafiador</italic> que parece existir além dos seus muros. O aluno quer romper barreiras, ser provocado, ir além. O professor prefere ficar em sua zona de conforto, repetindo o conhecido, sem se aventurar. Enquanto houver esse descompasso, a escola irá perdendo seu ritmo e continuará sendo monocromática.</p>
        <p>Precisamos, urgentemente, de uma reforma educacional, mas, como afirma Edgar Morin, em sua obra, ela não ocorrerá se não houver uma reforma do pensamento. Como o autor, não sei qual das duas deverá acontecer primeiro, ou se as duas deverão ser simultâneas, porém ambas são mais do que urgentes.</p>
        <p>CARACOL: Que avanços teórico-metodológicos são necessários para uma integração mais eficaz das TIC na educação?</p>
        <p>MMF: Essa é uma questão difícil porque temos lacunas enormes em duas direções, levando–nos a pensar que seria preciso atuar tanto no nível da licenciatura, quanto no nível da docência, procurando instrumentalizar o aluno em formação e o professor em serviço.</p>
        <p>Considerando a licenciatura, seria conveniente que o aluno em formação fosse exposto às TIC, primeiramente, como usuário para que pudesse refletir sobre esse papel, a partir de sua experiência, e à luz da leitura de teóricos que discutem questões relacionadas à integração das TIC no processo ensino</p>
        <p>-aprendizagem. Depois de viver e discutir o papel do usuário, seria pertinente que vivesse e refletisse sobre o papel do professor no contexto digital. Nesse ponto, a vivência e a leitura dos teóricos que abordam questões de docência trariam ao professor em formação maior bagagem para capacitá-lo ao desenho de situações de aprendizagem online e/ou mediadas por TIC.</p>
        <p>Considerando os professores em serviço, seria pertinente colocá-los no papel de usuários, primeiramente, para que, depois, pudessem desempenhar a função de docentes online. O percurso seria semelhante ao descrito para</p>
        <p>o graduando, contudo, os professores já teriam a experiência docente e, por isso, mais repertório para elaborar atividades digitais, distinguindo-as das presenciais.</p>
        <p>Em ambos os casos, o estudo de experiências bem sucedidas de inclusão das TIC seria muito importante, pois daria uma ideia mais concreta de seu potencial e suas possibilidades.</p>
        <p>CARACOL: Considerando esse cenário, que demandas ou desafios se apresentam para as instituições de ensino superior formadoras de professores?</p>
        <p>MMF: As instituições precisariam rever seus cursos de licenciatura, procurando incluir na matriz curricular momentos e/ou disciplinas que permitissem ao aluno a exposição às TIC como usuários, primeiramente, e, posteriormente, como professores. Esses momentos e/ou disciplinas precisariam incluir o uso de vários recursos e uma reflexão crítica sobre o proposto e o realizado, tanto do ponto de vista do aluno, quanto do ponto de vista do professor. Essa vivência, seguida de reflexão crítica, forneceria</p>
        <p>a fundamentação teórico-prática necessária para que o futuro professor pudesse não apenas lançar mão das TIC, mas fazê-lo de modo informado e consciente.</p>
        <p>Outra demanda e desafio para as instituições formadoras de professores poderia estar localizado no âmbito da educação continuada, na oferta de cursos de extensão ou programas para professores em serviço. A proposta poderia estar embasada no mesmo princípio apresentado para os cursos de licenciatura: expor o professor cursista às TIC como usuário, primeiramente e, depois, como professor, elaborando atividades e situações de aprendizagem mediadas por recursos tecnológicos. A experiência prática também seria seguida por discussão e reflexão crítica que forneceriam o embasamento necessário para que o professor pudesse incluir as TIC em suas aulas de forma pertinente.</p>
        <p>CARACOL: Pensando na produção de materiais e conteúdos digitais para o ensino de línguas na escola básica, no seu modo de ver, como os pesquisadores podem contribuir?</p>
        <p>MMF: A contribuição dos pesquisadores pode ser valiosa e acontecer, por exemplo, da seguinte forma:</p>
        <list list-type="bullet">
            <list-item>
                <p>por meio da formação de grupo de leitura e discussão de artigos que reportem a aplicação das TIC em contextos escolares;</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>encontros entre pesquisadores e professores, com a finalidade de elaboração de materiais didáticos digitais;</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>elaboração de projetos conjuntos – entre professores e pesquisadores – com objetivos específicos que atendam às necessidades da escola;</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>encontros entre pesquisadores e um grupo de professores de várias escolas para a elaboração de um repositório a ser utilizado pelas escolas da mesma Diretoria de Ensino ou da mesma região.</p>
            </list-item>
        </list>
        <p>CARACOL: Quais seriam os principais desafios e perspectivas para a formação de professores de línguas com respeito às estratégias de aprendizagem e de ensino no cenário tecnológico?</p>
        <p>MMF: Em minha opinião, o principal desafio para a formação de professores se concentra na articulação do <italic>quando, para quê</italic> e <italic>como</italic> utilizar a tecnologia para propósitos educacionais, pois esse questionamento, de certa forma, precede o de natureza estratégica que é feito no nível do desenho de curso e do planejamento de atividades, mas que conduz ao questionamento estratégico, caracterizando um movimento circular, como explico a seguir.</p>
        <p>Entendo que <italic>quando, para quê</italic> e <italic>como</italic> são três perguntas decorrentes uma da outra, complementares e, por isso, indissociáveis: o <italic>quando</italic> está intimamente ligado ao(s) objetivo(s) que se quer alcançar e, portanto, ao <italic>para quê;</italic> mas os dois se concretizam no <italic>como</italic>, ou seja, se materializam, em termos práticos, em uma determinada atividade que, para ser elaborada, envolve a percepção de estratégias de ensino que levam o professor a pensar no(s) objetivo(s), nas estratégias de aprendizagem que pretendeu focalizar. Esse movimento circular não se desenvolve no sentido de originar um círculo fechado, acabado, restrito em si mesmo; trata-se de um movimento circular espiralado que se desenvolve em progressão crescente e que permite que os conteúdos das atividades criadas posteriormente dialoguem com os conteúdos das atividades prévias, gerando uma complementaridade progressiva.</p>
        <p>Um curso de formação, explorando essa perspectiva, estaria desenvolvendo a noção de que as situações de aprendizagem são estrategicamente compostas, dialogando entre si. Dessa forma, estaria rompendo com a noção de unidades estanques, independentes e fechadas em si mesmas, como em muitos livros didáticos. Essa seria uma nova proposta a ser materializadas também por meio das TIC.</p>
        <p>CARACOL: Pensando nas diversas competências, como se definiria a do professor de línguas em relação à tecnologia? Quais seriam os saberes necessários para esse professor no contexto da escola básica? Como os cursos de formação de professores podem contribuir?</p>
        <p>MMF: Considerando a inclusão das TIC no processo ensino-aprendizagem de línguas, acredito que o professor deva ter competência tecnológica, ou seja, conhecimentos básicos em relação ao recurso que decidir utilizar em sua aula. Não há necessidade de que seja um profundo conhecedor em todos os seus detalhes, desde os mais gerais até os mais refinados. Porém, é necessário que, de modo geral, saiba lidar com o recurso.</p>
        <p>Os cursos de formação tecnológica de professores sempre abordam as questões operacionais principais e, no geral, alertam para o fato de que, em cada turma, pode haver algum aluno mais proficiente, tecnologicamente falando, que sabe algum detalhe diferente, algum comando a mais, que ensina uma novidade ao grupo e ao professor.</p>
        <p>Nesse sentido, o professor que utiliza um recurso tecnológico em sua aula precisa ter abertura para aprender com os alunos, pois isso geralmente acontece – e não é demérito: afinal, ele é professor de línguas e, não, de tecnologia. Se servir de conforto, ele pode pensar dessa maneira. Essa postura pode ser discutida em um curso de formação de professores; essa é mais uma contribuição que a formação pode trazer ao docente.</p>
        <p>Para finalizar, ressalto que as TIC devem sempre ser percebidas como recurso, como mediadoras e, nunca, como centrais, como finalidade da aula de línguas. Se o professor der a elas a dimensão adequada, elas o ajudarão a atingir os objetivos traçados. Se elas se tornam o centro do processo,</p>
        <p>o aspecto mais importante da aula de línguas, alguma coisa está fora de foco e precisa ser revista e repensada. Acredito que, se o professor tiver esse cuidado em mente, terá a medida exata que as TIC devem ter. Elas podem ser de grande utilidade quando forem pertinentes ao assunto da aula; usá-las apenas por usá-las, não faz sentido algum.</p>
        <p>Quando usá-las, então? Para fazer o de sempre, por meio de um recurso tecnológico? Acredito que não. Um bom curso de formação vai auxiliar o professor a usar seu bom senso para saber quando um recurso tecnológico é necessário: para fazer o novo, de uma forma inédita, por meio de um recurso também inédito. Esse me parece ser o indicativo do bom senso.</p>
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                <p>Maximina Maria Freire Doutora em Educação pelo Ontario Institute for Studies in Education, University of Toronto, Canadá. Professora Assistente Doutorano Departamento de Inglês e no Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atua em docência, pesquisa, extensão e orientação, nos seguintes temas: formação de professores em/para contextos presenciais e digitais; planejamento, implementação e avaliação de interfaces digitais e ambientes digitais de ensino-aprendizagem; abordagem hermenêutico-fenomenológica de pesquisa; educação a distância; complexidade; design educacional complexo. Contato: <email>mmfreire@uol.com.br</email></p>
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