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                <article-title>Clemente Airó et al. <italic>Los restos del naufragio: relatos del exilio republicano español</italic>. Edición y prólogo de Fernando Larraz y Javier Sánchez Zapatero. Madrid: Salto de Página, 2016. 375 p.</article-title>
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                <institution content-type="original">Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), campus São Roque. Mestre (2011) e Doutora (2016) em Letras (Língua Espanhola e Literaturas Espanhola e Hispano Americana) pela Universidade de São Paulo com a dissertação Exílio em revista: Max Aub em Cuadernos americanos e a tese Personagens escritores na narrativa de Max Aub. Integrante do Grupo de Pesquisa “Violência de Estado e exílio: memória e testemunho”.</institution>
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                <corresp id="c01">Contato: <email>cruzka@usp.br</email></corresp>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
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        <p><italic>Los restos del naufragio:</italic> relatos del exilio republicano español resgata um conjunto de contos de autores que escreveram na Espanha peregrina. O trabalho de compilação realizado por Fernando Larraz e Javier Sánchez Zapatero é bastante relevante porque tem em conta o delicado processo de canonização de escritores do exílio literário de 1939 na literatura espanhola (p. 10-11). O leitor encontra autores hoje reconhecidos pela crítica ao lado de outros pouco conhecidos como Jesús Izcaray.</p>
        <p>Larraz e Sánchez Zapatero observam que os escritores reunidos na antologia resistem à incorporação em estudos de conjunto devido a sua heterogeneidade. Esse é outro elemento que sobressai na leitura. A pluralidade existente nos textos da coletânea se contrapõe a certa homogeneidade associada à literatura que se produz e que circula na Espanha do interior. Para Larraz e Sánchez Zapatero, é provavelmente a duração prolongada o traço que torna o exílio literário de 1939 um fenômeno sem precedentes históricos ou culturais. Os especialistas ressaltam, tanto no prólogo como através da seleção dos autores, a dispersão geográfica como um dado vinculado ao êxodo republicano, uma vez que há grandes diferenças entre os países que os acolheram: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, México, Porto Rico, República Dominicana, Venezuela, Reino Unido, URSS, entre outros.</p>
        <p>A extensão no tempo e o âmbito geográfico disperso são coordenadas importantes para considerar a diversidade da literatura do exílio. Partindo, portanto, de textos que opõem resistência à classificação na história literária, o livro busca problematizar formas de ser escritor(a) no exílio bem como o lugar histórico da literatura exilada, em particular, de sua narrativa (p.12). Com base nessa premissa, Larraz e Sánchez Zapatero pretendem que a antologia seja “más representativa que exhaustiva” (p. 13), não se limitando a ser um exercício de retomada dos tópicos mais reiterados da literatura exilada, como a nostalgia, a melancolia e o desarraigamento (p. 13).</p>
        <p>E <italic>Los restos del naufragio</italic> cumpre plenamente os objetivos enunciados no prólogo. Em “El hechizado”, de Clemente Airó, por exemplo, o protagonista, que “había nacido en tierras frías” (p. 235), é seduzido por uma mulata da cor de cobre chamada Mercedes e está deslumbrado pela paisagem tropical do país onde vive. Embora exista um contraponto entre um aqui-lá e um agora-antes, a história, carregada de erotismo, desenvolve-se de modo a indicar o encantamento do emigrado ante a nova realidade. Esse conto remete à pluralidade do conjunto de textos. Larraz e Sánchez Zapatero sublinham que “el devenir del tiempo fue disgregando al colectivo, situando a sus representantes en diferentes destinos, cada uno con sus propios condicionamientos, inercias y referencias culturales.” (p. 14). “El hechizado” alude ao destino de Airó, que após uma curta estada em Santo Domingo instala-se em Bogotá, produzindo uma obra “más centrada en el presente colombiano que en el pasado español” (p. 232).</p>
        <p>Assim, no prólogo, Larraz e Sánchez Zapatero referem-se a muitos exílios, a várias atitudes e maneiras de enfrentá-los (p. 15) sem, no entanto, ignorar afinidades temáticas, formais e pragmáticas entre os textos constitutivos da literatura do exílio. Os especialistas assinalam, nesse aspecto, que é comum aos escritores o imperativo de “hacer de la escritura un medio para preservar una identidad – personal y colectiva” (p. 16). Esse imperativo convive, dialeticamente, com “la vivencia cotidiana en los territorios de acogida.” (quarta capa).</p>
        <p>No trabalho de edição, o material foi dividido em três blocos temáticos: “Memoria de España y de una guerra”, “Por los caminos del exilio” e “La vuelta imposible”. O número de contos por bloco varia – seis, sete e quatro, respectivamente –, sendo que há no prólogo observações sobre correspondências entre os textos. Os contos são antecedidos por uma nota biográfica e bibliográfica em que se encontra a produção literária anterior (se houve) e posterior à guerra civil de cada autor bem como sua atuação na contenda e no exílio.</p>
        <p>Em “Memoria de España y de una guerra”, estão os textos de José Ramón Arana, Paulino Masip, Juan Chabás, César M. Arconada, Segundo Serrano Poncela e María Teresa León. Inicia este bloco “Mosén Anselmo”, de Arana, em que se representam as lembranças da infância do narrador, vizinho do padre Mosén Anselmo, que lhe despertava temor. A imagem do padre é contraposta à do carpinteiro ateu Serafín. A narrativa recria o “siempre actual tema de las ‹dos Españas›.” (p. 17).</p>
        <p>Tanto em “El alfar” (Masip) como em “Juan de la tierra” (Chabás), o tempo do narrado compreende a guerra espanhola, além de um período anterior a 1936. En “El alfar”, um grupo de <italic>señoritos</italic> compra peças de argila do senhor Bautista para quebrá-las por diversão. Ao dar-se conta da iniciativa do grupo, o senhor Bautista impede a continuidade da ação, que denomina de crime. O conto termina por meio de uma referência à guerra civil: “No mucho después, el alfar del señor Bautista y de su hijo ardió en llamas. Fue la rotura grande./ Era la guerra civil.” (p. 46).</p>
        <p>Na narrativa de Chabás, o leitor acompanha a trajetória de Juan, que sempre preferiu o campo ao mar. O personagem, que desde os treze anos é metalúrgico, ao terminar seu turno na fábrica, dirige-se habitualmente ao terreno onde cultiva frutas e legumes. Nessa época, Juan <italic>de la tierra</italic> organiza a greve entre os operários da fábrica, que passará a produzir munição para fuzis e metralhadoras. A ação detém-se também sobre março de 1938, quando o personagem está na frente de combate de Teruel.</p>
        <p>Nos contos seguintes, o tempo da matéria narrativa é a guerra civil. Em “Aventuras de tres pilluelos”, de Arconada, são configuradas as aventuras de três crianças sozinhas (Colás, Lucio e Tina), dispostas a resistir e a defender Madri dos sublevados. O conto ficcionaliza os bombardeios e a evacuação de crianças e de mulheres. Em “Cirios rojos”, de Serrano Poncela, e em “Esplendor de Teresa”, de León, recria-se a violência com que o bando nacionalista investe contra os republicanos. No primeiro conto, o título alude à existência de um santuário repleto de círios acesos na casa de María del Refugio, “una beata solterona” (p. 101) que denuncia o fugitivo Gaspar Bellido aos nacionalistas em Salamanca, em julho de 1936. Já “Esplendor de Teresa” narra atrocidades ocorridas a Teresa, uma mulher do campo que padece atos bárbaros para proteger seu companheiro Lucas, procurado pelos rebeldes.</p>
        <p>O segundo bloco da antologia – “Por los caminos del exilio” – reúne os textos de Simón Otaola, Esteban Salazar Chapela, Pablo de la Fuente, José Herrera Petere, Martín de Ugalde, Clemente Airó e Ramón J. Sender. A marca do plural em <italic>los caminos</italic> sugere as várias possibilidades de que dispõem os escritores para plasmar a nova realidade nos territórios de acolhida. Em “¡Esa mala hierba, el escepticismo!”, de Otaola, conta-se a história de <italic>don</italic> Prudencio Romeral, emigrado espanhol definido pelo narrador como “pintor de melancolías y sórdidos callejones sin salida.” (p. 149). Seu traço mais expressivo é o pessimismo, que o consome em seu desterro no México, onde seu dia a dia é marcado por um ir e vir de enterros. Em “Destino y casualidad”, de Salazar Chapela, Sebastián Escobedo narra o dilema amoroso vivido por Agustín Jorrito, emigrado espanhol na Inglaterra e no México, respectivamente.</p>
        <p>Em “Gentes al margen” (De la Fuente), o alfaiate vienense Kramp emigra para a América em decorrência da perseguição nazista na Segunda Guerra Mundial, ou seja, “para evitarse caer en las violencias hitlerianas de la anexión.” (p. 188). Seu amigo, o médico e político Kurt que, sem licença para exercer a profissão no país de acolhida e ex-prisioneiro de um campo de concentração, também representa o emigrado europeu marginalizado. O conto desenvolve-se, portanto, sobre um plano que permite relacionar a situação dos espanhóis à de outras vítimas de intolerância e de violência (p. 18). Na narrativa de Herrera Petere, “El indio enigmático y solo” é Jerónimo de Heredia, alvo de discriminação social, que em seu deambular pela Cidade do México busca advertir o engenheiro mestiço Barragán de que a cidade está prestes a ruir. Como em “Gentes al margen” e “El indio enigmático y solo”, no conto “Un real de sueño sobre un andamio”, de Ugalde, tampouco se trata diretamente da situação do coletivo dos exilados espanhóis, mas da marginalização dos personagens, concretamente, do emigrado na Venezuela.</p>
        <p>Além de “El hechizado” (Airó), que capta o olhar do estrangeiro sobre o país receptor, o último conto do segundo bloco é “El buitre”, de Sender.</p>
        <p>Aqui, a ave de rapina, que fala, aproxima-se com cautela de um homem morto caído em um vale deserto, em meio a estrondos de canhão. Os contos de Herrera Petere, Ugalde, Airó e Sender são exemplos de que “los autores de la diáspora, lejos de obcecarse y centrarse en sus propias miserias, fueron capaces de observar lo que ocurría a su alrededor” (p. 19).</p>
        <p>Já o terceiro bloco temático da antologia, “La vuelta imposible”, reúne Jesús Izcaray, Manuel Andújar, Francisco Ayala e Max Aub. O primeiro conto, “La luz en la ventana”, é de Izcaray e configura a volta clandestina de um militante comunista à Espanha. A tensão narrativa é criada pela aproximação do personagem a sua antiga casa para rever sua mulher Clotilde e seu filho Juan. Durante a tentativa, “se hacía […] consideraciones por persuadirse a sí mismo de que no cometía ninguna imprudencia grave pasando por allí.” (p. 256). Aquela era a terceira vez em que passava pela casa sem bater à porta em quase dois anos, forte indício de sua fidelidade às orientações do partido.</p>
        <p>En “La mujer de Fabián”, de Andújar, ao desembarcar na Espanha após “una ausencia prolongada” (p. 288), o narrador-personagem pondera: “Descubrí […] que mi memoria había cambiado. Las percepciones reales no armonizaban con las imágenes – estampas, a veces – que custodié.” (p. 270). Ele é comparado por outro espanhol a “un ‘americano’ raro, fuera de serie.” (p. 273). Na viagem de regresso, o narrador-personagem passa mal e conta com o desvelo de seu poderoso anfitrião Fabián, sobre o qual pensa: “lo asociaba al fatídico Dorian Gray, al anuncio cinematográfico de una hostería para feroces carnívoros, a las escenas de las matanzas pueblerinas que de niño presencié, a las torturas de que tuve relación y constancia, a los seres que la guerra destripó y rajó a mi lado.” (p. 280). No desfecho, o narrador-personagem foge do hospital e dirige-se ao aeroporto sem se despedir de ninguém, denunciando o sentimento de falta de pertença do exilado à Espanha que encontrou.</p>
        <p>En “El regreso”, de Ayala, o narrador-personagem, bem-estabelecido em Buenos Aires como funcionário “del molino aceitero La Andaluza S. A.” (p. 301), retorna à Galiza. Ali cuidaria dos negócios da família. A guerra civil surpreendeu-o em Santander, onde combateu como capitão. Após a derrota dos republicanos, conseguiu ser evacuado, ir para a França e embarcar para a América. No regresso, o exilado descobre que havia sido traído por seu amigo Manuel Abeledo González e, a partir desse momento, a narrativa desenvolve-se de modo a representar a busca do narrador-personagem em Santiago pelo paradeiro de Abeledo. Resolvido o impasse, o exilado decide deixar novamente a Espanha, dessa vez de forma voluntária.</p>
        <p>O último texto é “El remate”, que Aub dedica a Jorge Guillén, citado como epígrafe de <italic>Los restos del naufragio</italic>. No conto, um espanhol exilado narra o trágico fim de seu velho e inolvidable amigo, o escritor espanhol desterrado no México Remigio Morales Ortega. Enquanto aquele se apresenta resignado ante a condição de exilado, este se mostra inconformado. O tempo que o narrador evoca é o da viagem de Remigio a Cahors, França, para visitá-lo. Ali, no diálogo travado com o narrador, Remigio reclama o lugar dos escritores do exílio no campo literário nacional com base na seguinte constatação: “nos han borrado del mapa. […] Les suenan – a algunos – los [nombres] de aquellos que publicaron antes del 36. Los demás nos pudrimos, desaparecemos. Porque, como es natural, tampoco en México somos nada.” (p. 346-347). E desiludido assume: “– Perdimos. No lo admití hasta ahora que regresé. […] Un auténtico remate.” (p. 350). Essa indiferença em relação aos exilados leva-o a cometer suicídio: “hallaron a Remigio, destrozado, en el túnel que une Cerbère a Port Bou. Sin duda se tiró sobre la vía.” (p. 371).</p>
        <p>Na analogia entre os escritores históricos reunidos em <italic>Los restos del naufragio</italic> e o ente de ficção Remigio, reitera-se o propósito principal da obra, formulado por Larraz e Sánchez Zapatero no fragmento:</p>
        <p><disp-quote>
                <p>La mejor recompensa que cualquier escritor puede recibir es la de ser leído. Solo poniendo los medios para que eso sea posible, y para que esa lectura sea la mejor de las posibles – algo a lo que, dentro de su modestia y de sus limitaciones, pretende contribuir esta antología –, se podrá ser justo con quienes, ausentes en muchos casos de bibliotecas públicas, librerías y catálogos editoriales, no merecen seguir, cuarenta años después del final de la dictadura, clamando como náufragos en medio de la nada. (p. 22-23).</p>
            </disp-quote></p>
        <p>Dessa forma, <italic>Los restos del naufragio</italic> oferece o acesso a uma narrativa variada, rica e de inquestionável valor literário e, assim, contribui para restituir o lugar histórico da literatura do exílio republicano espanhol de 1939, para a reconstrução de uma memória inalienável dos vencidos na guerra civil e, talvez, para abrir horizontes de conhecimento e pesquisa.</p>
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