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                <journal-title>Caracol</journal-title>
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                <publisher-name>Universidade de São Paulo</publisher-name>
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                <article-title>Entrevista a Vani Moreira Kenski</article-title>
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                        <surname>Baptista</surname>
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                <institution content-type="orgname">USP</institution>
                <institution content-type="orgdiv1">Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas</institution>
                <institution content-type="orgdiv2">Departamento de Letras Modernas</institution>
                <institution content-type="original">Doutora e Mestre em Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora da Graduação e Pós-Graduação no Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP. Tem experiência na área de Linguística Aplicada, com ênfase nos seguintes temas: formação de professores, reflexão, ensino e aprendizagem de línguas presencial e a distância.</institution>
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                <institution content-type="orgname">Universidade Federal da Bahia</institution>
                <institution content-type="orgdiv1">Departamento de Letras Românicas</institution>
                <institution content-type="orgdiv2">Pós-Graduação em Linguística da UFC e no de Pós-Graduação em Língua e Cultura da UFBA</institution>
                <institution content-type="original">Doutora em Linguística pela UNICAMP e Mestre em Letras e em Educação, ambos pela Universidade de São Paulo. Professora do Departamento de Letras Românicas da Universidade Federal da Bahia. Atua nos programas de Pós-Graduação em Linguística da UFC e no de Pós-Graduação em Língua e Cultura da UFBA. Tem experiência na área de Linguística Aplicada, principalmente nos seguintes temas: ensino e aprendizagem de línguas e formação de professores.</institution>
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                <corresp id="c01">Contato: <email>momayrink@usp.br</email></corresp>
                <corresp id="c02">Contato: <email>liviarad@yahoo.com</email></corresp>
            </author-notes>
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                    <license-p>Este é um artigo publicado em acesso aberto (<italic>Open Access</italic>) sob a licença <italic>Creative Commons Attribution</italic>, que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer meio, sem restrições desde que o trabalho original seja corretamente citado.</license-p>
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        <p>CARACOL: Muito se fala sobre o impacto das tecnologias no ensino na atualidade. Como você caracteriza esse cenário?</p>
        <p>Vani Moreira Kenski: As mudanças incorporadas à sociedade pelas tecnologias digitais chegam muito lentamente à educação. Neste caso, estou considerando a educação formal, legalmente instituída. Isto porque a educação informal - aberta e livre - tem, nos usuários conectados nos mais diferenciados dispositivos digitais, a sua principal <italic>tribo</italic>.</p>
        <p>Idade, localização física, formação escolar... as designações que identificam os seres em uma instituição de ensino regular, nas ações educacionais livres via internet não são tão relevantes. Isto faz diferença e causa um dos principais impactos na atualidade, ou seja, para aprender não é preciso ir para a escola.</p>
        <p>Seres conectados com vontade de aprender, aprendem. As ofertas são abertas, amplas, livres, transnacionais e, na maioria das vezes, gratuitas. Interligadas nas redes, as conexões entre mentes (Kerckhove, 2009) – e entre estas e a infinidade de dados disponíveis e acessáveis – libertam as pessoas da dependência do acesso à informação e ao conhecimento apenas pelos caminhos formais e legais do ensino regular. Como diz Michel Serres (2015), “o acesso à informação mudou completamente o jogo do ensino”. O fácil acesso à informação disponibilizada pelos meios digitais transforma as práticas e a pedagogia.</p>
        <p>CARACOL: Em que medida você acha que esse movimento se aplica ao contexto brasileiro?</p>
        <p>VMK: A revolução digital já existe no Brasil, independente dos problemas de infraestrutura tecnológica, baixa velocidade de banda, monopólios comerciais e legislação defasada que temos e que prejudicam o amplo acesso e uso das tecnologias digitais, sobretudo a internet.</p>
        <p>O Brasil possui hoje presença significativa de usuários na internet. No <italic>ranking</italic> mundial ocupa a quinta posição em número de usuários <italic>logados</italic>, perdendo apenas para China, Estados Unidos, Índia e Japão. Dados bem atuais mostram que o país representa 40% de todo o contingente <italic>online</italic> da América Latina. Isto, no entanto, não basta. Em termos de contexto brasileiro, o país ainda sofre de um <italic>gap</italic> significativo de exclusão digital.</p>
        <p>Na realidade digital brasileira o que fica evidente é a desigualdade nas condições de acesso e uso dos recursos e dispositivos disponíveis na internet pelo território brasileiro. Temos espaços diferenciados, sobretudo no Sul e no Sudeste, com níveis ótimos de presença digital. Outras partes do Brasil (e mesmo regiões e bairros do mesmo estado ou cidade) não possuem condições mínimas de acesso e fraco conhecimento para uso dos meios digitais. Esta desigualdade replica as desigualdades econômicas e educacionais existentes em todo o país. Ou seja, na nossa realidade brasileira, a internet é elitista, colabora para a divisão social (entre os que têm ou não acesso), é cara, de baixa qualidade e garante precariamente as condições para viabilização de projetos educacionais online extensivos.</p>
        <p>Se fecharmos as nossas lentes para o contexto educacional do ensino superior brasileiro teremos um grupo mais homogêneo em relação ao acesso e uso das tecnologias digitais. Neste grupo o uso da internet é ampliado com finalidades de comunicação, entretenimento, acesso à informação e aprendizagens. Neste contexto, o uso da Internet para realização de trabalhos e pesquisas é intenso. A oferta ampliada de dados facilita a busca de informações. As possibilidades de interações viabilizam a formação de redes de pessoas com vontade de aprender, pesquisar, avançar no conhecimento... independente do espaço em que se encontrem. Neste segmento predomina o uso das tecnologias para aprender, em instituições de ensino ou de forma aberta e livre.</p>
        <p>CARACOL: Podemos afirmar que o perfil do professor no século XXI já mudou? E o perfil do aluno, já é outro? Por quê?</p>
        <p>VMK: Professores e alunos – sobretudo os do ensino superior – estão naturalmente integrados à cultura digital. Acessam internet, usam celulares e adquirem práticas ligadas ao uso dos dispositivos digitais. Este perfil pessoal não se descola totalmente do perfil profissional – de professor ou de aluno – que representam nos espaços educacionais, ainda que nestes espaços não se utilizem diretamente dos meios digitais para ensinar e aprender.</p>
        <p>CARACOL: Que avanços teórico-metodológicos são necessários para uma integração mais eficaz das TIC na educação?</p>
        <p>VMK: Acredito que não são necessariamente avanços, mas fazer o que Dewey já dizia há 100 anos e que nunca foi compreendido integralmente e posto em prática como deveria. Ou seja, significa colocar ênfase na experimentação e no trabalho colaborativo como posicionamentos metodológicos essenciais. Ou seja, aprender fazendo. Praticar, se expor, explorar em grupos, refletir sobre os resultados e descobertas e ir além, continuamente. Promover a criação, a investigação e a originalidade no processo de ensino-aprendizagem. Buscar soluções criativas e saber aproveitar os recursos disponíveis. Teóricos como George Siemens, Eric Mazur, Jane Lave, para citar alguns, propõem caminhos para a integração das pessoas mediadas pelos dispositivos digitais e que convergem para estes mesmos princípios. Importante, portanto, é a integração entre as pessoas e o uso dos recursos digitais para viabilizar esta possibilidade de aprender e ensinar, juntos.</p>
        <p>CARACOL: Considerando esse cenário, que demandas ou desafios se apresentam para as instituições de ensino superior formadoras de professores?</p>
        <p>VMK: As possibilidades de uso massivo e intenso da internet requerem mudanças estruturais nos programas, currículos, ações didáticas e funcionamento das escolas de todos os níveis.</p>
        <p>Os cursos de formação de professores precisam se abrir para o presente e alterarem significativamente seus modelos de formação. Abrirem-se para práticas de ensino mediadas. Isto exige alterações não apenas nos conteúdos e nas formas de ensino presenciais, mas nas temporalidades das aulas e na atuação dos professores.</p>
        <p>É preciso tempo para que se possa realizar buscas online, planejamento, preparação e organização das aulas. Tempo para as ações e para interações online. Elaboração e participação em projetos colaborativos com professores e alunos de outras áreas que possibilitem interfaces em que todos aprendam.</p>
        <p>O êxito dessas iniciativas é diretamente proporcional à frequência das interações didático-comunicativas entre todos os envolvidos, à liderança do mediador e ao trabalho colaborativo realizado por todos os participantes das equipes de professores e alunos.</p>
        <p>Enquanto os cursos de formação de professores continuarem praticando o ensino para o passado – vivenciando currículos focados no mundo da certeza e no tempo analógico dos processos educacionais dos séculos anteriores-, não teremos bons professores que consigam dialogar com as necessidades da realidade educacional e social da atualidade.</p>
        <p>Em um texto<xref ref-type="fn" rid="fn01">1</xref> anterior, eu já havia dito que</p>
        <p><disp-quote>
                <p>O futuro da educação no Brasil, assim como em todo o mundo, se orienta basicamente pelas inovações apresentadas na internet. Não há como definir – na realidade econômica e educacional do Brasil, neste momento – o que será concretizado, mas é possível vislumbrar o necessário para a melhoria da qualidade da educação e como a internet pode colaborar para isto. Neste momento, uma conexão rápida e sem fio (wi-fi) e a nuvem já condicionam a possibilidade de mudanças radicais, para melhor, nas escolas.</p>
            </disp-quote></p>
        <p>CARACOL: Pensando na produção de materiais e conteúdos digitais para o ensino de línguas na escola básica, no seu modo de ver, como os pesquisadores podem contribuir?</p>
        <p>VMK: Uma das principais iniciativas para os pesquisadores que se preocupam com a melhoria da qualidade do ensino na atualidade é a de conhecer a realidade. Ir ao encontro dos alunos e seus professores. Pesquisar suas necessidades e confrontá-las com o que as tecnologias podem oferecer para auxiliar e facilitar, no contexto em que se encontram. Importante também é não se isolar, integrar-se com pesquisadores em redes nacionais e internacionais que tenham objetivos de pesquisa comuns. Formar equipes interdisciplinares para o desenvolvimento de projetos que possam ir ao encontro dos desejos e necessidades atuais dos alunos, professores, escolas.</p>
        <p>Como já disse, em outro texto<xref ref-type="fn" rid="fn02">2</xref>,</p>
        <p><disp-quote>
                <p>As novas formas de interação e comunicação em redes, oferecidas pelas mídias digitais, possibilitam a realização de trocas de informações e cooperações em uma escala inimaginável. Permitem o desenvolvimento de projetos colaborativos complexos e associações inesperadas e permitem a construção coletiva aberta.</p>
            </disp-quote></p>
        <p>Exemplos desta forma de ação integrada são apresentados em e-books, como <bold>Recursos Educacionais Abertos e Redes Sociais</bold> e <bold>Tecnologias Digitais para Produção do Conhecimento no Ciberespaço</bold>.</p>
        <p>Pesquisadores em campo com professores, com projetos “mão na massa”, podem fazer muito e colaborar para que todos aprendam de forma satisfatória, de acordo com o contexto e a realidade atual. Um bom exemplo disto é descrito pela professora Dulce Cruz (UFSC) no artigo “RPG Maker como ferramenta pedagógica: produzindo jogos eletrônicos com crianças”<xref ref-type="fn" rid="fn03">3</xref>. É uma pesquisa acadêmica e um processo de intervenção utilizando software e narrativas. Fez diferença.</p>
        <p>CARACOL: Quais seriam os principais desafios e perspectivas para a formação de professores de línguas com respeito às estratégias de aprendizagem e de ensino no cenário tecnológico?</p>
        <p>VMK: O principal desafio em relação a estratégias de ensino em qualquer curso ou processo formativo está na rigidez da estrutura das instituições de ensino e na visão antiquada e preconceituosa (em relação ao uso das tecnologias digitais no ensino) de gestores e docentes. A insistência destes em manter o mesmo tipo de postura tradicional, inflexível e distante, focada no conteúdo a ser “entregue” aos alunos, sem maior interação e sem considerar as mudanças na cultura e na realidade social e educacional, inviabiliza qualquer projeto de ensino digitalmente mediado.</p>
        <p>Em relação às estratégias de aprendizagem para a formação de professores de línguas, as perspectivas são inúmeras. Considerando que as redes digitais nos colocam em tempos e espaços em que proliferam os usos dos mais diversos idiomas, a criatividade do coletivo de professores e alunos pode criar estratégias diferenciadas em que todos aprendam. Propor projetos e desafios que possam entusiasmar os alunos a participarem, a serem agentes ativos para suas próprias aprendizagens, vale a pena.</p>
        <p>Colaboração, construção coletiva, cocriação, atuação em equipes para a superação de desafios e alcance de resultados que beneficiem o aprendizado e garantam o aprendizado de todos, com suas diferenças e especificidades.</p>
        <p>CARACOL: Pensando nas diversas competências, como se definiria a do professor de línguas em relação à tecnologia?Quais seriam os saberes necessários para esse professor no contexto da escola básica? Como os cursos de formação de professores podem contribuir?</p>
        <p>VMK: Não posso dizer, especificamente, em relação aos professores de línguas, mas todos os professores precisam considerar a formação e capacitação dos docentes não apenas para uso das mídias digitais atuais. Isso eles já sabem e usam em seus tempos livres. É preciso que eles sejam formados para uma nova didática, uma nova pedagogia, que considere as alterações disruptivas ocasionadas pela internet na maneira de ensinar, de se relacionar com os alunos e com o próprio conhecimento. Requer a compreensão das possibilidades das redes para chegar a todos os estudantes, indiscriminadamente e, dessa forma, alcançar a desejável universalização e democratização do acesso a educação de qualidade.</p>
        <p>As tecnologias estão em permanente processo de atualização e transformação. Como diz Siemens, o criador do Conectivismo, “escolher o que aprender e o sentido da informação que nos chega é visto através da lente de uma realidade em permanente transformação. A resposta que agora é correta pode ser errada amanhã, devido a alterações no clima informacional que afeta a decisão”.</p>
        <p>De acordo com o Conectivismo, os modos como a pessoa aprende e atua no mundo foram alterados pelo uso dos novos recursos digitais. De acordo com este posicionamento teórico, a concepção de ensinar e aprender baseia-se em alguns princípios essenciais. Alguns deles:</p>
        <list list-type="bullet">
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                <p>A aprendizagem e o conhecimento baseiam-se na diversidade de opiniões;</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>A aprendizagem é um processo de conectar nós especializados ou fontes de informação;</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>A aprendizagem pode residir em dispositivos não humanos;</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>A capacidade de saber mais é mais importante do que aquilo que sabemos num determinado momento;</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>Promover e manter conexões é fundamental para facilitar a aprendizagem contínua.</p>
            </list-item>
            <list-item>
                <p>A capacidade de ver conexões entre ideias, conceitos e áreas de saber é uma habilidade fundamental;</p>
            </list-item>
        </list>
        <p>Sobre este assunto, considero importante ir direto à fonte, ou seja, ao livro do próprio George Siemens, <bold>CONECTIVISMO Uma Teoria de Aprendizagem para a Idade Digital</bold>.</p>
        <p>Outras bibliografias interessantes para o aprofundamento e compreensão das possibilidades de atuação dos professores na atualidade podem ser encontradas em dois livros bem atuais: <bold>Ensino híbrido: personalização e tecnologia da educação,</bold> da Lilian Bacich e <bold>Transdisciplinaridade, Criatividade e Educação: Fundamentos Ontológicos e Epistemológicos</bold>, da Maria Cândida Moraes.</p>
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                <label>1</label>
                <p>Educação e internet no Brasil. Cadernos Adenauer XVI. No.3. 2015. Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.kas.de/wf/doc/16511-1442-5-30.pdf">http://www.kas.de/wf/doc/16511-1442-5-30.pdf</ext-link>&gt;. Acesso: 6/11/2016.</p>
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                <label>2</label>
                <p>Educ. Soc., Campinas, vol. 29, n. 104 – Especial, p. 647-665, out. 2008 647 Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://www.cedes.unicamp.br/">http://www.cedes.unicamp.br/</ext-link>&gt;. Acesso: 6/11/2016.</p>
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                <label>3</label>
                <p>Dulce Márcia Cruz. “RPG Maker como ferramenta pedagógica: produzindo jogos eletrônicos com crianças”. Disponível em: &lt;<ext-link ext-link-type="uri" xlink:href="http://siaiap32.univali.br/seer/index.php/acotb/article/view/6391/3620">http://siaiap32.univali.br/seer/index.php/acotb/article/view/6391/3620</ext-link>&gt;. Acesso: 6/11/2016.</p>
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                <p>Vani Moreira Kenski Doutora em Educação pela UNICAMP. Professora do Programa de Pós?Graduação em Educação da Faculdade de Educação/USP. Pesquisadora na área de Educação a Distância; Ensino mediado pelas tecnologias digitais e Educação, comunicação e tecnologias digitais. Autora dos livros: Tecnologias e ensino presencial e a distância; Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação e Tecnologias e tempo docente, todos pela ed. Papirus. Autora e organizadora do livro Design Instrucional para cursos online (Editora SENAC/SP). Contato: <email>vani@siteeducacional.com.br</email></p>
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