Esboço de uma abordagem retórica do capítulo Do Arrependimento (III.2)

Autores/as

  • Sergio Xavier Gomes de Araujo Universidade Federal de São Paulo image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v45i2p53-69

Palabras clave:

Montaigne, Aristóteles, Contrarreforma, Contrição, Retórica

Resumen

O artigo examina o discurso crítico que Montaigne desenvolve sobre a noção cristã de contrição, pensada em seu contexto histórico específico, marcado pela ortodoxia contrarreformada do Concílio de Trento. Em contraposição à ordenação tridentina da obrigatoriedade da confissão sacramental, o ensaio Do Arrependimento emula uma forma determinada de sagessse incompatível com a submissão da própria vida e consciência ao juízo alheio, ainda que se trate do “tribunal da penitentia”, em que a Igreja reafirma sua função sagrada de mediadora da conciliação com Deus. Tal sagesse, pautada na primazia do exercício do próprio jugement sobre o eu, tem no autorretrato dos Ensaios sua expressão privilegiada. 

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Biografía del autor/a

  • Sergio Xavier Gomes de Araujo, Universidade Federal de São Paulo

    Possui mestrado em História Social da Cultura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (2004) e doutorado em História Social da Cultura pela PUC-Rio (2008). É professor adjunto do departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo. E-mail:  araujo.sergio@unifesp.br

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Publicado

2026-08-11

Número

Sección

Dossiê Estudando Montaigne - Brasil

Cómo citar

Araujo, S. X. G. de. (2026). Esboço de uma abordagem retórica do capítulo Do Arrependimento (III.2). Cadernos De Ética E Filosofia Política, 45(2), 53-69. https://doi.org/10.11606/issn.1517-0128.v45i2p53-69