A articulação entre o trabalho e a educação de uma imigrante órfã
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v34i2p91-106Palavras-chave:
Orfandade, Imigração, Educação, Trabalho, História OralResumo
Esta inquietação sobre a trajetória de uma órfã imigrante espanhola, a Tata, motivou a pesquisa de meu doutorado na Faculdade de Educação da UNICAMP. Buscou reconstruir os fatores sociais, a favoreceram a trajetória da órfã, em Campinas, desde pequena, dedicada ao trabalho não remunerado em uma única casa de família, sem ser adotada, sem frequentar escola regular e como isso se refletia no imaginário social em uma cidade elitista, nas décadas de 20 a 90 do século XX. A fonte utilizada, além de poucos documentos, fotografias, foi a história oral, com relatos de três gerações cuidadas por ela, da mesma família, ou de amigas e pessoas que a conheceram, com informações a completar o que as fontes escritas silenciavam. As pessoas cederam sua voz, despertando lembranças, fatos e histórias de uma vida toda dedicada ao trabalho.
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