Tentar a vida e saber andar: as mobilidades de comunidades vazanteiras do norte de Minas Gerais
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v37i1p121-135Palavras-chave:
Vazanteiros, Migrações Internas, Comunidades Tradicionais, Norte de Minas, ResistênciasResumo
Vazanteiro é uma categoria étnica acionada por representar o modo de vida de comunidades que vivem nas beiras e ilhas do Rio São Francisco, que além das plantações nas terras altas nos meses de chuva, plantam nas vazantes deixadas pelo rio, nos tempos de seca. Este artigo apresenta uma etnografia realizada junto ao Quilombo de Praia, ao Quilombo da Lapinha, à Pau Preto (Matias Cardoso) e à Ilha de Pau de Légua (Manga), comunidades vazanteiras do Médio São Francisco, no Norte de Minas Gerais. A pesquisa revelou os sentidos das migrações e como elas atravessam gerações em contextos de Comunidades Tradicionais que, embora lutem pela manutenção do território, necessitam sair para a reprodução da vida. Essas mobilidades estão profundamente ligadas ao modo de vida e mesmo os movimentos que os levam a “sair para fora”, não desarticulam, mas atualizam o sistema, sendo formas de resistência.
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