Tentar a vida e saber andar: as mobilidades de comunidades vazanteiras do norte de Minas Gerais

Autores

  • Maria Cecília Cordeiro Pires Universidade Estadual de Montes Claros image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v37i1p121-135

Palavras-chave:

Vazanteiros, Migrações Internas, Comunidades Tradicionais, Norte de Minas, Resistências

Resumo

Vazanteiro é uma categoria étnica acionada por representar o modo de vida de comunidades que vivem nas beiras e ilhas do Rio São Francisco, que além das plantações nas terras altas nos meses de chuva, plantam nas vazantes deixadas pelo rio, nos tempos de seca. Este artigo apresenta uma etnografia realizada junto ao Quilombo de Praia, ao Quilombo da Lapinha, à Pau Preto (Matias Cardoso) e à Ilha de Pau de Légua (Manga), comunidades vazanteiras do Médio São Francisco, no Norte de Minas Gerais. A pesquisa revelou os sentidos das migrações e como elas atravessam gerações em contextos de Comunidades Tradicionais que, embora lutem pela manutenção do território, necessitam sair para a reprodução da vida. Essas mobilidades estão profundamente ligadas ao modo de vida e mesmo os movimentos que os levam a “sair para fora”, não desarticulam, mas atualizam o sistema, sendo formas de resistência.

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Biografia do Autor

  • Maria Cecília Cordeiro Pires, Universidade Estadual de Montes Claros

    Cientista Social (2016), Mestra (2019) e Doutora (2025) em Desenvolvimento Social pela Universidade Estadual de Montes Claros. É pesquisadora no OPARÁ-MUTUM (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Migrações e Comunidades Tradicionais do rio São Francisco) e no NIISA (Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental), além de integrar a Rede Nova Cartografia Social (PNCS), pelo Núcleo Minas Gerais. Este trabalho foi realizado com o apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais - FAPEMIG, por meio do Projeto “Dinâmicas Territoriais Em Terras Tradicionalmente Ocupadas No Brasil E Em Portugal” - APQ - 04978-24.

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Publicado

2026-06-30

Edição

Seção

Parte II. Patrimônio, Cidades e Transformações Sociais

Como Citar

Pires, M. C. C. (2026). Tentar a vida e saber andar: as mobilidades de comunidades vazanteiras do norte de Minas Gerais. Cadernos CERU, 37(1 Série 2), 121-135. https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v37i1p121-135