Das andanças do movimento quilombolas na Amazônia Legal maranhense: uma nova gramática na luta por territórios em conflitos

Autores/as

  • Marivânia Leonaro Souza Furtado Universidade Estadual do Maranhão image/svg+xml
  • Regiane de Araújo Silva Universidade Estadual do Maranhão image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v29i2p%25p

Palabras clave:

Movimento quilombolas, Direito Territorial, Amazônia Legal

Resumen

Este estudo apresenta a dinâmica das articulações quilombolas no Maranhão e suas expressões próprias de um fazer “movimento social” nesta parte da Amazônia. Construído com base em uma metodologia própria que não dissocia a reflexão teórica das investidas sobre a prática social, assim definida como etnografia nos interstícios, o estudo revela  que a trajetória do movimento quilombolas maranhense se constitui sobre bases da convicção de que é por meio da luta e de reinvindicações que as comunidades quilombolas terão seus direitos efetivados. Com essa convicção, os movimentos desenvolvem estratégias de ações coletivas como ocupação de órgãos públicos, conectam-se e estabelecem canais de diálogos e mediação com outros atores externos, além de se rearticularem constitutiva e disjuntivamente entre esferas “do mesmo” movimento quilombola. Toma como agentes sociais privilegiados o MOQUIBOM/MOQBEQ do litoral ocidental maranhense.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Marivânia Leonaro Souza Furtado, Universidade Estadual do Maranhão

    Professora Adjunta do Departamento de Ciências Sociais e da Pós-Graduação em Desenvolvimento Sócio Espacial da UEMA. Coordenadora/Pesquisadora do LIDA/UEMA.

  • Regiane de Araújo Silva, Universidade Estadual do Maranhão

    Cientista Social. Pesquisadora do LIDA/UEMA.

Referencias

ARRUTI, José Maurício. Mocambo: antropologia e história do processo de formação quilombola. Bauru: Educ, 2006.

FURTADO, Marivania L. S. Aquilombamento no Maranhão: um Rio Grande de (im)possibilidades. 2012. 313 f. Tese (Doutorado em Geografia) – Programa de Pós-Graduação em Geografia. UNESP/Presidente Prudente.

FURTADO, Marivania L. S. Lógicas de se inserir x lógicas de se insurgir: a experiência quilombola das “tapagens” de casa e o “acesso” aos direitos constitucionais. In: Anais do I Encontro Estadual Habitat Urbano e Rural do Maranhão: formas de produção e usos da moradia popular tradicional maranhense, 2017, São Luís: UEMA, 2017.

GOHN, Maria da Glória. Teoria dos Movimentos Sociais Paradigmas Clássicos e contemporâneos. São Paulo: Loyola, 1997.

LEITE, Ilka Boaventura. Os Quilombos no Brasil: Questões Conceituais e Normativas. Etnográfica, vol. IV (2), p. 333-354, 2000.

MELUCCI, Alberto: A invenção do presente: movimentos sociais nas sociedades complexas. Petrópolis: Vozes, 2001.

SCHERER-WARREN, Ilse. Redes de movimentos sociais na América Latina: caminhos para uma política emancipatória? Cadernos CRH, Salvador. Vol. 21 no. 54, 2008.

SILVA, Regiane de Araújo. Das andanças dos movimentos quilombolas no Maranhão: Por uma etnografia nos interstícios. 2018. 59f -il. Monografia (Graduação em Ciências Sociais) – Curso de Ciências Sociais, Universidade Estadual do Maranhão, 2018.

SOUSA, Igor Thiago Silva de. Movimentos sociais e poder: um esboço sobre a emergência do movimento negro no Maranhão. São Luís: Monografia (Graduação em Ciências Sociais). Universidade Estadual do Maranhão, 2014.

Publicado

2018-12-31

Número

Sección

Dossiê Amazônia

Cómo citar

Furtado, M. L. S., & Silva, R. de A. (2018). Das andanças do movimento quilombolas na Amazônia Legal maranhense: uma nova gramática na luta por territórios em conflitos. Cadernos CERU, 29(2), 217-237. https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v29i2p%p