Associativismo informal de mulheres venezuelanas em Manaus: estratégias defensivas ou ativas?
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v37i1p51-67Palabras clave:
Migração venezuelana, Associativismo informal, Mulheres migrantes, Redes de Apoio, Manaus-AMResumen
Este artigo investiga práticas do associativismo informal de mulheres venezuelanas em Manaus, examinando sua natureza como estratégia defensiva ou ativa. Apoiando-se em March e Taqqu (1986), argumenta-se que essas redes de apoio mútuo e sua ausência de formalização, não se reduzem a uma reação à vulnerabilidade. A análise qualitativa, baseada na história oral, nos documentos impressos e digitais, assim como no projeto Mujeres Fuertes demonstra uma dialética na qual a ação coletiva, nascida da necessidade, transforma-se em espaço de empreendedorismo. Uma leitura interseccional evidencia como as mulheres constroem pertencimento e redefinem suas posições sociais. Conclui-se que o associativismo informal configura como uma organização legítima, onde as mulheres se movem dinamicamente entre a resistência e a projeção ativa de futuros.
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