Corporeidades negras e produção do cuidado em saúde: a agência terapêutica das práticas estéticas e performáticas afro-brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v37i1p189-200Palabras clave:
Corporeidades negras, Práticas afro-brasileiras de cuidado, Saúde da população negra, Epistemologias afro-brasileirasResumen
Este trabalho investiga como as estéticas e performances afro-brasileiras atuam como formas legítimas de cuidado e resistência da pessoa negra à luz das práticas de associativismo e dos ritos de ancestralidade africana. Contextualizado pelo racismo estrutural e pela invisibilidade das epistemes negras no campo do saber e fazer em saúde, o estudo destaca a relevância das ontologias afro-diaspóricas para a promoção de cuidados coletivos culturalmente sensíveis. A agência terapêutica desses saberes é interpretada a partir do pensamento de Édouar Glissant e Leda Maria Martins, no que concerne aos modos negros de inscrições, contando, também, com experiências concretas, como o Reinado de Nossa Senhora do Rosário de Oliveira-MG. Metodologicamente, emprega-se análise simbólico-performática e fundamentação teórica decolonial para refletir como práticas afro-brasileiras produzem cuidado, resistência e sentido de pertencimento, sendo fundamentais para políticas de saúde antirracistas no Brasil.
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