Espaços de misericórdia em São Paulo: ancestralidade
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2595-2536.v31i2p175-196Palavras-chave:
Caridade, Santas casas de Misericórdia, Crianças abandonadasResumo
Este artigo trata de práticas de caridade associada à questão do abandono de crianças, e neste sentido das intervenções nas relações entre mães e filhos, principalmente aquelas promovidas pelas Santas Casas de Misericórdia. A Santa Casa de São Paulo, de acordo com seus princípios de misericórdia, instalou em 1825 uma Roda para Enjeitados, que aos poucos passou a ser identificada como espaço de infantes perigosos, e não mais como de infantes em perigo. O Estado passaria a ter a tutela dessas crianças considerando que elas estariam “sob o efeito da ausência dos pais”.
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