O dicionário hebraico-português, de Rifka Berezin: um estudo lexicográfico e de tradução
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.2317-8051.cllh.2025.242679Palabras clave:
Lexicografia bilingue, Língua hebraica, Macroestrutura, Microestrutura, TraduçãoResumen
Este artigo tem como objetivo descrever, sob a perspectiva da lexicografia bilíngue, aspectos estruturais do Dicionário Hebraico-Português, de Rifka Berezin (2003), bem como analisar estratégias tradutórias empregadas em onze dos lexemas mais frequentes na Biblia Hebraica. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, descritiva e analítica, orientada por categorias como macroestrutura, microestrutura, megaestrutura e equivalência tradutória, segundo os referenciais de García (2006), Porto Dapena (2002), Welker (2004, 2006), Atkins e Rundell (2008) e Zavaglia (2012). A análise dessas onze entradas confirma que o dicionário é fruto de um trabalho maduro e sensível, guiado por princípios semântico-funcionais e pedagógicos. Sua macroestrutura alfabética favorece o acesso de leitores não especialistas, enquanto a microestrutura alia concisão formal a traduções múltiplas e glosas metalinguísticas que refletem a atenção ao contexto cultural e confessional. Embora apresente exemplificação reduzida e marcações gramaticais limitada, tais escolhas decorrem de critérios de economia lexicográfica. Dessa forma, a obra cumpre relevante papel de mediação entre o hebraico e o português, podendo ter seu potencial ampliado por práticas lexicográficas contemporâneas que reforcem sua função didática e tradutória.
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Referencias
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