Jardín histórico y jardinero: entre materia, saber y práctica para la conservación

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v20i39/40p%25p

Palabras clave:

jardinero, jardin historico, patrimonio inmaterial, Iphan

Resumen

Todo bien cultural lleva consigo la dimensión de la inmaterialidad en las acciones, tradiciones y afectos que consolidan el valor patrimonial subsecuente. En el jardín histórico, esta inmaterialidad se manifiesta de manera aún más tenue debido a su carácter perecedero y renovable. Por ello, se cuestiona hasta qué punto la acción permanente del jardinero enriquece y justifica la conservación del jardín histórico como bien patrimonial. En este texto, discutimos la necesidad de legitimar la participación del jardinero en el arreglo patrimonial, dado que la inmaterialidad está presente en la salvaguardia de los bienes, permeando categorías como tesoros humanos vivos, oficios y modos de hacer, y maestros artesanos. Al comparar la situación del jardinero en el jardín histórico con los arreglos existentes para los bienes patrimoniales, materiales e inmateriales, fue posible comprender que la condición del jardinero trasciende la calidad de artesano, convirtiéndose en parte integrante del jardín a ser protegido.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Wilson de Barros Feitosa Júnior, Universidade Federal de Pernambuco

    Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano e pesquisador do Laboratório da Paisagem, ambos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Arquiteto e urbanista. Bolsista da Fundação de Amparo a Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe).

  • Ana Rita Sá Carneiro, Universidade Federal de Pernambuco

    Professora do Departamento de Arquitetura e Urbanismo do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Urbano e coordenadora do Laboratório da Paisagem da UFPE. Membro do Comitê Internacional de Paisagens Culturais (Icomos/Ifla), da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (Abap) e do Icomos/Brasil. Arquiteta pela UFPE, mestre em Desenvolvimento Urbano pela mesma instituição e doutora em Arquitetura pela Oxford Brookes University.

Referencias

ABREU, Renata; CHAGAS, Mário (Orgs.) Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

ACCATI, Elena; DEVECHI, Marco. Il restauro dei giardini storici. Italus Hortus, v. 12, n. 4, p. 17-30, 2005.

ANDERSON, Benedict. Imagined communities: reflections on the origin and spread of nationalism. ed. rev. Londres: Verso, 1991.

ALENCAR, Alexandra. Patrimônio: para além da materialidade constituída. Cadernos NAUI, v. 2, n. 2, jan.-.jun. 2013.

BROMBERGER, Christian. “Le patrimoine immatériel” entre ambiguïtés et overdose. L’Homme, Paris, n. 209, p. 143-151, 2014. DOI: https://doi.org/10.4000/lhomme.23513.

BOUCHENAKI, Mounir. Editorial. Museum International, v. 56, n. 221-222, p. 1-2, may 2004.

CARBONARA, Giovanni. Avvicinamento al restauro: teoria, storia, monumenti. Napoli: Liguori Editore, 1997.

CARTA DE FLORENÇA. In: CURY, Isabelle (org.). Cartas patrimoniais. Rio de Janeiro: Edições do Patrimônio, 2000.

CARTA DE JUIZ DE FORA. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Edições do Patrimônio. Rio de Janeiro: Iphan, 2010.

CARTA DE NARA. Conferência sobre autenticidade em relação a Convenção do Patrimônio Mundial. Nara: Unesco, 1994.

CASTRIOTA, Leonardo Mestres artífices de Minas Gerais. Brasília: Iphan, 2012.

CATALANO, Mario. Botanica storica. 1987. In: Jardins et sites historiques. Madri: Ediciones Doce Calles, ICOMOS/UNESCO, 1993. p. 245-248.

CAUQUELIN, Anne. Pequeno tratado do jardim ordinário. Tradução de Rúbia Moreira, 2017. 65 p. Título original: Petit traité du jardin ordinaire. Trabalho não publicado.

DUARTE, Mirela; SÁ CARNEIRO, Ana Rita; SILVA, Milena; SOEIRO, Ítalo; ROSSIN, Mariana. A alegoria da paisagem cultural brasileira. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 31, p. 1–31, 2023. DOI: 10.11606/1982-02672023v31e25.

FEITOSA JÚNIOR, Wilson. O jardineiro como artífice na conservação do jardim histórico. 2021. 149 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano) - Centro de Artes e Comunicação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2021.

FEITOSA JÚNIOR, Wilson; SÁ CARNEIRO, Ana Rita. Do saber ao gesto jardineiro no jardim histórico. Anais do Museu Paulista: História e Cultura Material, São Paulo, v. 33, p. 1–26, 2025. https://doi.org/10.11606/1982-02672025v33e12.

FONSECA, Maria. Para além da pedra e cal: por uma concepção ampla de patrimônio cultural. In: ABREU, Regina; CHAGAS, Mário. (Orgs.) Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro; DP&A, 2003.

FUENZALIDA, Maria. A trajetória do patrimônio cultural imaterial: política de proteção e formação de um discurso. Dissertação (Mestrado – Mestrado em Sociologia). Universidade de Brasília, Brasília, 2018. 164 f.

GAO, Lei; DIETZE-SCHIRDEWAHN, Annegreth, Garden culture as heritage: a pilot study of garden culture conservation based on Norwegian examples. Urban Forestry and Urban Greening, v. 30, p. 239-246, 2018. http://dx.doi.org/10.1016/j.ufug.2017.03.010.

GARCÍA CANCLINI, Néstor. Leitores, espectadores e internautas. São Paulo: Iluminuras, 2008.

GONÇALVES, José. A retórica da perda. Os discursos do patrimônio cultural no Brasil . Rio de Janeiro: UFRJ/IPHAN, 1996.

HAJÓS, Géza. Jardines históricos y paisajes culturales: conexiones y límites. Teorías y experiencias en Austria. Revista ICOMOS/UNESCO, v. (s/v), n. (s/n), , p. 1- 9, 2001.

HOYOS, Alejandro. Patrimônio imaterial e paisagem cultural cafeeira na Colômbia. Revista CPC, São Paulo, n. 29, p. 219-234, jan./jul. 2020. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v15i29p219-234.

INTANGIBLE Cultural Heritage - Bambergs Gardening tradition in new video. Organization of World Heritage Cities, c2024. Disponível em: https://www.ovpm.org/2020/06/16/intangible-cultural- heritage-bambergs-gardening-tradition-in-new-video/. Acesso em: 26 set. 2024.

IPHAN. Inventário nacional de referências culturais: manual de aplicação. Brasília: Iphan, 2000.

IPHAN. Sítio Roberto Burle Marx. In: IPHAN. Lista Indicativa Brasileira 2015. Patrimônio Cultural Mundial – Unesco. Sítio Roberto Burle Marx. Brasília: Iphan, 2015. p. 68-82. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/Brazil%20Tentative %20List%202015_pt(reduced).pdf. Acesso em: 7 out. 2024.

KARAKUL, Özlem. Traditional Craftsmanship in Architecture, Conservation and Technology. In: OKSALA, Tarkko; O., Tufan, MUTANEN, A. FRIMAN, M.; LAMBERG, J; HINTSA, M. (Org). Craft, Tecnology and Design. Hämeenlinna: Julkaisija / Hame University of Applied Sciences, 2022.

LEE, JoonKyu. Establishing the significance of intangible heritage in the management of South Korean Historic Gardens. Theses — Writtle College University of Essex, Colchester, 2017.

LES JARDINIERS du patrimoine des domaines de l’État. Ministère de la Culture. c2024. Disponível em: https://shre.ink/q9ML. Acesso em: 26 set. 2024.

LIAN, Jingsen; NIJHUIS, Steffen; BRACKEN, Gregory; WU, Xiangyan; WU Xiaomin; CHEN, Dong. Conservation and development of the historic garden in a landscape context: A systematic literature review. Landscape and Urban Planning, v. 246, jun. 2024. DOI: https://doi.org/10.1016/j.landurbplan.2024.105027.

MAGALHÃES, Aloísio.; LEITE, João (Org.). Bens culturais do Brasil: um desenho projetivo para a nação. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2017.

MOREIRA, Rúbia. Olhar jardineiro: um passeio pelo jardim, uma imersão na paisagem. 2018. 121 f. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano) — Centro de Artes e Comunicação, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2018.

MUNJERI, Dawson. Le patrimoine matériel et immatériel: de la différence à la convergence. Museum International, v. 56, n. 221-222, p. 13-21, mai 2004.

NATIONAL TRUST. Rooted in history. Studies in garden conservation. Italia: G. Canale & C.s.p.A., 2006. Disponível em: https://shre.ink/DXQq. Acesso em: 31 maio 2024.

SÁ CARNEIRO, Ana Rita; FEITOSA JÚNIOR, Wilson; SILVA, Joelmir; VERAS, Lúcia. O jardineiro e a gestão dos jardins tombados de Burle Marx no Recife. In: PESSOA, A; FASOLATO, D. (Org.). Jardins históricos: intervenção e valorização do patrimônio paisagístico. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 2015.

SANT’ANNA, Márcia. A face imaterial do patrimônio cultural: os novos instrumentos de reconhecimento e valorização. In: ABREU, Regina; CHAGAS, Mário (Orgs.) Memória e patrimônio: ensaios contemporâneos. Rio de Janeiro, DP&A, 2003.

SCAZZOSI, Lionella. Il giardino opera aperta: il progetto di conservazione e il tempo. In: SCAZZOSI, Lionella. Il giardino e il tempo. Milão: Guerini e Associati, 1992.p. 25-58.

SENNETT, Richard. El artesano. Barcelona: Editorial Anagrama, 2009.

SISTEMA agrícola tradicional do Vale do Ribeira agora é patrimônio cultural do Brasil. Iphan, 20 set. 2018. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/4838/ sistema-agricola-tradicional-do-vale-do-ribeira-agora-e-patrimonio-cultural-do-brasil. Acesso em: 27 set 2024.

SMITH, Laurajane. Uses of heritage. Routledge: New Edition, 2006.

SMITH, Laurajane; AKAGAWA, Natsuko. Intangible Heritage. Londres: Routledge, 2009. (Key Issues in Cultural Heritage)

STRENGTHENING residents’ connection with their gardening heritage in Bamberg (Germany). Unesco, c2021. Disponível em: https://whc.unesco.org/en/canopy/bamberg. Acesso em: 26 set. 2024.

TITO ROJO, José; CASARES PORCEL, Manuel. Especificidad y dificultades de la restauración en jardinería. Revista PH Especial Monográfico: Multiculturalidad. Jardines históricos, v. 27, p. 138-146, jun. 1999. DOI: 10.33349/1999.27.815.

TOFANI, Sandra. Acervo botânico do Sítio Roberto Burle Marx: valorização e conservação. 2015. 124 f. Dissertação (Mestrado) – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural, Rio de Janeiro, 2015.

UNESCO. Material de divulgação do sistema de tesouros humanos vivos. 142ª reunião do conselho executivo. Paris, 1993. Mimeogr.

UNESCO. The Persian Garden. Nomination File 1372. Unesco, 2011.

VIEIRA-DE-ARAÚJO, Natália. Materialidade e imaterialidade no patrimônio construído: Brasil e Itália em diálogo. Recife: Editora UFPE, 2022.

XUELING, Yi. The tangible and intangible value of the Suzhou Classical Gardens. In: Anais… 16th ICOMOS General Assembly and International Symposium: ‘Finding the spirit of place – between the tangible and the intangible’, Quebec, 29 set – 4 out 2008. Disponível em: https://openarchive.icomos.org/id/eprint/152/. Acesso em: 26 set. 2024.

ZANCHETTI, Silvio; DOURADO, Catarina; CAVALCANTI, Fábio; LIRA, Flaviana; PICCOLO, Rosane. Da autenticidade nas cartas patrimoniais ao reconhecimento das suas dimensões na cidade. Textos para Discussão – Série 3: Identificação do Patrimônio Cultural. Olinda: CECI, 2008. 623-641, jul./dez. 2020.

Publicado

2026-01-29

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

Feitosa Júnior, W. de B., & Sá Carneiro, A. R. (2026). Jardín histórico y jardinero: entre materia, saber y práctica para la conservación. Revista CPC, 20(39), 99-125. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v20i39/40p%p