Jardín histórico y jardinero: entre materia, saber y práctica para la conservación
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v20i39/40p%25pPalabras clave:
jardinero, jardin historico, patrimonio inmaterial, IphanResumen
Todo bien cultural lleva consigo la dimensión de la inmaterialidad en las acciones, tradiciones y afectos que consolidan el valor patrimonial subsecuente. En el jardín histórico, esta inmaterialidad se manifiesta de manera aún más tenue debido a su carácter perecedero y renovable. Por ello, se cuestiona hasta qué punto la acción permanente del jardinero enriquece y justifica la conservación del jardín histórico como bien patrimonial. En este texto, discutimos la necesidad de legitimar la participación del jardinero en el arreglo patrimonial, dado que la inmaterialidad está presente en la salvaguardia de los bienes, permeando categorías como tesoros humanos vivos, oficios y modos de hacer, y maestros artesanos. Al comparar la situación del jardinero en el jardín histórico con los arreglos existentes para los bienes patrimoniales, materiales e inmateriales, fue posible comprender que la condición del jardinero trasciende la calidad de artesano, convirtiéndose en parte integrante del jardín a ser protegido.
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