Grafite mural e patrimônio cultural em São Paulo: omissão ou inadequação?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v20i39/40p%25p

Palavras-chave:

Patrimônio cultural - gestão, Paisagem urbana, Arte urbana, Grafite

Resumo

A utilização da cidade como suporte para expressão pictórica tem um histórico no Brasil desde 1970. Na cidade de São Paulo, configura-se como um fenômeno dessa expressão devido à quantidade e à qualidade poética exposta em todas as suas regiões, exportada para outras cidades do Brasil e do mundo. Mesmo diante de uma trajetória construída por várias gerações, com apoio de políticas públicas de incentivo e fomento por diferentes gestões, a prática ainda enfrenta conflitos com o poder público, como é o caso do apagamento dos grafites na Avenida 23 de Maio, em 2017. Diante de tais conflitos, de que forma o órgão público do patrimônio cultural tem se posicionado e de que forma se justifica? Uma análise do documento emitido pela diretora do Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo para o processo judicial de n.º 1003560-75.2017.8.26.0053 expõe a forma de atuação do órgão, seu posicionamento e a noção de patrimônio cultural que justifica suas ações e omissões. Noção esta que permeia a não adequação das expressões urbanas ao regime do patrimônio cultural por conta de sua natureza não passível de tombamento.

 

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Biografia do Autor

  • Nadja de Carvalho Lamas, Universidade da Região de Joinville

    Doutora em Artes Visuais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutorado sanduíche pela Université Paris 1 – Panthéon Sorbonne, mestrado em Artes Visuais pela UFRGS, especialização em Arte na Educação pela Faculdade de Artes do Paraná (FAP) e graduação em Administração pela Fundação Educacional da Região de Joinville (FURJ). É professora titular da Universidade da Região de Joinville (Univille) nos cursos de Artes Visuais, Publicidade e Propaganda e no Mestrado e Doutorado em Patrimônio Cultural e Sociedade.

  • Patrícia de Oliveira Areas, Universidade da Região de Joinville

    Doutora, com pesquisa pós-doutoral na Universidad de Barcelona, Fundació Bosch i Gimpera. Professora adjunta na Univille, vice-coordenadora do Programa de Pós-graduação em Patrimônio cultural e sociedade e professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em propriedade intelectual e transferência de tecnologia para a Inovação - PROFNIT, ponto focal UFSC.

  • Larizza Bergui de Andrade, Universidade da Região de Joinville

    Doutoranda em Patrimônio Cultural e Sociedade na linha de pesquisa Patrimônio, Memória e Linguagens, mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade pela Universidade da Região de Joinville (Univille). Graduada em Educação Artística com habilitação em artes plásticas pela mesma instituição. Integrante do GEARCUPA - Grupo de Estudos em Arte, Cultura e Patrimônio (Univille).

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Publicado

2026-01-29

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Lamas, N. de C., Areas, P. de O., & Andrade, L. B. de. (2026). Grafite mural e patrimônio cultural em São Paulo: omissão ou inadequação?. Revista CPC, 20(39), 74-98. https://doi.org/10.11606/issn.1980-4466.v20i39/40p%p