Condições de trabalho e vida de profissionais de psicologia no Brasil: contradições da Nova República
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.cpst.2025.222584Palavras-chave:
Psicologia, Trabalho precário, Empobrecimento, Nova república, Desigualdade regional, Involução econômicaResumo
O censo de 2022 da psicologia brasileira trouxe uma gama de dados e análises descritivas sobre as condições do mercado de trabalho. O objetivo deste artigo foi explorar as relações dos resultados desses estudos com o contexto socioeconômico. Para isso, foi realizada uma breve revisão narrativa sobre a produção no campo da crítica da economia política referente ao período da Nova República (1988-2022). Também foram selecionados para revisão dois textos do último censo da psicologia brasileira, os quais se relacionavam mais diretamente ao tema das características de inserção da profissão e condições de trabalho. A discussão buscou explorar as relações entre características verificadas na trajetória recente da Psicologia e tendências apontadas na Nova República. Finalmente, consideramos que, embora a profissão tenha se expandido, ganhando capilaridade no território nacional, tanto as desigualdades regionais como a tendência de involução econômica estão na esteira dos determinantes do empobrecimento contínuo da profissão e da perda de proteção social. O que ocorre com acentuações regionais específicas em termos de informalidade e desocupação.
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