Camgirls: trabalho sexual e plataformização na perspectiva da psicologia social do trabalho
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1981-0490.cpst.2026.223850Palabras clave:
Camgirls, Trabalho sexual, Psicologia social do trabalho, Plataformização do trabalhoResumen
Camgirls são jovens mulheres que realizam apresentações eróticas em plataformas on-line especializadas. O camming é marcado por desigualdades de gênero, raça e classe e convoca novas reflexões sobre suas relações com o sistema neoliberal e a plataformização do trabalho. Esta pesquisa teve como objetivo investigar efeitos psicossociais do trabalho como camgirl, especialmente sobre a saúde mental e a subjetividade, na perspectiva das trabalhadoras. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com três camgirls. Os resultados foram organizados em eixos temáticos com base no referencial teórico-metodológico da psicologia social do trabalho. Os achados revelaram que esse trabalho é marcado pela escuta e acolhimento dos clientes, bem como por uma diversidade de demandas que afetam a saúde mental e a subjetividade das trabalhadoras. No plano dos efeitos psicossociais, foram evidenciados receios em revelar a identidade no trabalho, sendo este alvo de estigmas e preconceitos. Como conclusão, ficou claro que a plataformização do trabalho, presente no camming, além de envolver a ausência de vínculos empregatícios, viola direitos trabalhistas fundamentais e deixa marcas importantes na saúde mental das trabalhadoras.
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