Devorando Shakespeare em um sonho brasileiro de uma noite de verão
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v1i24p51-68Palabras clave:
Shakespeare, antropofagia, paródia, desobediência epistêmica, descolonialidadeResumen
Neste artigo, objetivamos analisar o romance Sonho de uma noite de verão (2007), escrito por Adriana Falcão e publicado como parte da Coleção Devorando Shakespeare. Mais especificamente, pretendemos examinar como o próprio Shakespeare, através de um processo de releitura antropofágico e paródico, foi recriado como personagem dessa narrativa. Apesar de ser por vezes apontado como símbolo dos valores e ideologias ocidentais/modernos/colonialistas, Shakespeare pode também ser percebido e utilizado como um potente remédio ou antídoto criado no/pelo Sul. Através de uma desobediência epistêmica e da recuperação intercultural e ambivalente da figura de Shakespeare em meio às práticas e costumes do Carnaval de Salvador, defendemos que Falcão cria uma narrativa brasileira descolonial, capaz de antropofágica e parodicamente subverter discursos hegemônicos do Norte.
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