A poética da coolitude como travessia e horizonte de consciência e resistência na lírica de Déwé Gorodé: um espaço de francofonia translíngue
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i42p39-67Palabras clave:
francofonia, literatura, translinguismo, Oceano Pacífico, Déwé GorodéResumen
Os estudos sobre as poéticas translíngues trazem à tona nomes de autores canônicos de diferentes nacionalidades. Voltando o prisma para escritores de língua francesa, naturalmente, observamos que estes vivem entre línguas, dada a histórica situação linguística, ligada às conquistas territoriais ou à colonização, resultando, amiúde, em imposição linguística. Assim, ocorre o movimento de criação literária nos diversos espaços geográficos de língua francesa pelo mundo, em um cenário peculiar que é a diversidade dessa língua. Então, como a escrita translíngue se manifesta como resistência entre escritores da “F/francofonia”? Pensando nessa pergunta, o objetivo destas reflexões é discutir como a escrita literária de autores ditos “francófonos” é gerado em um espaço de resistência à histórica imposição do francês. Do ponto de vista teórico, De Balsi (2024) ancora as discussões sobre a francofonia translíngue e Torabully (1992), sobre a poética da coolitude nos espaços marítimos. Na sequência, comento à vol d’oiseau sobre a produção translíngue francófona, destacando a convivência de diversas línguas com o francês e em seguida, enfoco a lírica das poetas francófonas do Pacífico, destacando a kanak Déwé Gorodé, com sua poética da coolitude enquanto alicerce de uma lírica de resistência cultural através da língua.
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