La lengua serpiente de Eliane Marques: el pretugués como núcleo de una literatura fronteriza en diálogo con el portuñol
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i42p99-115Palavras-chave:
literatura translingue, portunhol , fronteira, pretuguesResumo
O presente artigo aborda o emprego de formas linguísticas híbridas como recurso poético e estético no romance Louças de família (2023), da escritora gaúcha Eliane Marques. Com ênfase no trabalho da autora com o portunhol e o pretuguês, busca-se refletir sobre como essas formas híbridas de linguagem podem ser compreendidas como uma "língua serpente", nos termos propostos pela intelectual chicana Gloria Anzaldúa. Metodologicamente, parte-se da análise de trechos da obra em que emergem tanto o uso da mescla entre português e espanhol quanto elementos que podem ser descritos como exemplos de um português marcado pela influência de línguas de origem africana e da oralidade, na perspectiva formulada por Lélia Gonzalez. A partir de uma abordagem interdisciplinar, o artigo dialoga com referências dos campos da linguística, da literatura comparada e da crítica feminista. Conclui-se, assim, que Louças de família é um romance que não apenas se ambienta em um território geográfico de fronteira, mas que também traduz essa liminaridade na própria linguagem. Para o análise nossa base teórica reflexiona nos estudos de Túnez Rodrigues (2019); Bhabha H (2014); Anzaldúa, G. (1987), entre outros.
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