Amazônia em trânsito: viagens fictícias e sensibilização ecológica na literatura infantil francófona do Quebec
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i43p143-164Palavras-chave:
Viagem fictícia, Amazônia, literatura ambiental juvenil, ecocrítica, imagologiaResumo
Romances de aventura e de viagens fictícias (FAVARO, 2009) ambientados na Amazônia, voltados ao público juvenil, ocupam um espaço singular na construção de imagens literárias do Brasil no exterior. A Bibliothèque et Archives nationales du Québec (BAnQ), localizada em Montréal, abriga o maior acervo francófono das Américas, incluindo o Espace Jeunes, voltado a crianças de até 13 anos. Entre cerca de 180 obras que abordam o Brasil nesse espaço, destacam-se narrativas centradas em questões ecológicas. Este artigo analisa três delas: Une hirondelle en Amazonie (2007), de Lisandra Lannes; Mathis au Brésil (2014), de Michel Prenovost; e Un voyage incroyable en Amazonie (2022), de Berthier Pearson. A pesquisa fundamenta-se na matriz NatCult (GOGA et al., 2018), que examina representações culturais da natureza, na teoria imagológica (VAN DOORSLAER, 2022; LEERSSEN, 2016; PAGEAUX, 2007) e na concepção de literatura ambiental infantil (MASSEY; BRADFORD, 2011), que ressalta o papel da ficção na formação ética e ecológica de jovens leitores. Dialogando com a ecocrítica (GLOTFELTY, 1996; HEISE, 1997), investiga-se como essas narrativas constroem, por meio da viagem, imagens da Amazônia e do Brasil no imaginário francófono, revelando estratégias de sensibilização ecológica e de formação de ecocidadãos.
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Referências
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