Susan Sontag e a China: a viajante profissional em uma arqueologia de concepções

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DOI :

https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i43p183-200

Mots-clés :

Susan Sontag, Literatura e viagem, Literatura norte-americana

Résumé

Este artigo tem como objetivo investigar a viagem como experiência em dois textos de Susan Sontag, são eles: o conto “Project for a trip to China”, que compõe a coletânea I etcetera (1978), e o ensaio “Questões de viagem” (1984), que integra o livro Questão de ênfase (2005), a fim de examinar de que modo o ato de viajar e narrar constituem tema literário, experiência e exercício de alteridade. Parte das reflexões sobre a viagem se dá a partir de Machado e Pageaux (1988) e Chevalier e Gheerbrant (2001). Para tanto, mobilizamos também breves noções de autoficção, com textos de Lejeune (2008) e Arfuch (2010). Ao estabelecer aproximações entre os dois textos, busca-se evidenciar a relevância da viagem tanto como metáfora estética quanto como categoria crítica que atravessa a obra de Sontag.



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Biographies des auteurs

  • Ana Carla da Silva Lima, Universidade Estadual de Londrina

    Doutora em Letras - Estudos Literários pela Universidade Estadual de Londrina (UEL).

  • Barbara Cristina Marques, Universidade Estadual de Londrina

    Professora de Teoria literária do Departamento de Letras Vernáculas e Clássicas, da Universidade Estadual de Londrina. Professora de Literatura e Cinema no Programa de Pós-Graduação em Letras, da Universidade Estadual de Londrina. É membro do GT Intermidialidades: literatura, artes e mídias, da ANPOLL, e pesquisadora da RED Latinoamericana de Investigaciones en Prácticas y Medios de la Imagen.

Références

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Publiée

2026-02-26

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Lima, A. C. da S., & Marques, B. C. (2026). Susan Sontag e a China: a viajante profissional em uma arqueologia de concepções. Revista Criação & Crítica, 43, 183-200. https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i43p183-200