Simbolismo e modernismo na ilustração literária de Harry Clarke
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v1i25p229-249Palabras clave:
Harry Clarke (1889-1931), Ilustração de livros, Literatura anglo-irlandesaResumen
Este trabalho aborda a obra do artista irlandês Harry Clarke (1889-1931), buscando demonstrar a especificidade dos aspectos simbolistas e decadentistas presentes na sua ilustração literária, marcada pela influência do ilustrador inglês Aubrey Beardsley e diretamente ligada ao contexto nacionalista do Irish Revival e do movimento Arts and Crafts irlandês. Como ilustrador, Clarke foi um intérprete, no meio visual, de textos essenciais para o simbolismo de língua inglesa, como A balada do velho marinheiro, de Samuel Taylor Coleridge e os Contos de mistério e imaginação de Edgar Allan Poe, incluindo a poesia nacionalista e medievalizante da primeira fase de William Butler Yeats. Por outro lado, afastando-se do simbolismo profético de Yeats, Clarke também ilustrou textos que problematizavam a dimensão nacionalista do Irish Revival, como a polêmica peça The playboy of the western world, do dramaturgo irlandês John Millington Synge. A análise das relações estabelecidas entre as ilustrações, os textos literários e o seu contexto cultural caracteriza a obra de Harry Clarke como manifestação de um decadentismo tardio dentro do qual eclodem aspectos marcadamente modernos, presentes nas imagens deformantes e insólitas criadas para a edição de 1925 do Fausto de Goethe.
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