O Brasil como hipo e hipertexto: uma leitura das imagens do Brasil em Woodes Rogers (1928); Daniel Defoe (1920) e J.M. Coetzee (1987)
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i43p%25pPalabras clave:
Brasil, intertextualidade, colonialismo, hipertexto, literatura de viagemResumen
Este artigo investiga como a representação do Brasil em A Cruising Voyage Round the World (1928), de Woodes Rogers, reverbera na tradição literária de língua inglesa, influenciando Robinson Crusoé (1920), de Daniel Defoe, e sendo, posteriormente, ressignificada em Foe (1987), de J.M. Coetzee. A análise se baseia nos conceitos de intertextualidade de Julia Kristeva (2005), dialogismo de Mikhail Bakhtin (1981) e hipertexto/hipotexto de Gérard Genette (2010), com o objetivo de compreender como essas obras constroem, perpetuam e contestam imagens coloniais do Brasil. Enquanto Robinson Crusoé resgata a perspectiva exploratória e imperialista presente no relato de Rogers, Foe subverte essa tradição ao evidenciar silenciamentos e questionar o discurso colonial. Com isso, propõe-se a existência de uma rede simbólica intertextual que conecta esses textos e evidencia como a literatura de viagem e a ficção moldam representações culturais ao longo do tempo.
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