"The place I speak of has been kept with thunder": Espacialidade, navegação e fuga na peça Anything For a Quiet Life (1621)
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i43p165-182Palabras clave:
Middleton, comédia urbana, Webster, Estudos do espaço, drama do renascimento inglêsResumen
Este artigo objetiva investigar a comédia Anything For a Quiet Life (1621) de Thomas Middleton e John Webster, a partir da perspectiva dos estudos do espaço ao propor que a espacialidade desempenha papel fundamental na interpretação cultural do drama do renascimento inglês. A partir da chamada “virada espacial” nas humanidades, autores como o filósofo francês Henri Lefebvre e o geógrafo sino-americano Yi-Fu Tuan começam a conceber o espaço como agente ativo na produção cultural e social de dada localidade. Nessa chave interpretativa, podemos enxergar na peça duas tensões recorrentes: a navegação urbana, em que personagens como Young Franklin atravessam fronteiras sociais e geográficas a partir de habilidades adquiridas como pirata em alto mar; além dos conflitos domésticos, em que casas e lares, como dos Cressingham, Camlet e de Knavesbe se transformam em lugares de instabilidade, refletindo, em escala reduzida, dinâmicas de mobilidade e desejo de fuga da cidade de Londres. Ao considerarmos Londres aqui não como mero cenário e sim o principal personagem de Anything, percebemos como a peça dramatiza essa personagem como causador de crise e ao mesmo tempo possibilidade de superação. Representa-se assim no palco experiências urbanas compartilhadas entre dramaturgos, espectadores e a própria cidade.
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