De tremores medonhos a risos lúgubres: O Fantasma de Canterville como paródia do gótico
DOI :
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.i39p237-257Mots-clés :
Paródia, clichês, gótico, cômico, homenagemRésumé
Este artigo objetiva discutir o conto O fantasma de Canterville, de Oscar Wilde, publicado originalmente em 1887, focando numa leitura crítica que discute a paródia de elementos estéticos da literatura de tradição gótica. Nessa narrativa, Wilde recorre a clichês, elementos do espaço narrativo e da atmosfera e personagens comuns do romance gótico, mas subverte-os, transformando-os em recursos do cômico através da ironia e homenageando toda a tradição gótica inglesa anterior ao seu tempo. O estudo baseia-se em concepções teóricas sobre a paródia moderna e pós-moderna a partir de considerações de Linda Hutcheon (1978) e Walter Moser (1992).
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