A travessia atlântica como um trajeto iniciático nos romances de formação Un océan, deux mers, trois continents, de Wilfrid n'Sondé, e A rainha Ginga, de José Eduardo Agualusa
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v0i22p17-34Palavras-chave:
travessia atlântica, Bildungsroman, iniciação, ritos iniciáticosResumo
O objetivo deste artigo é refletir sobre a travessia atlântica no eixo Sul-Sul e o seu caráter iniciático nos romances de formação (Bildungsroman) Un océan, deux mers, trois continents, de Wilfried N’Sondé e A Rainha Ginga de José Eduardo Agualusa. Na leitura comparatista proposta, salientaremos a complementaridade dos romances estudados que narram um contexto histórico específico: o comércio transatlântico de escravos durante os séc. XVI e XVII. Debruçar-nos-emos mais especificamente sobre a questão da travessia atlântica e todos os aspetos inerentes à viagem: separação da terra natal, solidão, questionamento e reflexão pessoais. Elementos que ao longo de ambas as obras conduzirão os protagonistas a uma morte iniciática e a uma posterior ressurreição simbólica, culminando num processo de construção identitária, consciência humanista e descrença religiosa.
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