A travessia atlântica como um trajeto iniciático nos romances de formação Un océan, deux mers, trois continents, de Wilfrid n'Sondé, e A rainha Ginga, de José Eduardo Agualusa

Autores

  • Andreia Joana Oliveira da Silva Universidade Jean Monnet de Saint-Étienne (França) e Universidade do Porto (Portugal)

DOI:

https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v0i22p17-34

Palavras-chave:

travessia atlântica, Bildungsroman, iniciação, ritos iniciáticos

Resumo

O objetivo deste artigo é refletir sobre a travessia atlântica no eixo Sul-Sul e o seu caráter iniciático nos romances de formação (Bildungsroman) Un océan, deux mers, trois continents, de Wilfried N’Sondé e A Rainha Ginga de José Eduardo Agualusa. Na leitura comparatista proposta, salientaremos a complementaridade dos romances estudados que narram um contexto histórico específico: o comércio transatlântico de escravos durante os séc. XVI e XVII. Debruçar-nos-emos mais especificamente sobre a questão da travessia atlântica e todos os aspetos inerentes à viagem: separação da terra natal, solidão, questionamento e reflexão pessoais. Elementos que ao longo de ambas as obras conduzirão os protagonistas a uma morte iniciática e a uma posterior ressurreição simbólica, culminando num processo de construção identitária, consciência humanista e descrença religiosa.  

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Referências

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Publicado

2018-12-21

Como Citar

Silva, A. J. O. da. (2018). A travessia atlântica como um trajeto iniciático nos romances de formação Un océan, deux mers, trois continents, de Wilfrid n’Sondé, e A rainha Ginga, de José Eduardo Agualusa. Revista Criação & Crítica, 22, 17-34. https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v0i22p17-34