Fotografia e escrita
presença in absentia
DOI:
https://doi.org/10.11606/issn.1984-1124.v1i25p119-132Palavras-chave:
Fotografia, Literatura, Morte, Roland BarthesResumo
A proposta deste artigo é fazer uma releitura da Câmara clara(1980), de Roland Barthes, tendo em vista a teia de relações que essa obra cria ligando a fotografia, a escrita e o luto. Para tanto, na esteira de numerosos críticos, defendo sua compreensão não como um texto teórico, mas literário, em que o escritor expõe o caminho reflexivo que percorre para tentar reencontrar sua mãe, morta. O diferencial deste texto com relação à fortuna crítica sobre esse, que foi o último livro que Barthes publicou em vida, reside em evidenciar como da contemplação da fotografia o escritor passa à escrita da mesma, que é a escrita do « nada a dizer ». Nesse processo, o tempo, enquanto elemento da narrativa, tem papel fundamental, como minhas análises do texto barthesiano demonstrarão.
Downloads
Referências
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).